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quinta-feira, 4 de junho de 2009

O ornintorrinco chinês, as luvas e a economia


Essa semana precisei comprar luvas novas porque as que usei no inverno passado foram pro saco.
Fui até a "Cheap as Chips" daqui do bairro e achei lá um par por $2.95, boas por sinal.
Essa loja é a versão australiana bombada do que a gente conhece no Brasil como "loja de R$1.99" (onde nada custa R$1.99 na verdade), onde se sabe que pode se encontrar artigos variados de qualidade duvidosa e procedência 99% CHINA. Mas essa loja tem de tudo... cosméticos, artigos de cozinha, de banheiro, de pet shop, balas, cadernos, tudo, inclusive móveis. Já achei lá até Nescafé produzido no Brasil e embalado na Argentina... uma confusão!

Esse tipo de loja é bem popular aqui, pois obviamente, se você quer economizar, essa é a chance. Mas o grande x da questão é: tudo vem da China. E por que isso seria um problema? Pra mim ultimamente, não é só saber que o negócio não vai durar tanto, mas também saber que as pessoas que trabalharam lá na China pra produzir esses artigos estão conformadas em trabalhar 60 horas por semana pra ganhar um salário-esmola. E porque eles são não sei quantos bilhões, tem sempre alguém querendo o seu trabalho, não importa a remuneração absurda. Qualquer coisa é melhor que nada, certo?
Ou... se eles não estão felizes, eles que saiam do país deles... certo? Certíssimo. Vem aqui pra você ver o tamanho pornográfico da comunidade asiática...
Tá, agora você vai dizer que eu sou ridícula, porque se eu não concordasse com isso mesmo, eu não tinha ido a tal loja e feito minhas comprinhas lá. Sim, eu concordo, mas ainda não tenho cacife ($$$$) pra comprar produtos 100% locais, que obviamente são mais bem caros.
Na conjuntura atual, as pessoas aqui estão, pra dizer em linguagem polida, de saco bem cheio dos "made in China". Isso porque o australiano têm uma consciência considerável sobre o quanto é importante dar apoio a produtores locais, que empregam mão-de-obra local, usam matéria-prima local e geram renda e impostos pro país, etc. É um ufanismo moderno, mas infelizmente, nem todo mundo (assim como eu) pode sustentar essa escolha. Outro problema é que quase tudo (mas é quase tudo mesmo) vem da China! É impossível fugir disso aqui!
Mesmo que eu tivesse ido à loja de departamentos mais cara daqui pra compras minhas luvas, tenho certeza absoluta que elas não seria em nada australianas. Teriam o maior sotaque chinês!
Com exceção da maior parte dos alimentos, sua casa vai estar repleta de produtos chineses, por menos que você concorde. Pra dar alguma variação, algumas coisas também vêm de outros países em situação semelhantes, tipo Indonésia, Malásia, Filipinas, Índia, Paquistão; que pela proximidade geográfica, explicam o preço barato (às vezes absurdamente barato) que se paga.
Quando estive no Brasil, levei um ornitorrinco de pelúcia pra um amigo. Quando fomos escolher, fomos a uma loja super-bacana de souvenirs produzidos aqui. E era tudo lindo e muito bem feito. Mas o tal ornitorrinco devia ter cotações altíssimas na bolsa de valores. Logo, fui obrigada a comprar (pasmem,o ornintorrinco!), o que era feito na China, a $2.95. Fazer o quê, era só um brinquedo de pelúcia...
E no Brasil, durante as férias, fiquei super-ufanista! Tudo que comprei era Made in Brasil, Indústria Brasileira, Fabricado no Brasil. Não que estejamos livre da invasão dos produtos chineses, sei disso. Mas aí no Brasil, ainda se tem alguma chance de escolha.

Made in

Nat

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Mas que...

