terça-feira, 7 de junho de 2011

aos leitores

Um dia acordei e vi que tinha 58 seguidores.
Quando criei esse blog, morava na Austrália, estava me sentindo muito sozinha e, como sempre gostei de escrever, resolvi jogar na net muito do que se passava nas minhas idéias. Foi muito legal, pois além de me manter em contato com minha família e meus amigos aqui no Brasil, me dava a chance de deixar a criatividade fluir, de desabafar, além de me conectar com blogueiros bacanas demais.
Já pensei milhares de vezes em largar as redes sociais e ainda avalio isso sempre. (Um dia vou escrever sobre esse dilema). Mas esse blog, jamais. Ele é parte importantíssima da minha história pessoal.
Vejo que recebo recados carinhosos que elogiam o que escrevo (e cá prá nós, quem não gosta de ser elogiado?) e fico feliz mesmo, por saber que há pessoas que gostam da minha escrita, que se identificam com minhas idéias...
Com tanta coisa nojenta nessa internet, é um alívio ver que o bom uso dela é possível, que há gente boa, inteligente e interessante aí do outro lado do monitor.
Aí hoje, depois de correr os olhos pelas fotinhas dos seguidores, fico meio triste, pois nunca antes estive tão sem tempo pra escrever ou pra saber quem é que está aí me lendo. Minha vida está uma (feliz) correria. O caderno que carrego na mochila está lotado de coisas que gostaria de compartilhar. E pretendo fazê-lo, em breve.
Assim que eu passar em medicina (sério) :)
Não estou "dando um tempo no blog" como já vi alguns blogueiros fazerem devido à falta de tempo pra escrever. Só não posso estar por aqui com tanta freqüência quanto gostaria...
Mas é isso aí!
Abraços carinhosos,

Nat

terça-feira, 10 de maio de 2011

fashion sucks

Não aguento mais moda. A moda está na moda. A moda é gostar de moda. Mesmo quem não sabe nada de moda acha que está na moda, porque a moda... arrrrgh!!!!
A única revista feminina que eu gostava me deu náuseas esta manhã, quando percebi que restava pouco nas páginas, além de moda... Muita cor, muito brilho. Cor demais, brilho demais, olhos pretos demais, cabelos brilhantes demais, unhas coloridíssimas, dourados flamejantes. Sabe quando aquela bala, de tão açucarada, fica enjoativa?
Isso pra não dizer que as fotos emanam aquele cheiro de plástico (que deve ser do que as moças das fotos são feitas, a julgar pela cara de boneca de cera que elas ganham depois de tanto photoshop). Dá uma olhada cuidadosa nas propagandas. Aquilo não é pele. É plástico, polímero, poluente, aff! Não sentiu o cheiro?
É. Tipo assim.
Além disso, me arrebatou perceber que devo ser, como diz uma amiga, uma monstrenga. Eu, meu cabelo, minhas roupas, meu estilo (que não comprei em lugar nenhum). Ou porque não tenho um aparato de tranqueiras pra maquiagem, nem as bolsas da moda, nem os sapatos da última tendência nem tenho a pretensão ultra-mega-nojenta de parecer vintage (porque o parecer, convenhamos, é o que importa).
Aquela revista me cansou.
Aliás, a mulherada nunca esteve tão cansativa. Depois reclamam dos bofes...
Acho que se eu fosse bofe, já tinha... xáprálá.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

ironia

Saiu na Folha ontem.
O exmo sr ex (graças a Deus) Presidente deu uma palestra (remunerada) na Microsoft sobre... EDUCAÇÃO.
Disse que a criatividade do brasileiro se deve ao fato de sermos um povo feliz, dada a nossa proximidade com as praias.
Ah, entendi. O repórter escreveu errado.
O tema era "educassão".
O que será que os microsoftianos acharam?

E eu aqui, me matando de estudar.

sexta-feira, 18 de março de 2011

mas é que...

