sábado, 25 de dezembro de 2010

fechado pra balanço



Eu deveria estar dormindo a essa hora, mas estou aqui compartilhando o êxtase de que amanhã estarei a caminho da praia.

Férias, moçada, férias!!!

Vou lá tirar o mofo do sovaco, as perebas entre os dedos, jogar resta um deitada na canga, acreditar que sol não causa câncer e que vou voltar bronzeada, quando na verdade o máximo de êxito na melanina que alcanço é o rosa-camarão estilo salmão cru.

Vou lá, acreditar, como quando era adolescente, que as férias de verão renovam. Me faziam repensar meu comportamento, meu estilo, meu desempenho nos estudos e uma nova posição para os móveis do quarto.
Enfim, que tudo seria novo quando eu retornasse às montanhas!

Portanto, dedicarei-me ao nadismo por uns dias, sorry periferia!

Masssssss... Quando voltar, um big mother fucker stress me aguarda.
Por isso resolvi mentalizar a filosofia de um primo:
" Adoro jogar na mega sena e esperar o resultado. Porque mesmo que eu não ganhe, durante a espera, na minha cabeça, eu fiquei rico. Se não ficar, aí depois eu penso. Mas até lá, eu penso que fiquei rico!"

Pedidinha básica de fim de ano?
"Quero um ano NOVO de verdade."
Por hora basta.
Inté 2011.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

toda goiaba tem seu bicho

O remedinho tem sido ótimo.
À noite durmo como um bebê.
E durante o dia, fico tão chata quanto um.



Três vivas para a benzodiazepina.
Benzodeus!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

e nos finalmentes descobri...

Abrindo um antigo caderno de anotações (da época em que os vinte eram poucos e a ansiedade era muita).
Descobri que a diferença entre o início e o fim dos vinte está no que te impele pra frente.
Antes eu tinha impulsos.
Hoje tenho planos.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

sou tão placebo!

Urgência na psiquiatra.
Falta de ar, pesadelos, palpitações, noites do capeta.
"Passa aqui na quinta cedo, deixa seu nome que ela atende por ordem de chegada. Mas é só na quinta e tem que vir cedo, viu?".
Deve ser o dia que ela atende a galera do pânico, que não é o da tv.
Beleza. Consegui ser a quinta na ordem de chegada.
A fila dos desesperados aguardava na portaria do prédio. Em poucos minutos a secretária liga pro porteiro e "pó mandar subir".
Alguns evitaram o elevador panorâmico e tomaram o de serviço, rsrs.
Aglomeração em 3 metros quadrados, sofá pequeno e secretária ensandecida. Caras ruins. Só mulher. Saquei a agenda mas fiquei ligada na movimentação.
Aos poucos a coisa derrete e me vejo em meio a um compartilhamento de emoções.
Ninguém se conhecia há poucos minutos, e de repente dividiam abertamente as agruras da tarja preta.
Divertido, intrigante.
Minha vez.
"Quanto tempo não vejo você!"
(3 anos)
Lembrou de mim, da minha história, antes mesmo de olhar meu prontuário.
Ouviu atentamente. Diagnosticou, prescreveu.
"Você veio na hora certa".
Sorrisos e prognóstico positivo.
"2 meses e isso vai passar".
Me desejou boa sorte com um sorriso sincero. "Estou torcendo, seremos colegas!"
Saí feliz com minha receitinha azul.
...
Quando as coisas estão encaminhadas, é como se já estivessem resolvidas.

domingo, 21 de novembro de 2010

tensa, eu?

Bizarrices da minha cabeça...
Já é a segunda vez que acordo no meio da madrugada com a minha cabeça tentando, à minha revelia resolver uma fórmula de química.
Tipo aqueles pesadelos meio dormindo meio acordado.
Tento voltar a dormir.
"Mas e o balanceamento? E a H2O? Onde coloco?
Por que estou tentando resolver isso agora? Por que agora?"
Madrugada passada, além da química, sonhei que minha nota de redação tinha sido 7,11.
G-sus, que medo.
Pra fechar com chave de ouro, sonhei que estava atrasada pra ir a um casamento, já toda vestida num tubinho preto lindo, calçando tênis e meia, em pleno shopping, tentando achar uma sandália que combinasse. A vendedora sugeriu que comprasse outra roupa pra combinar com as sandálias que ela tinha lá.
...
Louca, eu?
Que isso, gente. Que isso.

Ainda estou tentando relaxar. Eu chego lá.
Sugestões? Mandingas?

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

mulherzice

Me disseram que eu tinha que descansar. Dar um tempo e tals.
A questão é que quando o assunto é relaxar, fico meio confusa, sabe? Fico entre fazer alguma coisa que me ajude a desligar ou simplesmente afundar a zanfa no sofá e me dedicar ao nadismo. Essa segunda opção nunca funciona, pois acabo achando que poderia me ocupar com alguma coisa interessante.

Bem... para cada osso um ócio.
Anyways...
Ainda não tinha relaxado total.
Mas aí acordei um bagação essa manhã e resolvi ficar em casa e dedicar meu precioso dia ao que me viesse à cabeça.
Como tenho um casório pra ir na sexta, decidi consultar o oráculo (youtube) pra encontrar dicas de maquiagem, juba e etc. Queria coisas diferentes.
Abre parênteses:
A verdade é que nunca fui fã de salão. Acho que cobram caro demais e tenho um sério problema em me fazer entender pelo cabeleireiro, maquiador, manicure, etc. É um drama sem fim, pois sempre acho que não ficou o que eu imaginava, não importa o quão chiquê seja o salão.
Logo, optei por aprender a fazer, desde que tinha uns quinze anos. Com exceção do corte e da depilação, consigo cuidar (e bem) de todos os pormenores - tonalizante, sobrancelha, unhas, chapinha, maquiagem e penteados quando for o caso. E, o mais importante: faço direitim e fico feliz com o resultado.
E cá prá nós: salão é o ó. Ambiente mal-frequentado (mulherada), leitura de má qualidade (Caras), assuntos sofríveis (novelas, celebridades) e longas horas de espera. Não nasci pra esse calvário não.
E ainda: adoro aprender e fazer eu mesma. Minha mãe conta que quando criança eu curtia maquiar e pentear as bonecas. Minhas Barbies, coitadas, sempre acabavam num cortezinho chanel.
Fecha parênteses.
Enfim. Gastei minha manhã inteeeeira no youtube e descobri essas pessoas ma-ra-vi-lho-sas que colocam dicas detalhadíssimas e valiosíssimas de "how to".
Adorei essa moça aqui e esse cabeleireiro aqui.
Que benevolência maravilhosa essa de soltarem a informação!!!

