terça-feira, 31 de março de 2009

Essa tal ansiedade


Poisintão
Quem quer que seja o engraçadinho que inventou isso
Podia bem parar por aí!
Eu tô que não me aguento
Antes eu não acreditava que essa semana ia chegar
Mas porque tava longe, muito longe
Agora ainda não acredito, mas porque chegou
Finalmente chegou
E agora tenho dor de barriga
É a coisa mais amena que estou sentindo
No meio dessa (palhaçada) ansiedade toda
Não, eu não me divirto com isso
Eu odeio muito tudo isso
Eu só queria ser mais normal
Existe ansiedade normal?
Alguém me empresta, por favor?
Agradeço desde já

Nat

sexta-feira, 27 de março de 2009

Eu

Se eu fosse um filme, esse seria um trailer coerente:

Escovava os dentes antes de dormir e me lembrei que precisava ligar o treco de matar pernilongo.
Saí do banheiro em direção ao armário da cozinha pra pegar o refil, antes que me esquecesse.
A caminho, escutei barulho de chuva e corri pra janela ver (é, chuva aqui é acontecimento).
Com uma das mãos segurava a escova de dentes e com a outra tentava separar as folhas da persiana. Ainda não conseguia ver se chovia ou não.
"U-huum. Á-oéndo???"
O marido: "Quê? Não entendi? O que você tá fazendo aí?"
"Ó-áí, á-o-endo?"
O marido: "Ãnh??"
"Uhoammm! Aaaaannngh!!!!"
O marido: "Ahn, vi. Você sujou o cabelo com pasta de dente."

Voltei grunindo pro banheiro limpar o cabelo.
Esqueci o treco do pernilongo, claro.

É assim com tudo.

Ahn, e ainda não resolvi a história da franja.

Assim

Nat

domingo, 22 de março de 2009

Bond franja

Poisé, alguém viu a nova Bond Girl no filme "novo" do James Bond? (é, eu tô atrasada, então só vi ontem no dvd)

Eu ameeeeeiiii a tal da idéia da franja!!!
Pronto, agora eu tô aqui cismada que preciso de uma franja!!
Eu já tive uma, aos dez anos de idade. Mas como eu não curtia esse negócio de... basicamente, pentear o cabelo, óbeveo que aquilo parecia um ninho de passarinho no alto da minha testa! Aliás, parecia tudo, menos uma franja!!!
Então, fiz uma mega-super consulta a São Google e pelo que o oráculo me respondeu, ela cai bem para moçoilas da minha idade (= antes dos 40), para cabelos ondulados e indecisos (= meu), para rostos ovais (= meu) e também para testas grandes (= minha, argh).
Passaram-se mais de doze horas e a idéia num sai da minha cabeça. Mas como sempre... eu tenho meeedoooooo! Já pensou se fica ridículo?
E agora, José? O que eu faço?
E a aprovação do cônjuge? Ele foi o primeiro a ser consultado e deu bomba na idéia!!!!! Como assimmm??? Eu fiquei uns quinze minutos no espelho do banheiro, tentando segurar ela dobrada pra dar uma idéia de como ficaria. Saí correndo segurando a franja: "Olha amor, CONSEGUI!!! O que você acha?????"
Ele olhou com aquele olho clínico de cientista e: "Não, não gostei".
"Mas por que não?"Perguntei
"Sei lá, não ficou bom, não gostei.
Indignada - "Como assim não gostou??? Ficou parecendo o quê?"
"Não sei, não sei explicar, só sei que não ficou bom, não combinou"
"Não ficou moderninha? Moderninha é legal!!!"
"Não, não gosto, quem disse que quero você moderninha?"
Ah, homens!!!!!
E agora??? E agora que eu decidi que cansei da minha cara?!?!
Elas me perseguem!!!!!

Franja? Não franja. Franja? Não franja. Fr..

Nat

quinta-feira, 19 de março de 2009

Eu maluco, tu maluco, ele maluco

O bonde que pego todos os dias pro trabalho me rende um bocado de fábulas no meu caderninho de anotações.
É cada uma que eu vejo que não dá pra crer, tem hora que acho que to saindo de casa mas ainda não acordei, penso que devo estar tendo um daqueles sonhos surrealistas.

Me lembro que um ex-colega de trabalho aí no Brasil, que costumava dizer que o mundo tá silenciosamente sendo tomado pelos tantãs mas ninguém percebe.

Eu, que já concordava, começo a agora a me preocupar...

Essas aqui foram dignas de publicar.