Dureza é ter coisas pra contar e não ter nem um minutinho.
O minutinho acabou.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

eu viajo

Acabei de chegar de Buenos... ops, Búzios (cara, tantos hermanos!).
Mas enfim, tenho outras cositas pra dizer sobre a viagem, mas, como ainda to meio de ressaca da estrada, quero fazer um post express só pra enumerar:

Coisa triste:
praias maravilhosas e sujas

Coisa feliz:
sol tinindo todos os dias

Coisa fodástica:
Bronze sem arder e sem torrar? Pergunte-me como.

Coisa bizarra:
Uma clínica psiquiátrica no meio da estrada, no meio do nada. Pensei em mil coisas (tipo quick drop?) rsrs. Mente maligna...

Coisa assustadora:
Caminhoneiro = serial killer. Duvida? Eu não.

Coisa que só brasileiro entende:
Serra de Petrópolis, uma queda d´dágua na beira da estrada. A placa em frente dizia: "Proibido deixar oferendas". Ps: Vou montar uma empresa e criar ebós biodegradáveis... Aposto que vende.

Coisa insuportável:
Estacionamos na rua da badalação. Chega um cara com um papelzinho escrito: R$5,00. A gente ri sem entender. Ele diz, sarcástico: "quando o criente chega e ri eu só posso rir também. É isso aí, cinco conto adiantado pra estacionar."
Odeio ser palhaço pra fazer vagabundo rir às minhas custas...

Coisa estranha:
Carioca jura que na lata escrito "Itaipava" tem cerveja. E paga caro ainda. Devo contar a verdade? Não, xáprálá...

Coisa-fato:
Mineiros compram guarda-sol e fincam na areia? Use capacete. Expertise zero. O cara foi sortudo. Ninguém se feriu. "Trem mais doido esse vento. Forte, hein?"

Quando eu viajo, eu viajo...
Depois tem mais.

sábado, 29 de janeiro de 2011

2010, o ano que não terminou?

Quando a gente inicia um ano com um plano que não se concretiza, significa que ficamos agarrados no ano passado como na fila do banco, às 15:59, sem saber se seremos atendidos?
Tomara que não.
Porque o ano começou, mas eu não.
Eu tive que parar (e ainda estou parada) pra repensar estratégias para que meu plano aconteça.
E meu plano, sem demagogia, é foda. Foda de acontecer e foda de levar adiante.
E mais foda ainda porque outro dia completei trinta anos.
E a situação "casada-estudante-30anos" não é moleza não. A não ser que você seja a mais tranquila ou a mais encostada da década. Me cobro por não trabalhar, e muito.
Foda? Foda!
Mas o escolhi pra ser meu plano porque acho que me dará um FUTURO. Não um futuro de fotos na Caras, nem de milhões no banco, nem de vencer o BBB nem dar um golpe na Receita.
Decidi ser médica.
...
Pausa para os médicos desiludidos se mijarem de rir.
...
Pronto, chega.

