quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Súbitas

as vontades que me atacam de quando em vez...
Quem sabe se eu desabafar passa!

* pastel frito, com quejo minas (e vento, claro)
* paçoquinha
* a barriga do meu gato gordo
* feijoada, couve refogada e farofa
* dirigir descendo a Afonso Pena, desde láááá da Serra
* pão de sal quentinho
* broa de fubá da Dadá
* manhãs de Sábado na Savassi
* feijão batido da minha vó
* mousse de chocolate da mamãe
* estrada pra Ouro Branco, vendo a Serra da Moeda à direita
* Guaraná Antartica, Mate Couro
* os bolos que aparecem na casa do Gui, toda sexta no fim da tarde
* Suco Tial, Néctar da Serra
* japa com a Lú e a Taty, o "fofoca update"
* self-service
* o sofá fofo da casa da minha mãe
* churrasco (o evento, os comes e os bebes...)
* o céu azul do inverno de BH
* o miado da Pity
* meu avô dizendo "hein???"
* butecos que não acabam mais
* (falando nisso!) cerveja barata
* lanchinhos domingo à tarde na casa do meu padrinho

Não acabou. Então, quando eu juntar mais eu desabafo de novo.

Eita!


Ah, a vista desse lugar aqui também...

domingo, 24 de agosto de 2008

Socorro


Eu preciso de um dia, um só dia.
Um dia pra chamar de meu.
Um dia que não seja segunda, sábado e nem quarta.
Um dia que não carregue a responsabilidade dos afazeres dos dias úteis e nem a ansiedade do "aproveite enquanto é tempo"dos feriados.
Algum dia que não me diga o que fazer.
Um dia que não me apresse, não me sugue e nem me empurre em direção ao dia seguinte.
Um dia para o nada, um dia para mim.
Seria um dia neutro, o "dia Z" , um extra no calendário, um 31 de Fevereiro talvez.
Um dia que eu acorde sem despertador, em que as horas não sejam marcadas em relógio algum, sem ter que rumar a lugar algum, sem ter e sem dever.
Um dia que eu me desvista das reponsabilidades e só vista pijamas. Não que eu vá dormir o dia todo, mas sim porque eu estaria despretensiosa em relação ao que fazer com as horas a virem ao meu encontro.
Sim, eu precisava...
De um dia pra aprender de vez a aproveitar realmente o que se chamam "horas vagas" sem pensar nas "horas cheias" que virão, inevitavelmente, a seguir.
Sim, na verdade era só o que eu queria...
Mas acabo de pensar: "Um dia só é suficiente?" Não, é muito para um dia só, acho.
Um dia também para apagar as olheiras (ô! Tão grandes ultimamente) e acender as energias.
Um dia pelo menos pra apartar o cansaço que é viver cansada.

Nat

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Sonhos de consumo

Há duas semanas atrás passeávamos por uma livraria quando me deparei com o seguinte título: "The natural woman", e pensei: "Para mulheres-cyborg? Geneticamente modificadas?"... unnh... vejamos...
A edição com mais de 300 páginas continha receitas caseiras e "naturais" para todas as querelas do mundo feminino, de A a Z, com ênfase no lado mais espiritual, natural e zen da coisa, sem uso de "agressões" como chapinhas, descolorantes, remédios convencionais para cólicas, prisão de ventre, stress, ansiedade, etc... Tudo muito ZEN, na prateleira de "alternative therapies".
Bastou um mergulho rápido pra eu sacar a profundidade da coisa...

Lembrei-me de todas as revistas, terapias, dietas, spas e espertalhões que tentam a todo custo vender bem-estar instantâneo a essa horda de estressados (e quem não for que atire o primeiro Lexotan). Você já viu esse filme: "Beba este chá (verde, branco, rosa, fúcsia), acenda esse incenso (que tem escrito na caixinha que ajuda pra isso ou aquilo), acenda essa vela com aroma de sei-lá-o-quê-da-onde, escute esse cd (chato) de passarinhos cantando com barulhindo de água correndo, faça tal meditação na lua nova e entoe o mantra (de uma religião que você nem tem idéia) na sua sala, decorada em estilo zen, como mandava na revista, com os móveis dispostos de acordo com aquele desenho que parece labirinto, que dizia atrair melhores fluidos e espantar as más-vibrações (mas nada vai acabar com o barulho e fumaça do busão que passa na sua rua, tenho certeza!). Transforme sua casa num oásis de paz e tranqüilidade no meio da selva enlouquecida que é o mundo lá fora".