Terça-feira pela manhã entrou essa mulher. Faixa dos 50 anos, toda moderninha, magra, de bermuda jeans, casaquinho cinza, echarpe prateada, cabelo louro preso num rabo-de-cavalo. Passou meio apavorada na minha frente, não conseguiu validar o ticket na maquineta, foi se sentar no fundo (perto de mim, claro, sei lá mas eu tenho ímã pra esse povo), pegou outro ticket na bolsa, não conseguia ler a data nele (daquelas que teimam em não usar óculos apesar da vista cansada), não sabia se ainda era válido ou não, voltou na maquineta e dessa vez ouvi o "trec"de que deve ter validado. Voltou e se sentou novamente.
Tinha esse ar meio desesperado, desorientada. Fiquei sacando a figura (sempre faço isso, esperando a esquisitice que vem a seguir).
Passaram-se alguns segundos até que percebi que ela estava comendo alguma coisa enquanto folheava um jornal. Parecia uma maçã, mas não conseguia ver direito o que era. Tirei os óculos escuros e me surpreendi ao ver o lanche suculento era um pimentão vermelho!!!!!!
E eu juro, eu juro, um pimentão inteiro! Ela o devorou numa rapidez impressionante, embolou as sementes numa folha do jornal e enfiou na bolsa.


...


No final da tarde do mesmo dia, enquanto voltava pra casa, entrou essa outra pérola. Sentou-se na minha frente (!!). Mulher, visual meio hippie, devia ter uns 40 anos, calça e camisa marrons, echarpe roxa, óculos fundo-de-garrafa, cabelo grande bem despenteado.
Parecia tranquila, mas tinha um intrigante sorriso de Monalisa. Sabe como é? Aquela pessoa que sustenta aquele meio-sorriso, que não dá pra dizer se ela tá pensando em algo e querendo rir ou se ela tem um problema nos lábios e eles são presos naquela posição esquisita. Me aborrece, na verdade, fico aflita com essas feições subliminares, não confio nessas pessoas.
No entanto, mais intrigante que o sorriso, era o CHAPÉU que a Madame Min tinha na cabeça... Era meio cowboy, mas tinha estampa de zebra! E era roxo!!! Isso, roxo! Mas vamos adiante (na verdade, foi o que eu percebi antes de tudo) - no topo, tinha um cacho de uvas (de plástico, imagino)! Roxas, óbvio. E numa das abas, um bichinho de borracha (adivinha?) roxo! Parecia uma aranha, sei lá, tinha várias pernas e algumas pendiam pra fora da aba, assim balançando com o movimento do bonde.
Saquei meu caderno, não podia perder um detalhe. Enquanto ela sustentava o sorriso de Mona Lisa, o caho de uvas, a aranha e aquele ar de bruxa maluca saída de um filme do Harry Potter, me entreti em descrevê-la (discretamente) até que ela desembarcasse.

Ela desceu depois de uns vinte minutos. Fiquei tentando acompanhá-la de dentro do bonde, pra ver se ela ia pegar uma vassoura e sair voando, se era um alien e ia arrancar a fantasia de humana ou se ia tirar o chapeú e começar a fazer anotações porque na verdade tava mesmo é fazendo uma pesquisa de comportamento pra ver as reações das pessoas.

E... nada. Ela continuou andando, olhou para os dois lados antes de atravessar a rua e seguiu calmamente, com seu chapéu, a aranha roxa, o cacho de uvas... como se fosse ALGUÉM MUITO NORMAL!!!!!


Me abana gente, eu não tô bem!

Esse é o bonde! É aí onde tudo acontece!

Nat

segunda-feira, 16 de março de 2009

Na lama do manguezal!

Ando me surpreendendo no quesito "quão longe consigo ir pra fugir do trabalho".
Muuuito, muito longe...
Então!
Era quinta-feira e eu me vi ralando que nem camelo, enquanto coleguinhas espertinhos se ausentavam porque torceram o pé, ou porque precisou cuidar da esposa, porque estava desidratado, e todo um rosário de conversa mole pra boi dormir.
No meio da tarde, desliguei o telefone depois de resolver um pepino-abacaxi-bomba e num silêncio diabólico, afirmei pra mim mesma que no dia seguinte, eu NÃO COLOCARIA MEUS PÉS ALI, por nada nesse mundo!
Liguei pro Rodrigo, contei da resolução: ele ficaria seriamente doente na sexta-feira e eu teria que cuidar dele, passaríamos o dia todo amargando no hospital. Pronto!
Na verdade, o plano era de ir catar carangueijos com o pessoal do trabalho dele naquela sexta mesmo (é, gente, profissão errada, porque é que não decidirmos ser cientistas? Eles podem tirar um dia assim de folga do nada, sem ter que inventar mentiras mirabolantes pra ninguém! Êta vida!).