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Óleo de peroba nele

Sr Luís Inácio Cara de Pau da Silva disse que o Enem foi um sucesso e que o rebuliço atual é obra daqueles que nunca aceitaram o Enem.
Tá.
Fala isso pro povo da prova amarela.

Um sucesso????? Onde???
Como a criatura tem a cara dura, depois de tudo isso, de dizer tal mentira?
Porque na cartilha dele, tudo que é contra, ainda que seja verdade, é factóide.

Ninguém me contou não, eu o vi proferir essa doidice.
Isso. Tive a infelicidade de ouvir isso.

domingo, 31 de outubro de 2010

"Verás que um filho teu não foge à luta..."

Otimista que sou, acredito no discurso de pronunciamento da Sra presidente. Discurso tal, que poderia ter sido escrito por qualquer outro partido, à exceção do PT. Engraçado, não? Muda-se a festa, muda-se a máscara.
Ainda bem, por sinal.
Vai sambar miudinho comigo. Tenho cada frase bem guardada na mente.
Não votei nela, mas quero acreditar que ela fará algo muito melhor do que o planejado.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Garotas superpoderosas?!?!?!?

Olha, eu nem deveria comentar o comentário.
Mas não dá, sabe.
Meu post anterior recebeu um comentário escrito em português brucutu: "ao menos mulheres deveriam votar para mulheres". O(a) autor(a) assina "alfacinha".

Pára tu-do! Gente, será???

Neste post aqui insinuei sobre a sra PT e um pé de alface.
SERÁ??????

Acho que jamais saberemos.

Apelidos e carapuças à parte...


Será que estamos condenados a esse ostracismo eterno?
Mulheres votam em mulheres. Pobre vota em pobre. Rico vota em rico. Boi vota em boi, galinha em galinha. Atleticanos em atleticanos. Zona sul em zona sul.

E por aí vai.

Esse simplismo bairrista, esse classismo barato, esse feminismo de quinta categoria é
contra-produtivo, peloamordejesuscristinho!

NINGUÉM me convence que ela vai fazer um governo de acordo com minhas aspirações baseado no fato de que ela conhece na pele o que é menstruar, parir, o calvário da cêra depilatória e possuir peitos.
São essas as demandas pra ser o representante do seu país?????

Fala sério colega verdurinha!


Estamos andando pra trás a passos beeeem largos, não?


Pensando bem, se for assim...
ONDE ESTÁ a SHE-RA???

Ela sempre foi minha ídola! A garota é linda, tem superpoderes, é de boa família, inteligente, adepta das boas causas, defensora dos mais fracos, ama a natureza e ainda namora aquele bonitão.


QUEM PRECISA DA DILMA se podemos ter SHE-RA????


Aff. Meus sais!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

guarda-chuva da grife PT

Pois é.
A sra PT foi alvejada por balões cheios de água enquanto fazia campanha em Curitiba.

Arrumaram um guarda-chuva pra ela e a "isolaram da multidão".
Interessante notar como o PT já abre o jogo e diz logo qual é a tática caso o circo pegue fogo.
Proteger e isolar.
Alguém arrisca a dizer o que será feito quando os escândalos despencarem do céu, ou subirem do inferno?

modernim

Seguindo as tendências primavera-verão nas passarelas do blogger, resolvi dar uma "repaginada".
De demodê já basta eu.

eu sim, e você?

Tem horas que você pensa coisas horríveis sobre as pessoas?
Tipo essas que fazem a gente se achar um serumano de quinta categoria?
Tipo ao ouvir alguém dizer uma toupeirice e pensar: "nó, que burro!"?
Gente, que horrível.
Sinto-me a léguas de atingir a evolução pra ser uma criatura com upgrade, por conta dessas coisas.
É feio, deus castiga (afinal, ele é mau e vingador) mas eu não consigo evitar.
Principalmente se a criatura for burra mesmo.
Gente, eu sou horrível.

domingo, 17 de outubro de 2010

vale só lembrar...

Que junto com cebola crua, horário eleitoral, pessoas que falam " vou estar fazendo", vuvuzelas, praia suja e sertanejo...
HORÁRIO DE VERÃO É O TOP DO Ó DO BOROGODÓ!

amélia terceirizada, o retorno

Fiquei ultra mega feliz de ver a casa limpinha e eu, inteirinha, quando vi que tudo estava assim tão tão tão arrumadinho!
Nem foi tão estranho quanto imaginei. Enfiei a cara nos livros enquanto ouvia os splashes no banheiro e o labutar das vassouras e baldes. O importante é que não me importei com o modus operandi, pois o resultado, foi satisfatório.
A achei muito educada e caprichosa. Valeu cada centavo e eu fiquei nas nuvens!
Combinei com a moça de voltar depois do feriado, na quarta-feira.
Aí...
Quarta-feira. Ela não apareceu e o celular estava desligado.
Primeiro, tristeza, fui abandonada. Será que minha casa tava assim tão o ó que ela não quis voltar ever again?
Depois, irritação - pô, custava avisar? Articulei mentalmente o que ela ouviria se atendesse o telefone e confirmasse que não queria mais saber dos meus panos de chão.
Depois, pânico - quem irá me salvar???
Por último, preocupei. Até ontem o celular continuava desligado. Ixi... morreu? Será?
Hoje de manhã ela liga, meio sem-graça, explicando que foi passar o feriado em Guarapari e não levou meu número e por isso não pôde avisar que só poderia voltar depois do dia que combinamos. Se desculpou e acertamos que ela virá essa semana.
Conversa fiada?
Não sei. Só o que me importa é que ela voltou!!!

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

ah é???

No primeiro turno, é?
Rááá!
Agora conta como é se morder de raiva!
Isso não significa quase. Veja bem!
O país está dividido.
E se está dividido, sua conversa mole pra boi dormir não faz dormir todos os bois do curral NÃO!
E em Minas você não tasca os seus 9 dedos não!
Pode até ser que "você" ganhe.
Mas maioria é o kct!
Comigo não, violão!

