segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Resposta

Éramos dois estranhos quando a gente se beijou pela primeira vez e mal trocamos meia dúzia de palavras naquela noite. Ele me carregou pro carro porque a sandália machucou tanto meus dedos que até hoje, cinco anos depois, um deles é meio lesado.
Fato foi que ele até tentou, mas pelas palavras dele hoje, eu não quis saber dele naquela época. E seguimos por quatro anos, caminhos opostos. Ainda nos víamos na turma, que é a mesma até hoje, mas pra mim ele era aquele cara metido, que não dava muita conversa e com quem eu nem tinha muito assunto .
Numa sexta-feira de abril, em 2007, tomei bolo de uma amiga e fiquei com convites de uma festa achando que aquele não era mesmo meu dia. Tentei outros amigos, mas todo mundo já tinha outros planos. Lembrei dessa figura, que tava de volta à BH, depois de um ano nos EUA e pensei que... sim, talvez... ele podia ser uma boa companhia... será? Será. Ele topou. Olha que eu nem fui com segundas nem terceiras intenções (sou uma mocinha beeem modesta, humilde), afinal, nem achava que depois de tanto tempo ele podia querer qualquer coisa.
A festa nem foi lá tão boa, mas ele foi a boa nova da noite. Aquela coisa que acontece e de início a gente acha que não vai pra frente, que daquele mato não sai coelho e etc.
Mas tudo mudou, tudo.
Eu queria estar perto dele, eu queria aquela companhia, aquele sorriso, aqueles beijos. Quizemos. Negávamos em frente aos amigos "num tem ninguém namorando aqui não!"
Eu lembrava, às vezes, que ele tinha dito naquela sexta-feira sobre um convite futuro que recebera, pro fim do ano, de ir morar e trabalhar na Austrália. Aquilo me dava calafrios, mas eu evitava pensar. E raramente falávamos nisso.
Ele viajou pra Europa em julho e dias depois fui tomar cerveja com um amigo, que sempre muito sincero, alertou que no final daquele ano eu estaria diante de um desafio, ou de uma despedida. Brindamos com as latas quando disse que estava disposta a encarar o que viesse, pois eu queria ficar com ele. Engoli seco, só de imaginar no tudo que era aquilo tudo.
Um mês depois e a notícia do tal convite. Era uma terça-feira e íamos ver um show de blues. Ele tinha as feições pesadas e eu só chorei, não falei nada. A seguinte pergunta surgiu quando ele me olhou nos olhos: "O que você acha de vir comigo?"
Eu já tinha a resposta.
Fomos comemorar no show de blues.
E no domingo seguinte, ele estacionou o carro no meio-fio, tocava Jimmi Hendrix e tive que abaixar o som do carro: "Peraí, o que foi que você disse?"
"É isso mesmo que você ouviu, quero saber se você quer se casar comigo"
Havia uma aposta na turma. Eu encabeçava a lista de quem ia casar primeiro e ele era o derradeiro. A aposta ficou elas por elas
A gente ouve de tudo quando resolve se casar assim do nada. Só não ouve o quanto é certa a sensação de estar diante da melhor coisa que já te aconteceu. Essa eu confiei nela. Não existia e até hoje não existe nada comparado à felicidade que sinto do lado desse mocinho.




Nat











A caminho da Austrália
















Mas em turma, o respeito é zero!

2 comentários:

marcinha disse...

e eu sabia que podia confiar em vc.... bjssss enormes pra vcs dois!
da mamys que te quiere mucho!

André "MrCorrea" disse...

Gostei muito do post! Mesmo de longe (cada hora de um lugar) torço demais por vocês!
Abraços pro Rudrigu!