Passei 2010 estudando. Tentei um vestibular em julho e, agora, o Enem (ou "ah, nem"). Não deu. Passou perto, mas não deu.
Ps:
Sinta-se ofendido se, por ironia (ou felicidade minha), você, leitor, é o cretino insolente que corrigiu minha redação e me deu uma nota mais cretina que a vaca que te colocou no mundo. Seu pai deve ter dado a ela a mesma nota, na noite em que copularam e o mundo provou o amargor de ver você surgir e se tornar um professorzinho recalcado xumbrega, querendo descontar suas desilusões em alguém.
Gostaria de explicações para a nota que me derrubou, mas jamais vou encontrá-las, então... ema ema, né? Logo... tenho o direito de ser desaforada, e pronto.
Voltando ao plano.
Me formei em turismo, sempre trabalhei na área. Mas, pausa.
Me formei em turismo depois de ter cursado um ano de jornalismo. Ninguém merece ser jornalista, eu muito menos (por vááárias razões), embora tenha paixão por ler e escrever.
Larguei o curso pra fazer psicologia, mas caí na besteira que todos fazemos algum dia: dar ouvidos demais à conversas do tipo: "Faz isso não minha filha, olha o tanto de psicólogo desempregado, fudido que tem por aí...".
Pra colocar a cereja no sundae da idiotice, fiz turismo. Por números motivos que nem vou listar, mas certamente, $$$ não era um deles. Até porque os caras (a maioria!) que mais ganham no turismo não passaram nem na porta da universidade... Mas alisaram a careca, ou a bunda de alguém. E viva a meritocracia!
Mas não porque era o que queria fazer o resto da vida. Não tinha noção do que era isso.
E eu era boa. Se me esforçasse, era ótima. Mas tinha preguiça, os problemas não me comoviam, não pareciam desafios. Pareciam A COISA MAIS CHATA DO MUNDO.
Consegui bons empregos. E péssimos empregos também, quando o cinto apertou. Mas sempre conseguia. E depois pedia demissão, já partindo pra outro.
Uma vez foi por estresse. Outra, fui demitida.
Mas a verdade é que tinha data de validade curta, sempre.
Eu me sabotava, chegava atrasada, era rebelde com ordens restritas demais e com procedimentos que a meu ver não passavam de idiotices banais, formalidades imbecis.
Ou era a grana ruim, ou era a gerente mal-amada que infernizava minha vida, ou a empresa era uma pocilga que tratava os funcionários a chibatadas.
Mas o mais óbvio eu levei anos pra descobrir:
Eu não gostava do que fazia. Não importava em qual área.
Mas não é assim? Tem horas que o óbvio é tão estarrecedor que a gente se recusa a aceitar e põe a culpa nos pormenores.
Mas no turismo fiz grandes amizades e isso me segurava nos lugares. A amarga segunda-feira era menos amarga porque eu tinha amigos (e tive até namorado) no trabalho. Eu me protegia naquele círculo e ia levando.
E, sinceramente, na vida, nada que se "vai levando" é algo bom. Não mesmo.
E eu só me dei conta disso quando morei na Austrália por dois anos.
Lá, comecei como camareira e fui logo promovida ao setor de reservas de uma rede de hotéis (essa aqui). Fui fazer o que já fazia aqui no Brasil. Sem novidades no geral, mas com muito mais rigidez de processos, metas, avaliações, controles, burocracias e toda sorte de chatices que uma rede de hotéis pode inventar.
E o pior, sem amigos. As minhas colegas eram umas chatas de galochas e eu me sentia muito só. Era só eu e o trabalho, que, sinceramente, era de bater com a cabeça na parede. Pra completar, era o maior stress.
Eu só queria bater cartão. Só queria ver a grana na mão, não queria saber de mais nada. Tipo: "Não me enche. Eu só trabalho aqui".
Era calada, na minha, fazia o que tinha que ser feito e pronto. Era uma máquina vestida de uniforme, olhando pra tela do computador e atendendo telefone o dia todo. Chato? Nem te conto.
Feliz era terminar o dia, entrar no bonde rumo ao meu apê na beira da praia. Todo o resto era lindo!
E descobri como essa rotina é infeliz e o quanto ela faz nos sentirmos vazios. E o quanto é triste viver assim. E vi que o problema não eram os lugares.
O problema era eu.
E tive que reinventar a roda, repensar, ir no começo, reavaliar as escolhas burras pra não cometê-las de novo.
Psicologia não. Quero ir mais fundo.
Medicina. Psiquiatria.
Gosto de ouvir os outros, gosto de entender, analisar, de trabalho dinâmico, de ver gente, de lidar com gente (sou boa nisso), gosto de saber o que se passa no organismo que torna a cabeça refém dele.
É isso que quero pra mim.
Tenho náuseas de pensar em escritório, cliente, hóspede, tarifa, passagem aéreas, pacotes, vender, emails, uniformes, treinamento, telefone... Minhas têmporas vibram de pensar na vida que eu levava.
Acho que quando a gente é menos do que pode ser a gente é incompleto, infeliz, sempre parece ter algo faltando.
E descobri que nosso lugar verdadeiro é perto do que a gente gosta.
Tem seu preço (sei bem disso) mas estou disposta a pagar.
Vai valer a pena.

domingo, 16 de janeiro de 2011

vou ali

porque saí de mim.
Volto em breve.
Tenho coisas a serem curadas, outras a serem planejadas, outras tantas nas quais não preciso pensar (e me convencer disso).