E viva a onda verde!!!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

as coisas mudam, enfim!

sabe, eu nunca tive empregada, faxineira, secretária, capangas, office boy, acessores nem afins desde que me casei, (inclusive, semana que vem completamos três aninhos).
Quando eu vivia no bem bão da casa de mamys, lá tinha faxineira toda semana, que, docemente também passava minhas roupitchas e as deixava dobradinhas na minha cama pra eu cuidar da tarefa árdua de guardá-las.
Casei, fui pra Austrália e depois de dois anos, quando voltamos, achei que de cara poderíamos ter uma Claudinete pra cuidar da agrura doméstica. Mas a grana apertou e o crachá de Irineuza quem colocou fui eu. (Tá, maridão dobrava as meias e cuecas, tirava poeira e carregava o balde também. Não tiremos o mérito dele...)
Isso até essa semana!!! A grana ficou mais frouxinha e a iminência do vestibular me empurrou pra procurar Kleuziane o quanto antes, porque não consegui a proeza de pilotar o rodo com a mão direita e segurar o livro com a outra.
Consegui uma Marineuza e ela começa semana que vem. Conversamos e botei fé na moça, ela parece bacana. Engraçado é que nunca tive essa incumbência de orientar uma faxineira. Mais estranho ainda, é que depois da minha experiência na Austrália - onde cada um arruma o seu, pois as Lucineides cobram muito caro por lá - passei a achar meio esquisito ter alguém que vai limpar a minha sujeira.
Não que esteja achando ruim, mas que é esquisito é. Você pode estar achando estranho, pois ter alguém pra arrumar nossa bagunça é o que há. Mas quando a gente sai dessa realidade, em que isso é normal e vivencia uma outra totalmente diferente, você vê essas pequenas coisas com outros olhos. Acho que por isso estou achando essa história um luxo!!!
Vai ser interessante. Atualizarei notícias a respeito, após a primeira empreitada.
To be continued...

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

pra não dizer que não falei dos podres

Pois é. Já começou antes de começar.
A mãe do Brasil ajuda outras mães a ajudarem os filhinhos, coitadinhos, a ganharem um troco.
Isso porque ela ainda é "só" uma candidata.
Alguém se arrisca a imaginar o cenário dos próximos anos?
Você, querido indeciso, precisa do que mais?
Dinheiro na cueca?
Aposto como ela usa boxer pra caber mais. Só não deu pra filmar.

E tenho dito. Ô se tenho.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

"Se Deus quiser, um dia eu quero ser índio..."

tava aqui estudando e apareceu essa pesquisa feita em SP.
Simplificando...
A poeira que se acumula dentro de casa contém dezenas de substâncias tóxicas, causadoras de diversas mazelas à nossa saúde. Das mais simples (alergias) às mais escabrosas (câncer, infertilidade).
Aí eu reflito...
Nossa condição humanóide urbanóide é assutadoramente artificial.
Criaram-se conveniências ao nosso dia-a-dia, tais como os citados na pesquisa: desinfetantes, dedetizadores, plásticos mil, combustíveis; com os quais dividimos, meio desavisados, a nossa existência, entre as paredinhas apertadas das moradias urbanas.
Sei não, mas parece que nossa condição humana se afasta, galopando, do natural. Ou pelo menos, o conceito de humano deve estar mudando (porque evoluindo não está).
Já é sabido que somos subproduto do meio. Comparando grosseiramente: o caranguejo, que vive na lama, se mistura a ela; as abelhas envoltas em pólen e mel, os pinguins no gelo...
Me invejam todos eles. Todos trafegam, livres e tranquilos, sem medo de haver sujeira, bactérias, neuras. Ou já se viu o pinguim de meias? Luvas pra caranguejo?
Um dia, andando pela cidade, observei um mendigo que passava e me assustei ao perceber que ele tinha a cor da poeira do asfalto "incorporada". Seus pés, mãos e unhas estavam impregnados daquele pó grosseiro. A sujeira por si não me assustou, mas fiquei triste, com essa história na cabeça... Produto do meio.
E nós, que não vivemos nos viadutos, na colméia, no mangue ou no gelo?
Que produto somos nós? Do quê?
Mais engraçado é pensar que somos, paradoxalmente, inadaptados ao ambiente que construímos, às condições que criamos e que se estabeleceram. Desinfetados, perfumados, medicados, mas frágeis!
Porque nos cercamos de facilidades mais complicadoras do que propriamente facilitadoras?
Esse não é um manifesto pró-sujeira, ou abaixo o Pinho Sol, ok? E não venha dizer que estou almejando vaga na comunidade hippie mais próxima.
É uma pergunta que não sai da minha cabeça. Que bem-estar é esse que almejamos e como nos esforçamos para obtê-lo? Abrimos portas a conseqüências que desconhecíamos e nos tornamos vítimas ignorantes, no meio dessa poeira incerta, repleta de inimigos nada naturais.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

soneto do desespero

Mais 4 anos...
Somam 12, com acerto.
A dita é velha, e dura.
Dura! E como dura.
E sem Viagra.

é o que dizem as pesquisas
ô tristeza.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

ladrão apanha

Demorou mas veio. A notícia mais divertida do ano.

"Passageiros de ônibus se revoltam e agridem suspeito de assalto


Continua internado sob escolta policial um jovem suspeito de tentar assaltar um ônibus na noite de terça-feira, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com a Polícia Militar, André Lucas Ferreira, de 23 anos, foi espancado pelos passageiros do coletivo ao tentar fugir.
Ainda de acordo com a PM, o suspeito invadiu o ônibus da linha 6790 (Recanto Verde/Est.Eldorado) na Avenida João César de Oliveira, no Centro de Contagem. Ele teria simulado estar armado com um revólver e chegou a roubar o dinheiro das passagens arrecadado pelo cobrador do ônibus. Quando ele tentava sair do veículo, os passageiros perceberam que o suspeito não carregava uma arma e o agrediram.
A polícia socorreu o suspeito e o levou para o Hospital Municipal de Contagem, onde continua internado. A PM não informou se os passageiros do coletivo que agrediram o suspeito foram encaminhados para a delegacia da região para prestar esclarecimentos."

Priscila Robini - Estado de Minas

publicação: 25/08/2010

Pelo menos um entre os milhões de ladrões desse país, teve o que mereceu, na medida, na hora certa.

sábado, 21 de agosto de 2010

nojo

ouviram a propaganda política?
"O Brasil ganhou uma mãe..."
Bem, como já dizia aquela sábia canção:
"Mãe é mãe, vaca é vaca."