Mas enfim...
Liguei de manhã cedo pro escritório, contei a história (colou, aqui não se fazem muitas perguntas) enquanto eu colocava o sombreiro e a cadeira de praia no porta-malas!!! Você quer saber se eu não tenho vergonha disso? Ehr... ahn... não.
Fui, não catei nada. Não participo da matança, meu negócio é comer!

Ficamos eu e Marie (Claire) debaixo do sombreiro enquanto eles se enchafurdavam na lama. Me diverti horrores, durante horas!


O colega aí apareceu perto de mim pra dar um alô e até fez pose pra eu tirar fotos!

À noite, comemos carangueijos à moda japonesa, à moda grega e à moda indiana. Carangueijos bilíngues, multicuturados... Lembro de muitas perninhas, champagne, vinho, mais perninhas, carnes branquinhas, eu brincando com o moleque filho do japonês colega do Rodrigo (eu tava bêbada mesmo!), alguém disputando comigo quem pegava a carne mais suculenta sem despedaçar... unh... só flashes na verdade.
Eu tentei parar de comer três vezes, achando que já tinha me empanturrado o suficiente... em vão.


Anamauê!


Nat

quarta-feira, 11 de março de 2009

Odisséia, Amelíada e a saga das baratas

Estou de folga hoje e Amélia, a contragosto, resolveu passar aqui.
Vesti as luvas (rosa choque) de borracha, coloquei o Bruce Dickinson pra tocar. Queria logo que tudo se acabasse.
Pilotava a vassoura com rapidez quando, de baixo da poltrona, vi umas plumas se mexendo.
Plumas nada, era uma maldita de uma barata de barriga pra cima se contorcendo!!!!!
Me distanciei súbita e aflitivamente, como só as mulheres sabem fazer nessas ocasiões.
- aaaaghhhh! D-de onde você veeeeioooooo???? Irch!!!!


(Não, ela não me respondeu)
O meu problema com baratas não é só porque são animais imundos que andam por lugares decrépitos. O graaande problema é que eu logo penso: por onde ela entrou, por onde passeou, se vem sempre por aqui, se veio acompanhada, quais motivos a trouxeram aos meus domínios e principalmente... há quanto tempo ela estava ali!!! Fico imaginando eu mesma há alguns minutos antes de vê-la, andando pela casa à vontade, descalça, desavisada, sem perceber aquela criatura dos infernos dividindo os mesmos chão e teto que eu!
Eu fiz um trato com ela, de que se ela continuasse ali sem sair do lugar, eu a deixaria morrer até o Rodrigo chegar e dar um fim nela. Eu nem iria tentar persegui-la com o spray até ela (e eu) nos intoxicarmos. Ela cumpriu o trato e ficou (arrrgh) se contorcendo na mesma posição.
Eu e Amélia continuamos na faxina, um olho na vassoura, outro na barata.
Piedade nada, é nojo, aflição mesmo! Não suporto ouvir o "crec" e sempre acho que vou errar a mira, ela vai se esconder e eu não vou conseguir pegá-la e ainda vai colocar as patas imundas por todo o lugar! Não, não consigo suportar a idéia!!!
Nas minhas confabulações, o capeta é dono de uma fábrica de dedetizantes mata-barata.
Veja bem: Deus as criou e se arrependeu (Eva no paraíso já dava chiliques quando elas apareciam). Elas foram então expulsas de lá (antes da história da maçã); o purgatório não tinha espaço suficiente e não deu conta; lá no inferno o tinhoso resolveu fazer dinheiro com elas, mandando as malditas de volta pra cá. Até hoje não há remédio de vez que acabe com todas (todas eu disse) elas, mas todo mundo continua comprando os sprays e afins. Por causa disso o capeta deve estar usando a grana pra atrair mais fiéis e o inferno, e... há, aposto como está cada dia mais bacana por lá.
Em troca, ele prometeu às baratas - que no final, quando tudo se acabar em samba, suor, pizza e radioatividade - aí sim, só sobrarão elas (e o Keith Richards, claro, que também nenhum veneno conseguiu matar).

Com muito, muito medo de ter mais delas...

Nat

sexta-feira, 6 de março de 2009

Transfiguração

Minha tinta de cabelo tá em falta. quer dizer, a cor que uso está em falta.
Só tem tons mais claros ou mais escuros.
Se me virem por aí e acharem estranho, tá tudo bem. Não estou manchando, nem desbotando.

Resenha do post:
A autora se vê em momentos de escrever amenidades idiotas como essa quando:

a) está sem tempo pra escrever coisas interessantes

b) ela até tem tempo, mas está com preguiça de gastar o tempo pra escrever as tais coisas interessantes

c) está com tédio

d) todas as opções acima
, já que ela exagera dizendo que num tem tempo, quando na verdade tem
e) nenhuma das opções acima, ela tá sem assunto mesmo


Confira o gabarito no próximo post.