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

as vantagens em ser idiota

Argumento do vizinho vendendo um lote repleto de árvores nativas:
"Aqui não é zona rural não, pode derrubar o quanto você quiser."
Vimos depois que foi isso que ele fez com o lote dele.
Virou um "morro do careca", onde o sol frita o chão vermelho, com vista pra estrada (e a estrada com vista pra ele, lógico). E achou vantagem.

Enquanto isso, eu fico aqui juntando mudinhas, sementes, enchendo vasinhos de esperança, pra fazer da minha nova casa um matão, um jardim tropical exuberante.

E pra quê o cara vem morar no mato se ele curte mesmo é um chão azulejado?


Aí vem a conversa com o embalador do supermercado:

"Não precisa de sacola, moço, eu trouxe as minhas, pode colocar tudo aí."
"Quê? Aproveita as de plástico, viu? Vai acabar em fevereiro. Até as biodegradáveis foram proibidas."
Como assim "aproveita"? Porque brasileiro acha que sacola é brinde? Desde quando é bom? Bom pra quem?

Enquanto isso, eu fico aqui carregando, sem esforço algum, sacolinhas de pano que dobro pequenininhas e levo na bolsa e no porta-malas do carro.


Conversa com um conhecido aqui em casa:
"Pra quê vocês juntam as garrafas?" (quando viu garrafas de vidro, pet e papel separados)
"A gente separa o lixo reciclável e quando vamos a BH, deixamos coleta seletiva"
"Mas ganha alguma coisa?"
...
Fiquei alguns segundos sem conseguir responder.
Pensei nos milhares de significados para a expressão "ganhar alguma coisa com isso".
Cheguei à conclusão que o que ele queria dizer era "levar vantagem".
Acabei respondendo que não.
Ele fez aquela cara de que não entendeu meus motivos pra perder tempo com algo que não resulta em "vantagem" nenhuma.
Enquanto isso, ajo sem almejar levar vantagem.
Me sinto extremamente bem em fazer as coisas do jeito certo - pensando num bem maior, a longo prazo, etc.

Então. Qual a vantagem em ser um idiota?
Certamente, a alienação e a burrice devem ser libertadoras.
Não há que se preocupar com nada além do próprio umbigo!

Deve ser isso.

domingo, 9 de janeiro de 2011

dia 15

Ansiedade de matar.
Tem hora que parece um trem me esmagando e fica difícil respirar.
Vou conseguir? Não vou?
Eu só queria a resposta.
Só pra saber que ano é esse de 2011 que comemorei a chegada, mas sem saber do quê exatamente.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

foi assim


Descobri o seguinte:
Você nunca vai mudar se não mudar.


... pausa para reflexão linguística-filosófica se necessário for...

A começar pelas atitudes.

Não dá pra reclamar de ter os mesmos problemas se as atitudes são as mesmas.

Isso serve pra mim.

E pronto.

sábado, 25 de dezembro de 2010

fechado pra balanço



Eu deveria estar dormindo a essa hora, mas estou aqui compartilhando o êxtase de que amanhã estarei a caminho da praia.

Férias, moçada, férias!!!

Vou lá tirar o mofo do sovaco, as perebas entre os dedos, jogar resta um deitada na canga, acreditar que sol não causa câncer e que vou voltar bronzeada, quando na verdade o máximo de êxito na melanina que alcanço é o rosa-camarão estilo salmão cru.

Vou lá, acreditar, como quando era adolescente, que as férias de verão renovam. Me faziam repensar meu comportamento, meu estilo, meu desempenho nos estudos e uma nova posição para os móveis do quarto.
Enfim, que tudo seria novo quando eu retornasse às montanhas!

Portanto, dedicarei-me ao nadismo por uns dias, sorry periferia!

Masssssss... Quando voltar, um big mother fucker stress me aguarda.
Por isso resolvi mentalizar a filosofia de um primo:
" Adoro jogar na mega sena e esperar o resultado. Porque mesmo que eu não ganhe, durante a espera, na minha cabeça, eu fiquei rico. Se não ficar, aí depois eu penso. Mas até lá, eu penso que fiquei rico!"