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

vida louca, vida

descobri recentemente que há medidas pra coisas que achava terem medidas exatas e imutáveis.
Sentimentos e estados de espírito entram sem bater e nossas respostas costumam ser desmedidas (não só as verbais, mas também as que nascem no silêncio).
Por melhores que sejam nossas intenções e por mais que estejamos providos do perfeito discernimento nem sempre a forma como respondemos será a mais acertada.
E ainda que naquele momento não sejamos capazes de compreender que a reação ou o plano simplesmente não funcionou, o tempo acaba respondendo.
Porque continuamos indignados com o tal "onde foi que errei" e lá se vão noites de sono.
Até o cansaço nos convencer de que, sim, remediado já estava.
Aí eu olhei pra trás e me convenci de que a gente acaba achando por acaso a tal medida e aceitando seu aparente absurdo.
Porque ele funciona.
Então eu relaxei, e assim eu carrego com leveza coisas que antes eram pesadas demais, sem necessariamente tê-las feito assim. Elas continuam a ser o que são.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

cuidado!



depois não digam que não avisei.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

a gente não sabemos escolher presidente

alguém assistiu o debate ontem?
Eu sim. E me diverti hor-ro-res!
Interessante constatar ao vivo o que todo mundo já sabia, tipo:
Se o Lula tivesse anunciado que seu candidato seria um pé de alface, este estaria tão bem nas pesquisas quanto a Dilma.
Ela vai tão direto ao ponto quanto o bêbado brigando pra colocar a chave na fechadura, além de não conseguir articular os dados que o PT a fez decorar que nem tabuada.
O Serra, como prometido, deixou a arrogância de lado, mas convenhamos... ele não se conteve em dar umas tiradas na Dilma, assim, nas entrelinhas. Irresistível não fazê-lo, quase impossível.
O candidato do PSOL garantiu a comicidade do evento e provou que Marx é igual conto de fadas: Nonsense, mas ainda vende livros e conserva adeptos que juram que o sapo vira príncipe.

Ahnn, ops. A minha candidata, nunca dada ao maniqueísmo da politicagem, foi pouco questionada. Mas foi a que mais fez sentido, claro.


Alguém monitorou a pressão arterial do Lula durante o debate? Tenho certeza que o homem quase caiu duro... Também, com o traquejo do pé de alfac...

Última constatação: quem deveria ter assistido não assistiu. Nem precisa dizer quem.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

sejamos prudentes

eu ia escrever no site da universidade pra reclamar que ainda não publicaram o edital do vestibular.
E era pra ter sido publicado há dias. Absurdo, falta de respeito e etc.
Mas achei que não ia conseguir ser amena e resolvi que melhor não.
E vai que eles guardam meu nome...

terça-feira, 27 de julho de 2010

tu-do!!!

Aqui, voltando ao assunto...
Descobri que eu e meus cachos estamos suuper na moda, tá?
Ultra mega tendência. Confirmada pela... ehr... Ti-ti-ti.
Não sou de novelas, mas, num dia horrível, sem tv a cabo sucumbi ao apelo de assistir a esse clássico global e... tcharam! Tooodas de cachos, tooodas elas!!!
Se eu tivesse 17 anos, acharia ainda mais o máximo, (aquela idade terrível em que a gente sem saber e sem dar o braço a torcer quer mais é se parecer com a moda mesmo).
Mas ó, hoje... nem ligo, viu?!?!?
E de quebra, estou na moda.
Isso não é in-crí-vel?!?!?!!?

ps: estou tão bem e tão confortável com essa cabeleira ao natural que... até parece que já nasci assim! :)

segunda-feira, 26 de julho de 2010

sobre quem você ama de verdade

Já reparou que no orkut e afins, todo mundo ama todo mundo?
Não importa há quantos séculos a fulana não se esforce pra ver sua cara, ou quanto vocês já se desentenderam e não fazem questão uma da outra. Não importa que você não esteja nem aí pra figura, ou que ela jamais te daria uma mãozinha num dia deprê.
Não importa mesmo, pois, nas teias virtuais sociais, todo mundo ama todo mundo.
Já percebeu? Dá uma reparada então em como as pessoas pesam a mão na hora de digitar elogios e declarações.
E por que? Eu me pergunto.
Por que diabos, pessoas que sei que não me amam (com certeza) escrevem melosamente que sou linda, incrível, que morrem de saudades de mim, e claro, ô! Me amam, como sou amada!
E tenho certeza que é assim com um monte de gente também.
Pra quê mentir, exagerar, dissimular? Pra manter grande a lista de amigos que na verdade nem são tão amigos assim? Pra mostrar o quê pra quem? Quando na verdade, na real, não somos tão intensos, tão presente, tão felizes e nem tão apaixonados assim. Quando nunca, nunca mesmo seríamos capazes de tal demonstração de afeto cara a cara.
Na minha infância tinha o tal do correio elegante (das antiga). Eu nunca entendi pra que servia aquilo. Você já tava ali no mesmo ambiente que a pessoa. Pra que mandar recadinho? Se não fosse pra falar pessoalmente eu simplesmente achava que o recado era dispensável. E se a figura era desafeto, era melhor nem olhar pra ela, quanto menos mandar bilhetinho discorrendo sobre meu desprazer em respirar o mesmo ar que ela. Vez ou outra recebia um de alguma amiguinha, (já antecedendo scraps): "Amiga, te adoro, + q D+! ". Lembro da preguiça em responder, pois, era óbvio, se eu não gostasse dela da mesma forma não seríamos amigas... dã! Mas, educadamente, eu retribuía outro confirmando. Aiai...
Mas voltando às redes embaraçosas...
Essa artificialidade de intenções, de exibicionismo barato, essa dissimulação pra manter o outro interessado na sua vida (à distância), essa necessidade de se sentir cercado, observado, seguido...
Isso não tem nada de relacionamento.
Pra mim, é só uma forma de manter o distanciamento sem se sentir só.
Uma enganação, que muitos, ávidos, aceitam de bom grado e retribuem da mesma forma.
Quando existem formas tão mais sinceras de expressarmos o que é inerente, verdadeiro, essencial. Não é digitando, garanto.


quinta-feira, 22 de julho de 2010

um ano

Como derreter rapadura
Como soprar o alpiste das gaiolas, tirando só as cascas
Como quebrar o caroço da ameixa pra comer a amêndoa que tem dentro
Como montar a cavalo
Como derreter queijo minas no microondas e fazer ficar crocante
Como escolher geléia de mocotó
Como dar apelidos a todo mundo da família
Mas o que você me ensinou de mais valioso, talvez eu nem consiga escrever, talvez minha pouca idade (em relação aos seus anos vividos) ainda nem me possibilite perceber.

Só o que sei é da saudade enorme que você deixou.