Na minha definição isso é: "Aliene-se e se engane, achando que isso é o bastante para ter paz de verdade."
E para piorar (sim, tem jeito): "Leia este livro que vai te ajudar a ser mais "natural", que vai te mostrar como sua vida é maravillhosa, como voê é feliz e não sabia, como você pode ser mais saudável, mais calmo, mais bacana, menos estressado, menos exausto (mesmo que esteja). Leia este outro que vai te contar o segredo das pessoas felizes, ou simplesmente "o " segredo.
E o que me assusta é... como as pessoas acreditam e pagam pra ver. Como chegamos ao ridículo de achar que tudo hoje pode ser comprado, inclusive paz de espírito. Beira a inocência, o quanto as pessoas se deixam enganar por essas coisas.
Pra mim o segredo das pessoas felizes é que elas se consideram verdadeiramente felizes, só.

Pega a grana que vc gastaria com essa "literatura" e comece a pagar uma terapia... Ah, mas "terapia é coisa de gente doida!" ? Auto-ajuda é pinel, é queimar dinheiro.
As pessoas mais problemáticas e mal-resolvidas que conheço consomem mais auto-ajuda que verduras.
Paz de espírito não é sonho de consumo.
E tenho dito.

Nat


Sou filha do meu pai mesmo...

na medida em que acho interessantes coisas que encontro em locais conhecidos como "lixo".
(Ele vai ficar todo coruja se ler isso... rsrs)
Semana passada achei essas belezinhas lá no hotel, a poucos minutos do caminhão de lixo chegar e acabar com a vida delas. Elas estavam tão tristes, socadas no container... Eita gente sem coração!

E agora estão tão felizes morando no copo do liquidificador, tomando solzinho na janela do meu quarto! :)


Vai um suco de lírios aí?

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Eu disse sim!!!

Há um ano atrás... jáááááá????!!!!
Quem foi, viu (e participou, com comentários, aff!).
Claaaro que os enxeridos registraram o momento!



O bom desse vídeo é que ele é a versão sem cortes! haha!

domingo, 10 de agosto de 2008

Eu sabia!

Foi o que gritei quando vi uma propaganda na TV, de uma loja de departamentos famosa daqui.
O catálogo de moda feminina dessa loja caiu na minha mão semana passada e enquanto folheava, notei como as "tendências" (falou a entendida!) eram parecidas com o que vi a mulherada usar no Brasil, verão passado.
Sábado estávamos assistindo os jogos olímpicos, quando de repente, ouvi um samba estilo carnaval, uma modelo com as mesmas roupas, passeando pela Sapucaí, pelos arcos da Lapa...
A bendita loja inspirou-se na moda brasileira!!!!!!
Eu sabiaaaaaa!!!!

Eu bem que merecia ganhar mais


quando trabalho com gente que tem:
- Mau hálito bomba (você até fecha os olhos na iminência da onda que invade o local)
- Cecê estilo marcante (sabe-se da presença ou aproximação do sujeito a uma distância considerável)
Não vou dizer a nacionalidades responsáveis pela nhaca, senão vou ser chamada de preconceituosa e blá blá blá blá... Mas são sempre os mesmos (no lugar onde eu trabalho).
E eu me pergunto:
QUAL É O PROBLEMA dessas pessoas com higiene, cuidados pessoais, cheirar bem, escovar os dentes PELOAMORDEDEUS!!!!.
Bendita a hora em que os índios (da terra das palmeiras onde canta o sabiá...) ensinaram aos forasteiros o quanto era legal tomar banho todos os dias, etc etc etc...
Nós é pobre mas é limpim!
E tenho dito!