Nat

segunda-feira, 2 de março de 2009

Pedaço


tem dia que dói mais porque não tem remédio.

... saudades ...

Nat

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Quem?

- Vem cá prá você ver uma coisa!- Gritou o Rodrigo
- Ahn? O que é?
- Seu presidente na Internet, vem ver!
- Meu presidente uma ova! Eu num votei nele não!!! O que ele aprontou dessa vez?
- Olha isso aqui!



- Aiaiai ...ahn, ehr... eu num votei nele... ahrn... ainda bem
Ah, mas é carnaval, né? Esqueci, foi mal.

Dá até pra fazer aquela piada, sobre o que é um ponto gordo na Sapucaí... mas deixa prá lá.

AlalaÔÔÔô...

Nat

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Carna quem? Entrudo, engodo...

Sabe como é morar num país onde ninguém sequer tem a menor idéia do que seja "Carnaval"?
"Ahn?" É, elas mal sabem onde fica o Brasil, quem dirá esses pormenores. "É América do Sul?". "A Turquia fica lá perto?" - acredite, já ouvi isso. Ahn? Aulas de Geografia? Quem?
Enfim vamos ao ponto...
Então, fico só aqui no Terra, no Estado de Minas e folhetins afins acompanhando a orgia, os comentários interessantíssimos ("Cláudia Leite sarada, depois de 11 Kg a menos". "Ivete Sangalo abatida depois de um piriri."), toda a movimentação dos foliões e tals.
Aiaiai... roupa de Papai Noel e certas coisas na vida nunca irão mudar. De longe (mais ainda) parece ver um filme repetido, especial do Roberto Carlos no fim de ano... tudo sempre igual. É o que me deixa entediada a respeito dessas "festas sazonais".
Como minha fantasia de colombina nunca me agradou (tem um quê de ridículo, fala sério, toda essa coisa), eu sempre amei passar o Carnaval em BH, sossego só - então, na verdade, num faz falta não.
Sem esnobar!
Não, eu não queria estar aí, ou lá, na Sapucaí, no Oiapoque, no Chuí, nas ladeiras imundas de Ouro Preto, nem dentro de um abadá (quem?) qualquer me espremendo num monte de gente bêbada, suada e enlouquecida. Não, meu conceito de diversão é arcaico e você vai me achar metida a besta se eu continuar com esse enredo (pegou, pegou?), hehe!
Mas sim, sim, o feriado, Ô - esse faz uma super-falta!
Por isso é inevitável passar esses dias sem pensar... "É carnaval". E dá aquela preguiça, aquela vontade de mesmo gastando horas na frente da TV, achar que o mundo vai acabar ali, naquela preguiça sem fim...
É aquela coisa que a gente não entende.
Prá quê? É carnaval...