Maria

sábado, 17 de julho de 2010

deixa enrolar

Semanas atrás, numa festinha, tava conversando com um amigo, depois de umas tantas cervejas. Ele cortou o assunto no meio, e subitamente mandou:
"Ô Nat, aqui, vou te falar numa boa... num alisa seu cabelo não, sô!"

Eu: "O quê ?"
"É sério, falo de coração, você é uma moça tão bonita, mas quando você alisa o cabelo fica um negócio assim, meio esquisito, num sei explicar. Fiquei meio com receio de falar, porque achei que o maridão gostasse..."

E o maridão do lado, sem dó: "Eu já cansei de falar, tá vendo? Eu gosto é do jeito que ele é."
E o amigo, empolgado, continuou.
"Olha, a gente é o que é. E é legal ser o que a gente é, de verdade."
E claro, meu cabelo tava num dia assim... japonês!
Fui pra casa pensativa.

As fotos são só parte do projeto, de aceitação da cabeleira que nasce na minha cabeça. Elas estão aí prá... me darem um apoio, uma forcinha, incentivos.
Por todo o lado, em qualquer página da internet, só vejo as mais variadas modalidades de... lisos!!!

A era das madeixas lisas pela chapinha está acabando, mas, na verdade, já estava ficando farta dela (desde os 16 anos, aff!!!) e de todas as complicações de manter uma coisa artificial.
Embora tenha feito a tal escova progressiva uma vez (e gostei, óbeveo), fico com muito receio do formol e tals.

Eu gosto das minhas ondas, juro. E várias vezes fico felicíssima com elas.
O único problema é que nem sempre elas me obedecem, têm vontade própria mesmo. Aí ao invés de parecer Maria Fernanda Cândido, pareço Gal, com toda sua potência.

Mas enfim, estou disposta a procurar conselhos de especialistas, cremezinhos, mousses e macumba, por que não????
Enquanto isso vou me desintoxicando do vício do liso, da chapa, não importa os apelos.

O maridão já apóia, e muito. Mas é um hábito de anos, é difícil, sério. Fico fora da minha confort zone, é muito estranho.
Na verdade, é uma nova fase na vida. E eu quero que seja o que é, de verdade, como meu amigo disse.
Vamos lá meninas, preciso de apoio nesse momento!!!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

aleatórias

Festival de bandas independentes significa:
independente de ser bom, vai tocar assim mesmo.
.
.
Dilma está apelando pro apelo apeladíssimo batidíssimo manjadíssimo do voto feminino, tipo mulher vota em mulher.
Mal sabe ela que as mulheres se odeiam.
.
.
Ah, e ela se esqueceu de que a Marina é mulher também... gafe!
.
.
Estamos todos pagando pela tal campanha. Aquela pra eleger o pessoal do bolsa isso bolsa aquilo.
Enquanto isso vamos ganhando bolsa banana.
.
.
Quando me dá aquela angústia (anual) se corto ou não o cabelo, me lembro que cortava os cabelos das minha Barbies, chanelzinho.
Ficava uma bosta.
.
.
Meu cachorro emite sons estranhos tentando chamar atenção.
O pior é que eu fico respondendo, tipo "Jura? Mesmo? Que coisa, hein?"

domingo, 4 de julho de 2010

sobre o não conseguir

Ainda.

sobre a bola

Eu já sabia. Ou você também ficou se enganando? Tolinho.

Vencedores são os legítimos merecedores, não um timinho de fachada.

Mas antes agora do que depois.
Porque um alemão no argentino dos outros é refresco!!!
Já pensou, que desgraça?!?

sábado, 19 de junho de 2010

yes, I can!!!

não, eu não estou com medo.
E o melhor ainda está por vir.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

lógica

Assim. Se não quero consertar o que está errado, finjo estar tudo certo.
Ah, entendi.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

mantra II

Li essa entrevista com o Jamie Oliver, em que ele dizia que os que não foram pra frente eram os novatos, que desanimaram logo nas primeiras dificuldades.
Amém.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

mantra

O pior burro é o dissimulado.
E tenho dito.


terça-feira, 18 de maio de 2010

os números


Tá.
A maior concorrência da história. O número é bizarro.
Prefiro brincar dizendo que erraram o lugar da vírgula.
Assisti, no domingo, o Federer perder pro Nadal. O leão inseguro diante da hiena. A hiena ciente de suas garras. Os olhos do melhor do mundo, perdidos e cheios de medo.
O melhor do mundo era só medo. Se perdeu de tanto pensar no oponente.
O medo consome a gente. De uma maneira que a gente não se encontra. A gente deixa de ser o que é, pra ser medo.
Eu sou tudo que tenho agora e não posso me perder. Não posso me desconcentrar olhando para os lados.
Tenho que olhar para o caminho à minha frente.
Posso ser hiena, mas posso ser leão também.

vamos rir. Porque se for pra chorar...


Lula morreu.
Fizeram, então uma reunião em Brasília para decidir onde ele seria enterrado.
Um sem-terra sugeriu:
- Vamos enterrá-lo em Guaranhuns.
Então um bêbado, que não se sabe como entrou na reunião, disse com aquela entonação típica dos bebuns:
- Em Guaranhus pode.... Só não pode em Jerusalém.
Ninguém
deu bola para o que ele disse.

Um petista falou:
- O companheiro deve ser enterrado em São Bernardo. Foi lá junto com a gente, que ele viveu e fez sua carreira sindical e política.
O bêbado mais uma vez interveio:

- Em São Bernardo pode... Só não pode em Jerusalém!!!
Novamente, ninguém lhe deu ouvidos.
Nem em Guaranhuns, nem em São Bernardo , interveio um pemedebista:
- Deve ser enterrado em Brasília, pois era Presidente da República e todos os presidentes devem ser enterrados na Capital Federal.
E o bêbado novamente:

- Em Brasília pode... Só não pode em Jerusalém!!!

Aí, perderam a paciência e resolveram interpelar o bebum:

- Por que esse medo de que o Lula seja enterrado em Jerusalém?
E o bêbado respondeu:
- Porque uma vez enterraram um cara lá, e ele RESSUSCITOU !!!!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

foco

Hoje tinha aula de química. E depois geografia. E por último física, ou biologia.
Mas às 5:30 da manhã teve gripe. E garganta doendo. E tosse de cachorro. E um frião ouropretano neblínico lá fora.
Nada disso combina com aula de química, de geografia...
Gripe combina com ficar em casa...
E estudar mais do que teria estudado se tivesse ido à aula, claro.
Tá achando o quê?
Corpo mole é a vovozinha.

terça-feira, 27 de abril de 2010

toc toc

ãnh?
ah, sim, eu tô bem sim.
Sem tempo, mas bem.
ãnh? se alguma coisa anda me incomodando?
Fora a Dilma Rouseff e o meu cabelo que anda rebelde...
Tá tudo bem, obrigada!

quarta-feira, 24 de março de 2010

eu vejo o futuro repetir o passado

Na Veja dessa semana, Diogo Mainard escreveu:

"A biografia de Lula será escrita nos tribunais. O julgamento histórico de seus oito anos de poder estará estampado numa série de inquéritos penais. (...)
No futuro, quando alguém quiser relatar os fatos deste período, terá de recorrer necessariamente aos processos judiciais, que detalharam o modo lulista de se organizar, de se acumpliciar, de se infiltrar e de fazer negócios. (...)