Olhe atentamente e responda:



... as coisinhas nas fotos são:
a) brincadeira de mau gosto
b) ovos que tomaram pílulas de extazy
b) alucinações após a segunda cachaça
c) coisas que só se vê na Austrália - devido a mudanças de fuso horário, temperatura, ventos e pressão atmosférica

Ah, mas também podem ser: "free range eggs" - ovos de galinhas criadas soltas.
A gente apelidou de "ovos corredores".
Aqui você pode escolher entre ovos de galinhas de granja (engaioladas) e estes. Paga-se um pouco mais pelos free range, claro. Mas como eu tenho esse lance de proteger os animais e tals, então não ligo que seja um pouco mais caro.
...
Mas peraí, pô! O ovo fica feliz?

Australiano inventa cada uma...

Nat

quinta-feira, 19 de março de 2009

Eu maluco, tu maluco, ele maluco

O bonde que pego todos os dias pro trabalho me rende um bocado de fábulas no meu caderninho de anotações.
É cada uma que eu vejo que não dá pra crer, tem hora que acho que to saindo de casa mas ainda não acordei, penso que devo estar tendo um daqueles sonhos surrealistas.

Me lembro que um ex-colega de trabalho aí no Brasil, que costumava dizer que o mundo tá silenciosamente sendo tomado pelos tantãs mas ninguém percebe.

Eu, que já concordava, começo a agora a me preocupar...

Essas aqui foram dignas de publicar.


Terça-feira pela manhã entrou essa mulher. Faixa dos 50 anos, toda moderninha, magra, de bermuda jeans, casaquinho cinza, echarpe prateada, cabelo louro preso num rabo-de-cavalo. Passou meio apavorada na minha frente, não conseguiu validar o ticket na maquineta, foi se sentar no fundo (perto de mim, claro, sei lá mas eu tenho ímã pra esse povo), pegou outro ticket na bolsa, não conseguia ler a data nele (daquelas que teimam em não usar óculos apesar da vista cansada), não sabia se ainda era válido ou não, voltou na maquineta e dessa vez ouvi o "trec"de que deve ter validado. Voltou e se sentou novamente.
Tinha esse ar meio desesperado, desorientada. Fiquei sacando a figura (sempre faço isso, esperando a esquisitice que vem a seguir).
Passaram-se alguns segundos até que percebi que ela estava comendo alguma coisa enquanto folheava um jornal. Parecia uma maçã, mas não conseguia ver direito o que era. Tirei os óculos escuros e me surpreendi ao ver o lanche suculento era um pimentão vermelho!!!!!!
E eu juro, eu juro, um pimentão inteiro! Ela o devorou numa rapidez impressionante, embolou as sementes numa folha do jornal e enfiou na bolsa.


...


No final da tarde do mesmo dia, enquanto voltava pra casa, entrou essa outra pérola. Sentou-se na minha frente (!!). Mulher, visual meio hippie, devia ter uns 40 anos, calça e camisa marrons, echarpe roxa, óculos fundo-de-garrafa, cabelo grande bem despenteado.
Parecia tranquila, mas tinha um intrigante sorriso de Monalisa. Sabe como é? Aquela pessoa que sustenta aquele meio-sorriso, que não dá pra dizer se ela tá pensando em algo e querendo rir ou se ela tem um problema nos lábios e eles são presos naquela posição esquisita. Me aborrece, na verdade, fico aflita com essas feições subliminares, não confio nessas pessoas.
No entanto, mais intrigante que o sorriso, era o CHAPÉU que a Madame Min tinha na cabeça... Era meio cowboy, mas tinha estampa de zebra! E era roxo!!! Isso, roxo! Mas vamos adiante (na verdade, foi o que eu percebi antes de tudo) - no topo, tinha um cacho de uvas (de plástico, imagino)! Roxas, óbvio. E numa das abas, um bichinho de borracha (adivinha?) roxo! Parecia uma aranha, sei lá, tinha várias pernas e algumas pendiam pra fora da aba, assim balançando com o movimento do bonde.
Saquei meu caderno, não podia perder um detalhe. Enquanto ela sustentava o sorriso de Mona Lisa, o caho de uvas, a aranha e aquele ar de bruxa maluca saída de um filme do Harry Potter, me entreti em descrevê-la (discretamente) até que ela desembarcasse.

Ela desceu depois de uns vinte minutos. Fiquei tentando acompanhá-la de dentro do bonde, pra ver se ela ia pegar uma vassoura e sair voando, se era um alien e ia arrancar a fantasia de humana ou se ia tirar o chapeú e começar a fazer anotações porque na verdade tava mesmo é fazendo uma pesquisa de comportamento pra ver as reações das pessoas.