Foliã extraditada,

Nat

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Coço, coças, coçais, coçam


Ando na mais completa falta de assunto (já falei isso antes).
Hoje é dia de folga, amanhã também.
Peguei a bicicleta de manhã, fui pra academia. Os planos para o dia? Malhar, voltar pra casa, almoçar, inventar alguma coisa pra escrever no blog, fazer as unhas, aspirar o (iarc!) carpete dos quartos, fazer as contas da semana.
Sim, planos. Meus dias de folga têm planos. Porque se eu ficar completamente sem nada pra fazer eu piro. Tem que ter alguma coisa (que não seja pagar conta em banco), senão eu começo a dar tiques, choro de tédio, como chocolate além da conta pra afogar as mágoas, troco os móveis de lugar.
Então vamos falar do ócio, santo ócio.
Há um tempo (3 anos atrás), eu tinha TAG - transtorno de ansiedade generalizada. Mas estou curada há mais de um ano, depois de uns remedinhos e muita terapia. Ainda posso me revelar uma ansiosa insuportável em determinadas ocasiões, mas só às vezes.
Num gosto nem de lembrar que naquela época eu tinha seríssimos problemas com o tal do ócio.
Eu ralava que nem camelo e por mais cansada que estivesse, ainda parecia ligada no 220. Isso é bom quando se tem trabalhos estressantes , que exigem muita dinâmica (como os que tive naquela época), além da faculdade à noite.
Mas isso é uma porcaria quando você precisa desligar - sua cabeça não entende que é hora de dormir, hora de descansar e por aí vai. Eu tinha uma relação de culpa com o ócio, não conseguia aproveitar, não relaxava, não desligava. Acordava cansada, voltava do feriado acabada, nunca passava o tal cansaço. Como eu disse - terapia e remedinhos por dois anos - pimba! Sarei!
Mas quando cheguei aqui, levei seis meses pra conseguir meu primeiro trabalho e por isso, claro, pirei. Foi osso, fez com que eu demorasse muito pra me adaptar aqui, fiquei bem deprê, mas sem maiores consequências.
Dezembro passado, me vi caindo na malha fina de novo, depois de ser promovida em outubro. Cenário? Trabalho chato (que eu faço muito bem, obrigada, mas odeio) em ritmo frenético. Eu até conseguia desligar, mas sentia que havia um dreno na minha cabeça que acabava com as minhas energias. Estranho é que eu tinha trabalhado como camareira antes e nem assim ficava tão podre de cansada! E comecei a ver aquele filme repetido na minha memória.
Ôpa, peraí! De novo não!
E fui dizer diretamente (aqui é assim, preto no branco) pro meu chefe que eu tava sobrecarregada e que queria trabalhar em meio horário. E eles toparam (fica mais barato pra eles, já que eu recebo por hora). E agora eu trabalho quatro dias por semana só, entre 6 e oito horas por dia. O trabalho continua o mesmo, claro. E enquanto eu estou lá tenho que me concentrar pra não matar alguém sem querer. Mas pelo menos agora sinto que minha vida não é só isso.
Eu vou mudar de profissão assim que puder voltar pra faculdade, mas isso é história pra outro dia...
E enquanto isso, estou em paz com o ócio, em paz com as horas!
Naquela época (da ansiedade) eu iria encher meu dia com tarefas homéricas e exaustivas, (tipo faxina geral com direito a limpar rodapés e armários) e óbvio, estaria um caco no fim do dia.
Hoje meus dias de folga são preenchidos sim. Mas neles, faço: 50% do que precisa ser feito e 90% do que eu estiver a fim de fazer.

Aiai!

Nat

sábado, 31 de janeiro de 2009

Eu sou lerda

Sim, eu sou.
Basta conviver comigo por poucos segundos. Quem me conhece desde pequeniniha sabe. Quem me atende na fila do supermercado também. Meu pai me apelidou de "zé pêra" por isso. Meu marido se diverte às custas disso. E eu sei, como sei, a proporção dantesca que isso toma às vezes.
Não que eu ache "bonitinho"assumir que sou lerda. Não, não acho, nem me promovo às custas disso fazendo graça.
Mas é engraçado? Sim, às vezes, depende. A desgraça pode sempre carregar um quê de graça. Mas quando a lerdeza se aplica em situações cruciais, eu me envolvo em ódio por essa pessoa que não presta atenção nas coisas como deveria. Sim, sou eu, muito prazer.

Mas vamos falar do tempo.
Quando se vive em uma cidade onde as temperaturas atingem impiedosos 43 graus (centígrados), não tem como não falar sobre o tempo. Quando o vento sopra, você sente que um imenso secador de cabelo está sobrevoando a cidade e baforando aquele vento seco e insuportavelmente quente. Aí você se pergunta: "Mas quando é que o vento fresco vai bater?". Nunca. O vento da Antártida tira férias no verão. Ele mata a gente de frio no resto do ano, mal deixa as pessoas andarem na rua sem serem "ventadas" pra longe. Mas ele não aparece no verão, não senhor. "Mas e se a gente for pra sombra? E se fizer o caminho de volta pela beira da praia?". "Uma hora vai ter uma brisa", a gente presume... Não não, mesmo assim, nada de vento fresco, nem na janela do carro em movimento.
Quando os metrôs e bondes pararam de circular durante o dia porque os trilhos dilataram muito, comecei a pensar que a coisa tava ficando mais séria do que esperava. E isso aconteceu todos os dias dessa semana. Colocaram ônibus pra repor, mas Murphy tratou de fazer com que eles não tivessem ar condicionado, salvo raras exceções. Falando em desgraça, 22 pessoas morreram essa semana por causa da tal onda de calor, essa que dilatou os trilhos e tal. Sair de casa é tarefa pra corajosos (ou desafortunados) que inevitavelmente precisam trabalhar e coisas do tipo. Ou idiotas, como falarei a seguir.
Quinta-feira, minha supervisora (idiota número 1) tava toda empolgada porque ia tirar sexta de folga pra ir a um tal festival de música ao ar livre, chamado "The Big Day Off". Bom pra ela, pensei.
Acordei na sexta, começava a trabalhar ao meio-dia. Sabia que o bonde não ia funcionar. Caminhei até onde peguei o ônibus substituto no dia anterior, cheguei lá com os miolos bem-passados. Escutava iPod (alto). O motorista, na porta do ônibus, gritava alguma coisa pra qual não dei idéia. "Claro que ele tá dizendo que é o ônibus pro centro", pensei eu, sempre assumindo os fatos da vida como certos. Entrei no ônibus, seguida por um bando de adolescentes, todos de chapéu, óculos escuros, roupas bem "praianas", parecia uma excursão. Estranho, pensei.
"Será que esse ônibus é de alguma excursão desses hotéis aqui perto? Não, não ia estar aqui no mesmo lugar dos ônibus comuns".
Partiu o busão, fazendo o mesmo caminho do de ontem. "Mas estranho, já estamos na metade do caminho pro centro e ele ainda não parou em ponto nenhum..."
Mas ele de repente virou numa rua, onde vi pela janela vários outro idio... digo, adolescentes de chapéu, todos caminhando numa mesma direção, a mesma por onde o ônibus seguia.
"Ops, peguei o ônibus pra algum outro lugar..."
"unh... adolescentes...festival... Big Day Off!"
"Ahn... Eu peguei o ônibus especial pro festival ao invés do ônibus substituto."
"Mas que idiota coloca especiais pra lugares diferentes sem plaquinha, saindo do mesmo lugar?"
"Que idiota sou EU, pra não perguntar antes de entrar?"
"Era isso que o motorista gritava na porta quando entrei no ônibus, era isso!!!!"
...
Eu tinha que falar do tempo, eu tinha que explicar sobre a lerdeza que me acomete.
Porque andar a pé e esperar15 minutos outro ônibus vir no sol de 43 graus sem poder culpar ninguém além de mim mesma... é revoltante!!!!!!!