"A história em inquéritos, Veja, 24/03/2010"

Aí, o Exmo. manda essa, hoje num discurso:

"É triste quando a pessoa tem dois olhos bons e não quer enxergar, tem a chance de escrever a coisa certa e não quer. É triste, é melancólico (...) Vou ficando triste porque fico imaginando daqui a 30 anos um estudante que tiver que fazer uma pesquisa e ficar lendo determinados talóides. Esse estudante vai estudar uma grande mentira nesse País(...) Se (os veículos de imprensa) não quiserem saber pelos seus olhos, poderiam saber pelas pesquisas de opinião pública"

(no Terra.com.br)

Conclusão:
Suas idéias (as dele) não correspondem aos fatos.

A tua piscina tá cheia de ratos.
E eu, não voto em nenhum deles.


segunda-feira, 22 de março de 2010

coisa mais triste


nada mais triste que a impotência, que ver e nada poder fazer.
A impossibilidade de nossas mãos tirarem o sofrimento de alguém.
Sensação mais ingrata essa de a dor não ser palpável, de não podermos pulverizá-la.
Incompetente que a gente se sente por ser pequeno e incapaz contra algo tão cruel.
Dói ver a dor e não saber o que fazer pra ela ir embora.
Angústia essa que a gente sente por não saber o que fazer.
Justo nós, humanos, que deveríamos saber de tudo.
Ainda não chegamos lá. Que triste.
A gente toca o coração de quem ama. Mas nem sempre pode curar a ferida que existe nele.
A gente é parte desse coração. O que quer que ele abrigue, nos abrigará também.
Lembro de você me dizer "se eu pudesse, tirava de você e colocava em mim", algumas vezes em que chorei.
Eu aprendi com você que amar é isso, ainda que seja impossível cambiarmos o sofrimento praquele que é mais forte. É a possibilidade de enfrentar para o outro aquilo que o machuca. Essa coragem, que só você tem, sempre foi meu porto seguro.

Como eu te amo. Como eu queria tirar isso com as minhas mãos.
Eu enfrentaria qualquer coisa pra você não sofrer.

Tatá

quinta-feira, 18 de março de 2010

que coisa mais doida

Olha, eu nunca estive tão sem tempo.
Unhas por fazer há quinze dias.
Casa zoneada, urrando por Amélia.
O carro daqui a pouco vai se dirigir (pegou?rsrs) ao lavajato sozinho.
Os cabelos pedem a tinta.
E eu, algumas horas de sono a mais.
E nada do que me impulsiona na batalha chega perto do conceito de facilidade.
Mas sabe de uma coisa?
De verdade, olha, do fundo do meu coração.
Vou ser bem honesta, tá?

Nunca estive tão feliz.

Felicidade não é conforto. É outra coisa que qualquer dia explico, tomara.
Trem mais doido esse.

quarta-feira, 10 de março de 2010

eu não faço poesia

"Quando chegar o momento
Esse meu sofrimento
Vou cobrar com juros. Juro!
Todo esse amor reprimido,
Esse grito contido,
Esse samba no escuro

Você que inventou a tristeza
Ora tenha a fineza
de "desinventar"
Você vai pagar, e é dobrado,
Cada lágrima rolada
Nesse meu penar

Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia."


eu estava certa, mais uma vez. E foi a última.

domingo, 7 de março de 2010

Mensurável

Andava pelo corredor do instituto de ciências exatas e biológicas, a caminho da biblioteca, com a mochila cheia de apostilas do cursinho. Imaginava, esperançosa, que iria fazer parte daquilo, dentro de não sei quanto tempo.

Tinha umas garotas vendendo jalecos no caminho.

-" Jaleco, moça?"
...

- "Não, ainda não." Seguido de um sorriso resignado e um olhar confuso da menina.

Tudo vem no tempo certo, na medida do esforço dedicado.

Torcendo pra que o tempo e o vento estejam a meu favor.

terça-feira, 2 de março de 2010

se

se eu fosse beeeeeem baranga eu colocava aqui uma foto do meu guarda-roupa cheinho, com todas aquelas roupas que estavam longe de mim e que chegaram na semana passada.
Igual aquele povo (barango) que cozinha uma lasanha, ou que vai no buteco/restaurante/casa da vó e fica tirando foto da comida pra colocar no orkut com os dizeres: "tava bom demais!".
Aff, é o ó! Ô baranguice!

Mas como eu não sou assim TÃO baranga, não vou fazer isso não.
Então fiquem sabendo que meu guarda-roupa está (quase) lotado, que passei horas lavando e passando tudo com muuuito carinho, achando lindo cada pedacinho de pano. Depois me deliciei pendurando nos cabides, separando por cores e tals.
E ainda tem um tanto pra lavar e guardar, assim que a chuva der trégua aqui no buraco fundo onde eu moro.

Eu estou agora me sentindo uma pessoa tão arrumadinha, tão bunitinha, que dá até gosto.
Minha diversão vai ser garantida nas próximas semanas.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

sobre o feriado

Então...
Lá não tinha trio, mas tinha carro-pancadão tocando aquelas coisas que aff... só alcoolizado mesmo pra se divertir. Mas tinha um bloco caricato com banda e aquelas musiquinhas bacanas de outros carnavais.
Vi a cabeleira do zezé váárias vezes, me disseram que birita num era água outras tantas, nem sei mais como era aquela história (argh!) de rebolation (vide billboards do carnaval tupiniquim).
Comi empada a r$1.50 todos os dias, finíssima!
Teve um dia que fiz cara feia e recusei a cerveja (depois de tentar empurrar a primeira goela abaixo, óbeveo).
Esse foi o segundo dia. Nos demais isso não ocorreu.
Num outro uma amiga me passou vodca com deus-nos-acuda e todo mundo se divertiu (as nossas custas, claro). Não satisfeitos, fomos pular do meio-fio pro meio da rua enquanto um outro amigo tentava capturar o momento com sua camera indiscreta.