Nat

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Quando eu penso sobre mim mesma


Felizmente, as conclusões melhoram.
O que vejo aqui acontecendo comigo, além de um saudosismo (inevitável) que procuro vencer, é também crescimento. Não poderia haver presente melhor que esse. Quantas pessoas conheço que levam a vida dentro da zona de conforto, felizes sim, mas sem desafios e por isso sem muita evolução também. Não têm (ou não tiveram) a oportunidade de conhecer e desenvolver seu lado forte, não conhecem a dor do desamparo, o vazio que impulsiona a construir e melhorar. E por isso também não encontraram mais possibilidades e mais descobertas.
Depois de oito meses definitivamente já não sou mais a mesma. e também não levarei a vida como pensei que o faria, há um ou dois anos atrás. Só consigo sentir que ganhei com isso. Só consigo ver que as coisas podem ser beeeeemmm melhores. E não espero mais da vida as mesmas coisas. Porque aprendi a esperar mais de mim mesma do que dos outros ou das circusntâncias. Aprendi a confiar em mim, a contar comigo mesma. Descobri a alavanca que me impulsiona em direção aos objetivos (dos mais banais aos mais complexos), ou simplesmente que me mantém forte nas durezas da vida, tão difíceis quanto necessárias. Essa alavanca sou eu.
Essa descoberta me colocou anos-luz à frente do que eu era. Por si só, ela já valeu todo o esforço até aqui...

"Todas as grandes tentavias são arriscadas, e é verdadeiro o provérbio segundo o qual aquilo que vale a pena nunca é fácil." Platão

domingo, 27 de julho de 2008

O eco

Um amigo muito querido, tão especial e próximo como um irmão, me mandou um presente por e-mail ontem. Era um vídeo que ele mesmo fez. Filmou uma figura tradicional das ruas de BH, um cara que amola "facas, tesouras, alicates de tirar cutículas". Ele anda com um velho esmeril em uma armação de madeira e um apito que há anos toca sempre a mesma melodia. Melodia essa que me acordou inúmeras vezes, enquanto morei no bairro Funcionários (ou seja, a vida toda). Enfim...
Nesse domingo o Rodrigo acordou antes de mim e veio pro computador, abrir o tal vídeo, que eu ainda não havia visto e nem sabia sobre o que era. Eu estava na cama, acordando, e escutei aquele apito... alguma coisa ecoou várias lembranças, mas eu não sabia exatamente de quê... Sabia que era daquele lugar,aquele som, daquelas ruas que eu amo, daquele lugar onde me sinto não só em casa, mas no berço que me embalou, aquele lugar ao qual sinto pertencer, que me acolhe, em meio às suas fumaças, suas esquinas, suas montanhas e paradoxos.
Assisti ao vídeo. E no girar da roda do esmeril, uma tormenta de lembranças adormecidas me acordaram nesse domingo frio... me acordaram para o tamanho da saudade, que prefiro deixar num canto que visito às vezes.
Esse era o texto do Gui, que acompanhava o vídeo...

De: Guilherme Santos
Para: Natalia Franco
Enviadas: Quinta-feira, 24 de Julho de 2008 2:46:12
Assunto: pra lembrar de BH


tava aqui em casa estudando quando derepente nao mais que derepente percebo que os gritos e e barulhos na rua formam musicas para os mais atenciosos. Era a mais bem feita estrategia de marketing das ruas de BH. Uma flautinha e em seguida um canto de tenor. Corri a varanda e pedi que esperasse. Levei o produto e a maquina para registrar e pensei que quem esta longe e cansou dos mesmos assuntos de sempre, deve gostar de lembrar do inesperado cotidiano que fazia sentido num contexto onde uma população tenta de todos os modos levar uma vida menos amarga, ou melhor dizendo, mais doce. Quando escutei o canto, logo lembrei de vc e por isso lhe presenteio com esse video. Não é para sentir mais saudades mas para nao esquecer do passado cotidiano.

abraçao,

GUi.

Para quem não resistir (eu acho que vale a pena!), esse é o link do vídeo: http://rapidshare.com/files/131885270/MOV02617.MPG

Foi quando me dei conta de que saudade não se mata. A saudade que sinto hoje é um eco de coisas que guardo no coração, que sempre estarão lá.