Pedidinha básica de fim de ano?
"Quero um ano NOVO de verdade."
Por hora basta.
Inté 2011.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

toda goiaba tem seu bicho

O remedinho tem sido ótimo.
À noite durmo como um bebê.
E durante o dia, fico tão chata quanto um.



Três vivas para a benzodiazepina.
Benzodeus!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

e nos finalmentes descobri...

Abrindo um antigo caderno de anotações (da época em que os vinte eram poucos e a ansiedade era muita).
Descobri que a diferença entre o início e o fim dos vinte está no que te impele pra frente.
Antes eu tinha impulsos.
Hoje tenho planos.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

sou tão placebo!

Urgência na psiquiatra.
Falta de ar, pesadelos, palpitações, noites do capeta.
"Passa aqui na quinta cedo, deixa seu nome que ela atende por ordem de chegada. Mas é só na quinta e tem que vir cedo, viu?".
Deve ser o dia que ela atende a galera do pânico, que não é o da tv.
Beleza. Consegui ser a quinta na ordem de chegada.
A fila dos desesperados aguardava na portaria do prédio. Em poucos minutos a secretária liga pro porteiro e "pó mandar subir".
Alguns evitaram o elevador panorâmico e tomaram o de serviço, rsrs.
Aglomeração em 3 metros quadrados, sofá pequeno e secretária ensandecida. Caras ruins. Só mulher. Saquei a agenda mas fiquei ligada na movimentação.
Aos poucos a coisa derrete e me vejo em meio a um compartilhamento de emoções.
Ninguém se conhecia há poucos minutos, e de repente dividiam abertamente as agruras da tarja preta.
Divertido, intrigante.
Minha vez.
"Quanto tempo não vejo você!"
(3 anos)
Lembrou de mim, da minha história, antes mesmo de olhar meu prontuário.
Ouviu atentamente. Diagnosticou, prescreveu.
"Você veio na hora certa".
Sorrisos e prognóstico positivo.
"2 meses e isso vai passar".
Me desejou boa sorte com um sorriso sincero. "Estou torcendo, seremos colegas!"
Saí feliz com minha receitinha azul.
...
Quando as coisas estão encaminhadas, é como se já estivessem resolvidas.

sábado, 27 de novembro de 2010

domingo, 21 de novembro de 2010

tensa, eu?

Bizarrices da minha cabeça...
Já é a segunda vez que acordo no meio da madrugada com a minha cabeça tentando, à minha revelia resolver uma fórmula de química.
Tipo aqueles pesadelos meio dormindo meio acordado.
Tento voltar a dormir.
"Mas e o balanceamento? E a H2O? Onde coloco?
Por que estou tentando resolver isso agora? Por que agora?"
Madrugada passada, além da química, sonhei que minha nota de redação tinha sido 7,11.
G-sus, que medo.
Pra fechar com chave de ouro, sonhei que estava atrasada pra ir a um casamento, já toda vestida num tubinho preto lindo, calçando tênis e meia, em pleno shopping, tentando achar uma sandália que combinasse. A vendedora sugeriu que comprasse outra roupa pra combinar com as sandálias que ela tinha lá.
...
Louca, eu?
Que isso, gente. Que isso.

Ainda estou tentando relaxar. Eu chego lá.
Sugestões? Mandingas?

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

mulherzice

Me disseram que eu tinha que descansar. Dar um tempo e tals.
A questão é que quando o assunto é relaxar, fico meio confusa, sabe? Fico entre fazer alguma coisa que me ajude a desligar ou simplesmente afundar a zanfa no sofá e me dedicar ao nadismo. Essa segunda opção nunca funciona, pois acabo achando que poderia me ocupar com alguma coisa interessante.