No último dia, abstemio, achei que tudo tinha se acabado, inclusive eu.
O meu amigo não mandou as fotos até hoje. Acho que a censura pegou.
Ou ele se arrependeu e vai tentar procurar amigos normais.
Ah, o meu cachorro foi, viu e curtiu também.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

apego

Gente, a carga foi LIBERADA!

Pelo Skype...
- Deu tudo certo, então? Nenhum problema com a RECEITA?
- Não, nada, tudo correu bem.

Logo, brindamos ontem à noite.
- Vida longa ao FISCAL!


Descobrimos que, provavelmente, o caminhão venha do Rio no sábado e que talvez por isso tenhamos que viajar no final da tarde desse dia, ao invés de ir na sexta de manhã como combinado.
Tá, não é o ideal perder um dia de entrudo, mas se não tiver outro jeito, vai ter que ser esse mesmo.
GENTE, VOCÊS NÃO ENTENDEM, EU QUERO AS MINHAS COISAS!

E então hoje, tomando café cedo, me veio na cabeça...
- Acho que vai até ser bom receber as coisas e viajar depois...
- É? Você acha?
- É, olha só... Vou ter todas as minhas roupas pra levar no carnaval, vou poder fazer várias combinações, isso NAO É FANTASTICO?!?!?
...
Nada comovido, ele me olha com sarcasmo, dá uma risadinha e diz...
- Você ta tão preocupada com isso. Nem lembro direito quais roupas eu mandei.

Ai, os homens e o seu desapego vestuário.
Será que ninguém entende como é sofrido ficar órfão do próprio guarda-roupa, por CINCO MESES?

Todas aquelas blusas, os vestidos, as sandálias!!! Ah! Ja imagino todos os outfits!!!

Olha, isso já tava me incomodando, MESMO. Sem noção.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

a pergunta do ano

Você mora em Ouro Preto e o carnaval se aproxima.
A pergunta que mais ouvi na última semana foi...


Você fica... ou você corre?


Poisintão....
Sexta que vem estarei num interior ainda mais interiorano, numa casa do lado do cemitério, um lugar esquisito. Lá não tem trio elétrico (ufa!), tem kombi com som, homens travestidos...

Sobrevivendo, contarei mais detalhes.

alalaô.
Nat

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

calendário luliano

Sim, semana passada eu vi na Globonews.
A repórter tava dizendo que o presidente (aquele...) irá acompanhar de perto pra que não aconteça em 2010 a farra das horas extras no congresso como foi em 2009.
Aí logo em seguida ela disse que ele iria se reunir com xyzabcd na terça-feira, quando os deputados e congressistas voltariam ao trabalho.
Entendeu?
Logo depois passou uma reportagem dizendo sobre o aumento pornográfico de impostos sobre efgh no ano passado.
Conclusão?
A gente tem que ralar muito pra pagar as horas extras da moçada, uma vez que os dias úteis deles vão de terça a quinta. E olhe lá.
Assim até eu que sou mais besta...

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

o navio, as caixas e a arte de combinar roupas

Pois bem.
Lembram da história do container?
Sim, sim. Juntamos nossos trapinhos e bagulhos mais estimados, colocamos em 40 caixas e pagamos uma pequena fortuna pra serem trazidos ao Brasil de navio.
Deixamos a Austrália no final de setembro com uma mala de 20Kg cada um, contendo uma apuradíssima seleção de roupas supostamente suficiente pra dois meses, até a mudança chegar.
Enquanto isso eu me divertia horrores gastando mais algumas centenas de reais em cartório, autenticando tudo que se pode imaginar que existe de documentos e declarações de toda sorte. Tudo pra garantir que a gente não se enrolasse na balela burocrática da alfândega quando a carga chegasse.
A lenda do contrato dizia que chegaria aqui na segunda quinzena de NOVEMBRO, no porto do RJ e que tudo (tudo=total, certo?) ja estava incluso no valor que pagamos a cia transportadora.
Mas a fábula do não-acredite-em-tudo-que está-escrito confirmou que o bendito navio só chegou quase UM MÊS DEPOIS em Santos e com ele a cobrança de mais alguns milhares de dinheiros para custear coisas inimagináveis que se cobra pra tramitar um container num porto, além de mais algumas autenticaçõezinhas e documentozinhos pra liberar a carga de Santos pro RJ.
Enquanto isso, eu ja gastei meu repertório de combinações das roupas, e já nem lembro mais das coisas que estão pra chegar. Me pego frequentemente saudosa, lembrando de uma panela, uma blusa ou daquele jogo de toalha...
A família ajuda com doações e a gente monta a casa, eu peço dinheiro de presente aos meus familiares pra comprar roupas, lavo roupa três vezes por semana e fico felicíssima porque ganho uma baby look usada.
Aí a carga fica presa um mês em Santos, pois no inventário constavam CAIXAS, mas o que chegou é uma grande armação de madeira (com as caixas dentro!). Até explicar isso...
Semana passada a fdp*&^%$@#@!$^& carga chega no RJ. Eu esboço alguma felicidade.
Mas agora tem a alfândega = quinze dias ÚTEIS pra liberar.
Aí agora depende do fiscal.
Ninguém quer ouvir essa frase - depende do fiscal.

Não aqui, nesse Brasil varonil. A terra da eficiência.
(e em fevereiro, tem carnaval.)
Um calafrio me percorre a espinha e minhas pálpebras vibram descontroladamente.
Sacou o drama?

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

29

Estréia hoje!
Primeiro dia de 29.
Igual vestir roupa nova.
Muita coisa começa hoje... Muita!!!


E viva eu!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

isso aqui, ôô...

Esqueci de contar esse caso. Aconteceu mês passado.
Fui levar o cachorro ao veterinário. Dirigia por uma ladeira estreita (em curva) de mão única, quando chegando no final da rua, imaginei:
-Já pensou se vem algum idiota na contra mão?
...
Gentem, queria eu que fossem os números da mega-sena que tivessem passado pela minha cabeça.
Vem o próprio idiota. Despretensiosamente, e ainda falando ao celular. Freia, olha pra minha cara mas continua no celular.
Não passam dois, então ALGUÉM TEM QUE VOLTAR DE RÉ! O manual diz que quem tá na contra mão, se não bateu, que se vire pra voltar.
Eu paro, olho pro céu, faço batuque no volante, ajeito o cabelo olhando no retrovisor e, cansada de esperar que ele engate a ré, olho fundo na cara do sujeito.
Ele enfim dá ré no carro, falando ao celular.
Avancei à medida que ele saía da minha frente e segui.
Ele espera no cruzamento, travando todo mundo, desliga o celular e faz cara feia.
Quando passo ao lado dele, ele manda essa de dentro do carro:
- Por nada viu??
...
Vi pelo retrovisor que ele voltou e seguiu pela mesma contramão.