E enquanto isso, vamos felizes por aqui, com saudades, mas muito felizes.
Descobrindo que com polvilho do Vietnã e parmesão australiano, se faz milagres...


Beijos,

Nat

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Notícias da Bahia

O folhetim do Papai eu não podia deixar passar... Direto de Salvador para o mundo.
Escuta essa:

"......AQUI NA BAHIA JÁ TEM BOTECO COM CARRO PARADO NA PORTA , COM A SEGUINTE FRASE : ENTREGAMOS BEBADO A DOMICILIO .....
MAIS UMA DA BAHIA ;- ESTE MES O GOVERNADOR DO ESTADO COMPROU VÁRIAS VIATURAS PARA POLICIA MILITAR. ONTEM SAIRAM PARA RUA , NUMA DEMONSTRAÇÃO ELEITOREIRA COM AS SIRENES LIGADAS . TRINTA OU QUARENTA VIATURAS ANDANDO PELA CIDADE FAZENDO AQUELE AUÊ. EM UM CERTO TRECHO RESOLVERAM CORRER UM POUQUINHO MAIS PARA ADIANTAR O SERVIÇO . AI DEU MERDA ., FORAM BATENDO UM ATRAS DO OUTRO . DEZ CARROS BATIDOS EM SUA PRIMEIRA APARIÇÃO PÚBLICA . OS CARAS NÃO TIVERAM NEM COMPETENCIA PARA ANDAR EM COMBOIO , IMAGINE CUIDAR DA SEGURANÇA PÚBLICA .
SÓ NA BAHIA . " PENSE NO IMPOSSIVEL,QUE NA BAHIA TEM PRECEDENTE "

Esse é meu pai.

Beijos,

Nat

terça-feira, 22 de julho de 2008

A culpa é dela

"Acho que estou virando chocólatra"... pensei comigo essa semana.
Não porque aqui tem os melhores chocolates do mundo a preços módicos (e muitos deles estão no armário da cozinha, me chamando para o lado negro da força) não...
Li uma vez que "adotamos" manias de pessoas que gostamos mas que estão longe de nós, como uma forma de deixá-las não tão longe da gente.
Logo... minha mãe... chocólatra... unnhnnn...
Sim, estou virando chocólatra mesmo.

Ê saudade imensa. Te amo, lindinha.

Tatá (é assim que ela me chama, gente...)

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Não é legal


Nada legal... Chegar em casa mais cedo do trabalho, depois de uma semana frenética-alucinante, feliz da vida porque ia ter a tarde inteira pra DORMIR! Adormecer em segundos e... sonhar com o maldito trabalho!!!!
Num dos momentos, sonhei que num quarto que eu tava arrumando apareceu um rato e ele queria me pegar...
Eu num mereço isso não, gente!!!!!!
Tô mais calma agora...


Nat

sábado, 12 de julho de 2008

"Eu tive fora uns dias, numa onda diferente"

Estou envergonhadíssima, pelo tempo que passou sem que eu escrevesse aqui. Péssimo, péssimo, mas me perdoem, por favor! Eu juro que não vou deixar acontecer de novo, tá? Meu caderninho tá lotado de coisas que escrevo todos os dias, no bonde a caminho do trabalho. Vou colocar tudo aqui, prometo!
Esse post ficou grandinho, pois compilei uma lista de coisinhas a respeito dessa terra aqui, esquisitices locais, manias, coisas impossíveis de não serem notadas. Lá vai.