Com calor, muito calor

Nat

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Existe coisa pior...

do que a falta de assunto?
Ainda mais aqui, acho péssimo. Ultimamente ando mais lendo e matutando do que escrevendo.
Eu amo escrever. Escrevo compulsivamente, pelo menos duas linhas, nem que seja uma vez no dia.
Então ando com meias linhas mal-escritas e desconexas que não quero postar aqui, a não ser que haja um contexto, sacou?
Pra não ficar falando do tempo (falando nisso, os temíveis 40 graus já estão ensaiando aqui), vou contar novidades e amenidades da transição 2008-2009 e desses últimos dias.

*Tivemos um Reveillon bacanésimo na casa de amigos tupiniquins bacanésimos, com direito a cachaça, lentilhas, fogos na praia, pular ondas e ihc! Apareceu um bando de uns 30 caras pelados na praia, correndo pro mar na hora dos fogos, ninguém entendeu nada, mas todo mundo se divertiu, hehe!

(acima) Rodrigo, eu, Sheila (com a Mel a bordo), Carlos, Renata, Elton e Iná.
Tava friiio!!!


Olha a Seleta!!!


Ooops!

*Resoluções de ano novo? Compramos cadeiras de praia, sombreiro e máscaras de mergulho. Praia todo fim-de-semana! To gastando horrores com filtro solar e ainda assim estamos ficando encardidos...
E ainda insistimos levar cerveja pra praia mesmo sendo proibido beber em alguns lugares (todo mundo leva!). Eita o tal jeitinho brasileiro!

Petisco de tubarão! Nham!

Notícias? Estou trabalhando menos horas, vamos passear em Sydney no meu níver (tá chegando!), minha mãe voltou a pintar mesmo (ela me mandou essa aí embaixo, que ela tá fazendo pra presentear uma amiga) e esse foi a notícia do ano até agora!


Bom, atualizei! Enfim!

Beijos!

Nat

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Novos olhos

Que coisa mais batida essa de fazer o tal balanço final, né?
Que treco mais besta ficar vendo o que passou, o saldo, os próximos planos pro ano novo, a agenda nova, as resoluções e tals.

Pois eu amo muito essa bobagem toda!!!
Vou fazer o tal balanço aqui e chatear vocês.
2008 foi pra mim um ano e tanto. Muita coisa mudou, passei maus bocados, bons bocados e tal tal tal. Mas o que mais ta me agradando nessa história toda é que me sinto hoje outra pessoa. Hoje quem olha pra trás é alguém completamente diferente daquela pessoa que olhou pra frente em dezembro passado.
Isso é o máximo!
Resolvi preencher as seguintes questões que perguntei a mim mesma:
.Eu não mais... Desperdiço tempo ou grana com coisas popuco importantes, nem durmo mais até meio-dia aos domingos e nem chego atrasada a compromissos.
. Eu passei a ver... Que dificuldades e desafios estão aí pra nos fazerem melhores e mais fortes e que fugir deles é bobagem.
. Passei a valorizar... Momentos meus, quando posso ficar sossegada e fazer o que estiver a fim, não me obrigo mais a dar conta de tudo ao mesmo tempo.
.Eu passei a fazer... Quase não uso o carro, me preocupo e me empenho mais em guardar grana, levo a malhação mais a sério (ainda não tá bom, mas tá indo, rs!)
. Eu ainda... Quero ter gatos mesmo sendo alérgica. Ainda tenho medo de avião.
. Eu cheguei à conclusão... Que tudo na vida leva tempo, mas que não existe espera quando usamos o tempo a nosso favor.
. Eu esto a caminho... De ser menos ansiosa, menos distraída, mais tranquila.
. Eu aprendi a... A ter mais paciência, a enxergar na frente, a antecipar problemas, a resolver logo as coisas chatas.