Olha, eu nem perco mais meu tempo pensando porque é que temos que viver nesse trânsito adorável...

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

não se deprima

Aquele bichinho que morde a gente na véspera do aniversário não me pega, mesmo.
Ainda faltam alguns dias pro 25 de janeiro chegar com os meus 29, então resolvi falar disso.
Não sinto nada diferente não. Calafrios, zonzeira, confusão mental, icterícia, espinha no nariz, visão turva... Essas coisas das quais reclamam 99% das pessoas quando a data querida se aproxima. A tal crise dos aniversários...
Penso que o tempo passa igual pra todo mundo, que estamos TODOS envelhecendo, inclusive seu sobrinho guti-guti que nasceu no fim-de-semana. Sim, inclusive ele, está aí à mercê do passar das horas, igualzinho a mim e a você.
Ainda não conheci ninguém que estivesse rejuvenescendo, alguém que andasse pra trás na linha da vida até você trombar com ele por aí, compartilhando a experiência de reaprender a fazer xixi na fralda e meses depois um embrião... Deixa pra lá.
Enfim, acho uma imensa baboseira essa reflexão pra lá de cansativa do "é, estou ficando velho". A humanidade não muda esse disco. É a reclamação mor da vida, acho. É tão inútil e vazio quanto reclamar que a chuva vem de cima.
E me cansam essas reflexões inúteis. O pior é que, como tudo, a gente aprende isso por repetição, porque crescemos vendo as pessoas ao nosso redor repetindo a mesma bobagem.
Eu penso, na véspera do meu aniversário, em como aproveitar cada vez melhor o tempo.
Porque fora o fato de que meus cabelos estão ficando brancos num ritmo galopante, por mim tá tudo bem que o tempo passe.
Eu não consigo mais dar cambalhotas nem colocar os pés atrás da cabeça, mas aprendi a usar melhor meus neurônios. É de mais utilidade que as cambalhotas, garanto. Não tenho esses saudosismos não... E se todos fôssemos contabilizar, a lista dos "aprendi a" seria infinitamente maior do que a dos "não consigo mais".
Mas ninguém pensa nisso, pois todo mundo prefere reclamar.
A maior tolice é acreditar que vamos morrer de velhice, e por isso vamos vivendo a vida de maneira tão comedida, pequena, reclamando mais que realizando.
E acho mesmo que muita gente por aí deveria se ocupar de preencher seus dias com mais feitos positivos do que com lamentos. É o que eu me desejo sempre no meu aniversário.
Porque do tempo que nos resta, sabemos muito pouco.

"(...)Compositor de destinos
Tambor de todos os rítmos
Tempo tempo tempo tempo
Entro num acordo contigo
Tempo tempo tempo tempo...
Por seres tão inventivo
E pareceres contínuo
Tempo tempo tempo tempo
És um dos deuses mais lindos
Tempo tempo tempo tempo...
Que sejas ainda mais vivo
No som do meu estribilho
Tempo tempo tempo tempo
Ouve bem o que te digo
Tempo tempo tempo tempo...
Peço-te o prazer legítimo
E o movimento preciso
Tempo tempo tempo tempo
Quando o tempo for propício
Tempo tempo tempo tempo...
De modo que o meu espírito
Ganhe um brilho definido
Tempo tempo tempo tempo
E eu espalhe benefícios
Tempo tempo tempo tempo...
O que usaremos prá isso
Fica guardado em sigilo
Tempo tempo tempo tempo
Apenas contigo e comigo
Tempo tempo tempo tempo...
E quando eu tiver saído
Para fora do teu círculo
Tempo tempo tempo tempo
Não serei nem terás sido
Tempo tempo tempo tempo...
Ainda assim acredito
Ser possível reunirmo-nos
Tempo tempo tempo tempo
Num outro nível de vínculo
Tempo tempo tempo tempo...
Portanto peço-te aquilo
E te ofereço elogios
Tempo tempo tempo tempo
Nas rimas do meu estilo
Tempo tempo tempo tempo..."
Oração ao Tempo. Caetano Veloso

:) aquela que envelhece sem pestanejar

Nat

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

a idade das calças

Olha, hoje estava tão calor, mas tão insuportavelmente alto forno mode on, que comecei a delirar.
...
Imaginei que daqui a alguns poucos anos os professores ensinarão nas aulas de geografia que nesta década atual as pessoas ainda saíam de casa usando calças em pleno verão, que essa ainda era a época das calças, dos ternos e afins, que ainda era comum o sacrifício de usar tais vestimentas.

Acho que vai acontecer da mesma forma que se deu com os espartilhos, as ciroulas, os vestidões armados, as toucas pra dormir e as peruconas brancas.
Falta pouco (na verdade tá quase!) pra chegar o dia em que se tornará tarefa impossível trajar calças nesse calor insano.
Assim, não vai ter mais sentido, entende?

Por isso começo já a trocar meu guarda-roupa. Corto as pernas das calças, moleton vai virar flanela de tirar pó, meias pra quê?

Eu estava de calça jeans e regata enquanto tentava, meio zonza, dirigir.
Mas eu juro, eu sentia como se vestisse moleton e pantufas enquanto tomava uma canja quente.

Pode ir anotando aí que você vai contar ao seu neto, diante dos olhos esbugalhados dele que na sua época você ia trabalhar de calças.
E que terno na versão shortinho era coisa i-ni-ma-gi-ná-vel.



Me abana!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

feliz ano velho!

Um champagne estourou antes da hora, por descuido nosso. E foi uma salva de -
uuuuuu, êêê mané!Ainda nem deu meia-noite!!! Desperdiçando aê!
Mas logo a seguir todos aderiram a minha ideia de brindar 2009. E não houve quem não quis erguer as taças em nome de qualquer coisa boa que veio do ano velho!
Teve assunto o brinde! Teve conteúdo, demorou!
Foi bem melhor que brindar o que ainda ia começar...

Meu ano velho foi FELIZ!!!

Meu ano novo começou com uma caganeira sem fim. Isso significa alguma coisa? Ai, nem quero pensar...

Sem muitas previsões, prefiro ir à luta!