Bem... para cada osso um ócio.
Anyways...
Ainda não tinha relaxado total.
Mas aí acordei um bagação essa manhã e resolvi ficar em casa e dedicar meu precioso dia ao que me viesse à cabeça.
Como tenho um casório pra ir na sexta, decidi consultar o oráculo (youtube) pra encontrar dicas de maquiagem, juba e etc. Queria coisas diferentes.
Abre parênteses:
A verdade é que nunca fui fã de salão. Acho que cobram caro demais e tenho um sério problema em me fazer entender pelo cabeleireiro, maquiador, manicure, etc. É um drama sem fim, pois sempre acho que não ficou o que eu imaginava, não importa o quão chiquê seja o salão.
Logo, optei por aprender a fazer, desde que tinha uns quinze anos. Com exceção do corte e da depilação, consigo cuidar (e bem) de todos os pormenores - tonalizante, sobrancelha, unhas, chapinha, maquiagem e penteados quando for o caso. E, o mais importante: faço direitim e fico feliz com o resultado.
E cá prá nós: salão é o ó. Ambiente mal-frequentado (mulherada), leitura de má qualidade (Caras), assuntos sofríveis (novelas, celebridades) e longas horas de espera. Não nasci pra esse calvário não.
E ainda: adoro aprender e fazer eu mesma. Minha mãe conta que quando criança eu curtia maquiar e pentear as bonecas. Minhas Barbies, coitadas, sempre acabavam num cortezinho chanel.
Fecha parênteses.
Enfim. Gastei minha manhã inteeeeira no youtube e descobri essas pessoas ma-ra-vi-lho-sas que colocam dicas detalhadíssimas e valiosíssimas de "how to".
Adorei essa moça aqui e esse cabeleireiro aqui.
Que benevolência maravilhosa essa de soltarem a informação!!!

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Óleo de peroba nele

Sr Luís Inácio Cara de Pau da Silva disse que o Enem foi um sucesso e que o rebuliço atual é obra daqueles que nunca aceitaram o Enem.
Tá.
Fala isso pro povo da prova amarela.

Um sucesso????? Onde???
Como a criatura tem a cara dura, depois de tudo isso, de dizer tal mentira?
Porque na cartilha dele, tudo que é contra, ainda que seja verdade, é factóide.

Ninguém me contou não, eu o vi proferir essa doidice.
Isso. Tive a infelicidade de ouvir isso.

domingo, 31 de outubro de 2010

"Verás que um filho teu não foge à luta..."

Otimista que sou, acredito no discurso de pronunciamento da Sra presidente. Discurso tal, que poderia ter sido escrito por qualquer outro partido, à exceção do PT. Engraçado, não? Muda-se a festa, muda-se a máscara.
Ainda bem, por sinal.
Vai sambar miudinho comigo. Tenho cada frase bem guardada na mente.
Não votei nela, mas quero acreditar que ela fará algo muito melhor do que o planejado.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Garotas superpoderosas?!?!?!?

Olha, eu nem deveria comentar o comentário.
Mas não dá, sabe.
Meu post anterior recebeu um comentário escrito em português brucutu: "ao menos mulheres deveriam votar para mulheres". O(a) autor(a) assina "alfacinha".

Pára tu-do! Gente, será???

Neste post aqui insinuei sobre a sra PT e um pé de alface.
SERÁ??????

Acho que jamais saberemos.

Apelidos e carapuças à parte...


Será que estamos condenados a esse ostracismo eterno?
Mulheres votam em mulheres. Pobre vota em pobre. Rico vota em rico. Boi vota em boi, galinha em galinha. Atleticanos em atleticanos. Zona sul em zona sul.

E por aí vai.

Esse simplismo bairrista, esse classismo barato, esse feminismo de quinta categoria é
contra-produtivo, peloamordejesuscristinho!

NINGUÉM me convence que ela vai fazer um governo de acordo com minhas aspirações baseado no fato de que ela conhece na pele o que é menstruar, parir, o calvário da cêra depilatória e possuir peitos.
São essas as demandas pra ser o representante do seu país?????

Fala sério colega verdurinha!


Estamos andando pra trás a passos beeeem largos, não?


Pensando bem, se for assim...
ONDE ESTÁ a SHE-RA???

Ela sempre foi minha ídola! A garota é linda, tem superpoderes, é de boa família, inteligente, adepta das boas causas, defensora dos mais fracos, ama a natureza e ainda namora aquele bonitão.


QUEM PRECISA DA DILMA se podemos ter SHE-RA????


Aff. Meus sais!