*"Você tem sede de quê?"- bebe-se mais vinho que cerveja. O preço do vinho, comparado com o Brasil é mais baixo e a cerveja, mais cara. Beber na rua é caro (os preços dobram). Não se vende bebidas em supermercado e nem em lojas de conveniência. Em um dos estados fizeram um teste recentemente, colocando bebidas à venda num supermercado e as pessoas estão escandalizadas, porque "vai ficar mais fácil comprar bebida" e eles já tem muitos problemas com execssos de álcool aqui (porque o povo bebe muito meeeesmo!).
"Você tem fome de quê?" - comer na rua aqui é um suplício. A comida é a mesma praticamente em todos os lugares (frutos do mar com batatas fritas - ou "fish and chips", como eles chamam,) massas, pizzas, comida chinesa, tailandesa, indiana) e tudo, sempre com muita pimenta, argh! Além disso, não se gasta menos do que 15-20 dólares por pessoa num restaurante mediano. Comer barato é sinônimo de junk food (que tem aos montes) e não há nada sequer parecido com self-service. Comparada aos EUA (proporcionalmente), a Austrália possui mais obesos. Eles se alimentam muito mal.
"Vou pedir um café pra nós dois" - cafeterias pipocam por todos os lados, milhares. O café daqui é fraco e eles tomam sempre com leite (depois do almoço inclusive, eca) em variações conhecidas como "latte", (um café e leite na mesma proporção), "chai latte" (chá com café, argh) e "flat"( um pingado de café no leite) e por aí vai.
"É proibido fumar, diz o aviso que eu li"- em todos os lugares - bares, restaurantes, pubs, tudo. Se você quiser fumar, vá pra fora, ou será multado. Só se vê pessoas fumando nas ruas, o cigarro mais barato custa 9 dólares e as campanhias anti-tabagismo são visceralmente curtas e grossas. Isso eu acho o máximo!!
"Era uma casa muito engraçada" eles têm mania de carpete (em todo lugar -casas de praia e salas de aula na academia também não escapam) não são chegados em limpeza, não ligam mesmo, e as janelas estão sempre fechadas, não importa a hora ou o clima.
"A gente é pobre mas é limpinho"- não se escova os dentes depois do almoço! Precisa falar mais? Até parece que dentista aqui é barato...
O batente-
fazer compras na Austrália significa ter tempo entre 9h da manhã e 6h da tarde, porque (pasmem) até shopping center fecha nesse horário (com exceção de quinta-feira quando fecha às 21h). Mas esqueçam farmácias ou supermercados 24h. Aqui ele não vêem nenhuma utilidade nisso!
Feriados cara-de-pau-
pensei que o Brasil fosse um país "folgado" até ver isso aqui: tem feriado na corrida de cavalos, no aniversário da rainha, dias 2 de janeiro, 26 de dezembro e até pra comemorar o dia em que o exército voltou da II Guerra. Mas isso não é tudo: se o feriado cair no sábado ou no domingo, ele é "automaticamente" transferido pra segunda-feira. Tá bom ou quer mais?
Os uniformes escolares - são todos à moda antiga, com saias xadrez enormes, meias até o joelho, gravatinhas, cabelo preso com laço de fita... ridículo!
"Beijinhos e carinhos sem ter fim" - aqui os casais não se beijam ou "demonstram afeto" em público. Eita povo besta, sô!
Bolinhas e Luluzinhas - solteiros não saem em turmas misturadas. Homens para um lado, mulheres para o outro. Esse povo ainda tem muito que aprender...
"I'm a Barbie girl, in a Barbie world" - as mulheres são espalhafatosamente ridículas, de tão na moda. Tudo que elas usam é exatamente igual ao que está nas revistas, mas igual mesmo. A Barbie é uma hippie amadora perto delas. Elas são peruésimas! Nem precisa dizer que são todas cópias umas das outras, aff, monotonia total!
Made in China
- tudo, dos móveis às roupas. Os alimentos são a única exceção em que a maioria é produzida aqui. A coisa é tão séria, que quando o produto é fabricado aqui, ou se a marca é daqui, vem um selo "Australian owned and made" ou "Proudly Australian".
Made in Brasil - castanha-do-Pará (ou "Brazil nuts"), Havaianas (aqui todo mundo usa mesmo!) e sandálias Melissa (carésimas, como no Brasil).
As piores propagandas de Tv do mundo -
são daqui, sem dúvida. Chegam a ser irritantes.
"Dumb generation"- é assim que são chamados os muitos jovens que desistem do estudo e nem chegam a fazer faculdade. Eles são maioria. Por dois motivos: faculdade é extremamente caro (na maioria das vezes) e qualquer trabalho mais braçal tem melhor remuneração do que uma carreira de nível superior. Por isso a Austrália hoje "importa" médicos, engenheiros, etc.
O médico é o monstro - são uns imbecis, incompetentes, arrogantes. E tenho dito.
Cidadãos do mundo - aqui tem gente de todo lugar, mesmo. Acrescente as grandes cidades australianas na lista das mais cosmopolitas. Indianos, chineses (milhares), japoneses, koreanos, malasianos, filipinos, vietnamitas, gregos, italianos, alemães, peruanos, árabes, russos. E claro, uma renca de brasileiros, escrevendo asneiras na net, como eu, hehe!