E aí, e vc?

Ah! Feliz Ano Novo, que nada!

Prefiro esse aqui:
"(...) todo amor que houver nessa vida
e algum trocado pra dar garantia(...)

Nat

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Presente de Natal


Quem disse que presente de Natal só serve se for embrulhado, debaixo da árvore? Minha mãe me mandou essas fotos aqui e pra mim foi o maior presentão, ver a barriga do meu gato gordo! Que saudade dele!

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Papai do céu me dê paciência

Não pode falar no celular, nem manter o celular na mesa, nem mandar ou receber mensagem de texto
Não pode usar as unhas vermelhas, pretas, marrons, etc
Não pode mais de um brinco em cada orelha, nem piercings, nem tatuagens à mostra
Não pode conversar com as colegas
Não pode ir ao banheiro sem pedir licença, sem antes saber se pode
Tem que usar uniforme
Tem avaliação toda semana, com pontuação, comparação e prêmio pelo bom desempenho
Tem alguém pra fiscalizar quem está fazendo o quê, o tempo todo

Colégio interno?

Não, esse é o lugar onde eu trabalho.

Não,eu não estou sonhando nem exagerando. Não precisa nem comentar.

Nat

domingo, 7 de dezembro de 2008

Cheers !!!


Comemoramos ontem um ano de Austrália, com uma festinha aqui em casa - com direito a marido bêbado no final, fazendo a alegria dos convidados - falando embolado, misturando inglês com portugês, babando cerveja na camisa, repetindo frases, oferecendo bebida toda hora pra quem já tinha dito que não ia beber mais "Beeebe mais, tem certezzzza? Essssse vinho é muito bom, hic!"

É o que eu sempre digo: De que adianta ele ficar bêbado se eu não posso me divertir às custas dele no dia seguinte?????




















terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Perguntas cretinas

respostas desejadas, ah como eu queria!
*as perguntas são verídicas.


HC = hóspede chato
E = eu


Trim trim..
.






Hc1: Bom dia, eu queria fazer uma reserva.

E: Vou pensar no seu caso, ligue mais tarde.
......................................................................................................... Hc2:Eu gostaria de fazer uma reclamação, é que...
E: As ligações para reclamar já se encerraram. Ligue amanhã.
.........................................................................................................
Hc3: Isso tudo? Mas o hotel "tal" cobra bem mais barato!
E: Ótimo, hospede-se lá! Eu nem queria fazer reserva pra vc mesmo! .........................................................................................................
Hc4: Você pode olhar um desconto melhor pra mim? Ou um quarto melhor pelo mesmo preço?
E: Por que eu deveria? .........................................................................................................
Hc5: Eu quero aquela tarifa naquele quarto X, não aceito pagar mais que isso.

E: Só se você pedir com educação.
.......................................................................................................... Hc6:Mas meu colega tá pagando menos que isso! Como pode?
E: Claro, ele é legal, você é um mala. ..........................................................................................................
Hc7: Não tem desconto pra empresa no fim-de-semana?

E: Depende, só se você prometer que vem pra trabalhar. Vamos ficar de olho, ok? Não tente dar uma de espertinho!!! ........................................................................................................
Hc8: Eu quero um quarto pra dois casais, pode ser?

E:Cruzes! Aqui num é motel não! É Hotel, viu? HO-TEL! .........................................................................................................
Hc9: Estou esperando pra ser atendido há horas!!!!!

E: Porque você é um trouxa! Você não tem mais o que fazer não? .........................................................................................................
Hc10: Como assim? Tem certeza de que não tem nenhum quarto sobrando? Tá tudo reservado?

E: Não, não tenho certeza, eu sou idiota e falo coisas sem ter certeza. .........................................................................................................
Hc11: Eu não vou desligar enquanto não falar com o gerente.

E: Ihh! Ele tá acenando pra mim lá da sala dele, dizendo que não vai falar com você de jeito nenhum!
..........................................................................................................
Hc12: Mas isso tudo? Eu trabalho pra empresa Z, que tem tarifa especial!

E: Porque não falou antes, seu filhote-de-cruz-credo? Tá achando que tenho o dia todo?
..........................................................................................................
Hc13: Ah, o quarto tem vista pro mar, mas é uma vista boa?

E: Não, depende, tem dia que o mar não aparece, não posso garantir.
..........................................................................................................
Hc14: Meu chefe pediu o quarto tal, no andar tal, em lugar silencioso, e tem que ser.
..
E: Cara, mas ele é chato, hein? Como é que você aguenta? .........................................................................................................

Tu tu tu tu
Ah!

Só fazendo graça mesmo. Porque hotelaria sem ironia não dá pra levar.


Nat

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Resposta

Éramos dois estranhos quando a gente se beijou pela primeira vez e mal trocamos meia dúzia de palavras naquela noite. Ele me carregou pro carro porque a sandália machucou tanto meus dedos que até hoje, cinco anos depois, um deles é meio lesado.
Fato foi que ele até tentou, mas pelas palavras dele hoje, eu não quis saber dele naquela época. E seguimos por quatro anos, caminhos opostos. Ainda nos víamos na turma, que é a mesma até hoje, mas pra mim ele era aquele cara metido, que não dava muita conversa e com quem eu nem tinha muito assunto .
Numa sexta-feira de abril, em 2007, tomei bolo de uma amiga e fiquei com convites de uma festa achando que aquele não era mesmo meu dia. Tentei outros amigos, mas todo mundo já tinha outros planos. Lembrei dessa figura, que tava de volta à BH, depois de um ano nos EUA e pensei que... sim, talvez... ele podia ser uma boa companhia... será? Será. Ele topou. Olha que eu nem fui com segundas nem terceiras intenções (sou uma mocinha beeem modesta, humilde), afinal, nem achava que depois de tanto tempo ele podia querer qualquer coisa.
A festa nem foi lá tão boa, mas ele foi a boa nova da noite. Aquela coisa que acontece e de início a gente acha que não vai pra frente, que daquele mato não sai coelho e etc.
Mas tudo mudou, tudo.
Eu queria estar perto dele, eu queria aquela companhia, aquele sorriso, aqueles beijos. Quizemos. Negávamos em frente aos amigos "num tem ninguém namorando aqui não!"
Eu lembrava, às vezes, que ele tinha dito naquela sexta-feira sobre um convite futuro que recebera, pro fim do ano, de ir morar e trabalhar na Austrália. Aquilo me dava calafrios, mas eu evitava pensar. E raramente falávamos nisso.
Ele viajou pra Europa em julho e dias depois fui tomar cerveja com um amigo, que sempre muito sincero, alertou que no final daquele ano eu estaria diante de um desafio, ou de uma despedida. Brindamos com as latas quando disse que estava disposta a encarar o que viesse, pois eu queria ficar com ele. Engoli seco, só de imaginar no tudo que era aquilo tudo.
Um mês depois e a notícia do tal convite. Era uma terça-feira e íamos ver um show de blues. Ele tinha as feições pesadas e eu só chorei, não falei nada. A seguinte pergunta surgiu quando ele me olhou nos olhos: "O que você acha de vir comigo?"
Eu já tinha a resposta.
Fomos comemorar no show de blues.
E no domingo seguinte, ele estacionou o carro no meio-fio, tocava Jimmi Hendrix e tive que abaixar o som do carro: "Peraí, o que foi que você disse?"
"É isso mesmo que você ouviu, quero saber se você quer se casar comigo"
Havia uma aposta na turma. Eu encabeçava a lista de quem ia casar primeiro e ele era o derradeiro. A aposta ficou elas por elas
A gente ouve de tudo quando resolve se casar assim do nada. Só não ouve o quanto é certa a sensação de estar diante da melhor coisa que já te aconteceu. Essa eu confiei nela. Não existia e até hoje não existe nada comparado à felicidade que sinto do lado desse mocinho.




Nat











A caminho da Austrália
















Mas em turma, o respeito é zero!

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

É tanto,

mas tanto, que prefiro nem começar. Ele vai falar por mim:

"Olha lá quem vem do lado oposto
E vem sem gosto de viver
Olha lá que os bravos são escravos
Sãos e salvos de sofrer

Olha lá quem acha que perder
É ser menor na vida

Olha lá quem sempre quer vitória

E perde a glória de chorar

Eu que já não quero mais ser um vencedor,
Levo a vida devagar pra não faltar amor

(...)

Eu que já não sou assim
Muito de ganhar

Junto as mãos ao meu redor

E faço o melhor que sou capaz
Só pra viver em paz
."

(O vencedor - Los Hermanos)


Xá prá lá,

Nat