Beijos, queridos!

Espero que tenham se divertido com as peculiaridades da terra dos cangurus

Encoste seu canguru na sombra aqui


Na
t

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Presente dos Deuses

É aquele presente que você recebe, só por estar ali naquele lugar, naquela hora... Ele vem simplesmente.
Estava eu caminhando de volta pra casa hoje quando olhei pro mar e vi... golfinhos! Ja é a segunda vez que vejo golfinhos aqui, mas dessa vez tinha o pôr-do-sol também... que não se cansa de me arrancar suspiros (e fotos, que já devem ser umas duzentas guardadas!). Tava friiiiiio, mas aguentei firme e tirei um monte de fotos, pra variar. Pena que não dá pra ver os golfinhos, mas o sol se pondo, por si só, é meu cartão-postal favorito!
Não tem como não querer compratilhar isso. Olha que lindo, gente!!!!


Beijinhos,

Nat

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Eu vou de transbebum!

Eu amei essa lei seca! Essa falta de responsabilidade tinha que acabar uma hora!
To doida pra ir em BH, bailar rock'nroll a noite toda e voltar pra casa de "transbebum", que é o táxi lotação que vai funcionar nas regiões boêmias, por um preço mais baixo!Olha que lindo isso!
Aqui tem os ônibus que funcionam depois da meia-noite sexta e sábado e todo mundo volta da bebedeira de busão! Já fizemos isso vááárias vezes e juro... num dói nada, hahaha!
Agora vai, larga de ser pão-duro e pega um táxi, vai!
Eu vou de transbebum e vou carregar um monte de gente comigo!

Beijos!

Hic!

Nat

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Saldos

Saldos do fim-de-semana:
- Barossa Valey - Região de vinícolas -
Mordomias de carro alugado e uma casinha colonial aconchegante, com hidro e lareira
Muitas degustações 0800
10 garrafas de vinhos
4 tipos de queijos
3 chocolates exóticos
1 garrafa de azeite artesanal
2 almoços ma-ra-vi-lho-sos
2 gatos na beirada da lareira (que não resisti em amassá-los)
1 pacote de tomates orgânicos divinos
2 pães caseiros
24 garrafas de cerveja artesanal
2 cochilos "de colherinha" na beirada da lareira
2 noites de sono impagáveis
paisagens lindas
ver coisas que nunca tinha visto (ao vivo): lavandas, oliveiras, ovelhas e vinhedos
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Além de todas as calorias e da preguiça que estou agora, ficou a vontade de não deixar de viajar nunca mais!









Beijos,

Nat

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Penso, logo escrevo logo

Nietzsche costumava dizer que possuía "sentenças de granito", que eram máximas, tipo provérbios que ele criava e nos quais acreditava como mandamentos. Todo mundo tem um que gosta muito, e não diferente disso, eu também tenho os meus. Mas nunca elegi "um", porque há vários muito bons e por razões diferentes, aplicáveis a situações diferentes na vida. Outro motivo é que não acredito em verdades absolutas, generalistas, eternas. Prefiro dizer que algumas são tentadoramente sábias e irresistíveis. Mas um dia desses, lendo um livro que minha tia me mandou, cheguei a uma "conclusão", mas não quero eleger uma sentença de granito. Nada na vida deve ser escrito em pedra, né? Então... Veio na minha cabeça: que se continuamos vivos no dia de amanhã, todas as certezas que temos hoje podem ser conclusões precitadas. Isso me ocorreu quando li o trecho abaixo:

"Ninguém determina de antemão e do princípio ao fim o caminho que seguirá na vida. O máximo que fazemos é optar por trechos, com maior ou menor ousadia, à medida que prosseguimos em frente. Ocorre que, a cada novo trecho do caminho, nós nos deparamos com novas realidades e com possibilidades desconhecidas que alteram não só nossas expectativas sobre o futuro, mas que podem colocar o percurso já transcorrido sob uma nova luz e perspectiva. O conhecer modifica o conhecido. É por isso que tudo o que vivemos, ou seja, todas a nossa experiência passada e a imagem que temos de nós mesmos são na melhor das hipóteses construções provisórias, sujeitas a revisões mais ou menos drásticas de acordo com o caráter do que vamos descobrindo e vivenciando ao longo da nossa trajetória pessoal. A literatura mostra e a vida comum confirma que experiências críticas em nossos percursos (...) podem nos levar a rever profundamente o sentido do nosso passado e as crenças que alimentamos sobre nós mesmos." Eduardo Gianetti in "Auto-Engano"

Esse escritor fez com que me sentisse mais à vontade, por todas as vezes que repensei e repenso minhas escolhas. Ele me fez sentir confortável em acreditar que a vida não é uma planície, e que nem precisa ser.

Beijos pensantes,

Nat

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Gripe de Murphy

Pois é, bem na minha folga, gripe braba.
O pior da gripe não é a gripe, mas me sentir um lixo inútil, sem conseguir fazer nada, enquanto as unhas pedem um esmalte, a casa pede uma faxina, eu quero sair, andar, malhar, ecrever e por aí vai.

Ganhei dois dias de repouso no atestado médico... mas... Ver as coisas por fazer e não poder fazer está além da minha capacidade conciliatória com a ansiedade.

Sem contar que os médicos daqui (que, a propósito, não são daqui) são todos uns imbecis. Você reclama do atendimento pelo plano de saúde aí no Brasil? Pense bem antes de dizer isso da próxima vez, pois vocês não imaginam o que é uma consulta (paga) porca. É tudo que tenho a dizer.

Coisas de Natália.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Por (não) falar em saudade

Quando a gente mora longe das "origens", qualquer coisa deixa a gente saudoso, qualquer lembrancinha é suficiente pra dar uma balançada. Qualquer e-mail, qualquer caixinha que o correio traz, qualquer voz que fala pelo skype...
Essas são algumas "coisinhas", dentre as muitas que amo e que deixei aí no Brasil. Mamãe me mandou essas fotos hoje e eu amei!
Não precisa nem falar que os olhos ficaram cheinho de lágrimas...
Esse é meu gorducho mais fofo... cadê o gato?


Achô!

Minhas orquídeas


Não quero nem falar em... pessoas, coisas e lugares que não estão nessas fotos, porque dói dói dói.

Snif,

Nat

domingo, 8 de junho de 2008

Salvou meu domingo

Lá estava eu, amargando um domingão de chuva, frio e de trabalho (pesado), querendo matar a fulana com quem me colocaram pra trabalhar - entenda-se, uma senhora russa de uns 60 anos que parece um anjo de candura, mas que é osso duro de roer (sistemática, chata, mal-educada e burra).
Enfim... O foda-se já tava ligado há muito tempo, até que uma colega peruana bacaníssima, que me viu sendo vítima da megera, me chamou no canto e em claro espanhol me disse:
"No te quedas, ella es um poco loquita, sabes?"
Hahahahahahahahaha!!!!!
Ganhei o dia que achava que já estava perdido em meio ao mau humor!!! Meus comentários na conversa vieram seguidos de: "Gracias"!!!!!

Curiosidade de além-mar: pelas leis trabalhistas daqui, se você trabalha no sábado, sua hora de trabalho vale 25% a mais; se trabalhar no domingo, 75% a mais e nos feriados, 125% mais. Justíssimoooooo!! Vocês não acham?

E os pés doem doem doem!

Beijos,

Nat