E... nada. Ela continuou andando, olhou para os dois lados antes de atravessar a rua e seguiu calmamente, com seu chapéu, a aranha roxa, o cacho de uvas... como se fosse ALGUÉM MUITO NORMAL!!!!!


Me abana gente, eu não tô bem!

Esse é o bonde! É aí onde tudo acontece!

Nat

segunda-feira, 16 de março de 2009

Na lama do manguezal!

Ando me surpreendendo no quesito "quão longe consigo ir pra fugir do trabalho".
Muuuito, muito longe...
Então!
Era quinta-feira e eu me vi ralando que nem camelo, enquanto coleguinhas espertinhos se ausentavam porque torceram o pé, ou porque precisou cuidar da esposa, porque estava desidratado, e todo um rosário de conversa mole pra boi dormir.
No meio da tarde, desliguei o telefone depois de resolver um pepino-abacaxi-bomba e num silêncio diabólico, afirmei pra mim mesma que no dia seguinte, eu NÃO COLOCARIA MEUS PÉS ALI, por nada nesse mundo!
Liguei pro Rodrigo, contei da resolução: ele ficaria seriamente doente na sexta-feira e eu teria que cuidar dele, passaríamos o dia todo amargando no hospital. Pronto!
Na verdade, o plano era de ir catar carangueijos com o pessoal do trabalho dele naquela sexta mesmo (é, gente, profissão errada, porque é que não decidirmos ser cientistas? Eles podem tirar um dia assim de folga do nada, sem ter que inventar mentiras mirabolantes pra ninguém! Êta vida!).

Mas enfim...
Liguei de manhã cedo pro escritório, contei a história (colou, aqui não se fazem muitas perguntas) enquanto eu colocava o sombreiro e a cadeira de praia no porta-malas!!! Você quer saber se eu não tenho vergonha disso? Ehr... ahn... não.
Fui, não catei nada. Não participo da matança, meu negócio é comer!

Ficamos eu e Marie (Claire) debaixo do sombreiro enquanto eles se enchafurdavam na lama. Me diverti horrores, durante horas!


O colega aí apareceu perto de mim pra dar um alô e até fez pose pra eu tirar fotos!

À noite, comemos carangueijos à moda japonesa, à moda grega e à moda indiana. Carangueijos bilíngues, multicuturados... Lembro de muitas perninhas, champagne, vinho, mais perninhas, carnes branquinhas, eu brincando com o moleque filho do japonês colega do Rodrigo (eu tava bêbada mesmo!), alguém disputando comigo quem pegava a carne mais suculenta sem despedaçar... unh... só flashes na verdade.
Eu tentei parar de comer três vezes, achando que já tinha me empanturrado o suficiente... em vão.


Anamauê!


Nat

quarta-feira, 11 de março de 2009

Odisséia, Amelíada e a saga das baratas

Estou de folga hoje e Amélia, a contragosto, resolveu passar aqui.
Vesti as luvas (rosa choque) de borracha, coloquei o Bruce Dickinson pra tocar. Queria logo que tudo se acabasse.
Pilotava a vassoura com rapidez quando, de baixo da poltrona, vi umas plumas se mexendo.
Plumas nada, era uma maldita de uma barata de barriga pra cima se contorcendo!!!!!
Me distanciei súbita e aflitivamente, como só as mulheres sabem fazer nessas ocasiões.
- aaaaghhhh! D-de onde você veeeeioooooo???? Irch!!!!


(Não, ela não me respondeu)
O meu problema com baratas não é só porque são animais imundos que andam por lugares decrépitos. O graaande problema é que eu logo penso: por onde ela entrou, por onde passeou, se vem sempre por aqui, se veio acompanhada, quais motivos a trouxeram aos meus domínios e principalmente... há quanto tempo ela estava ali!!! Fico imaginando eu mesma há alguns minutos antes de vê-la, andando pela casa à vontade, descalça, desavisada, sem perceber aquela criatura dos infernos dividindo os mesmos chão e teto que eu!
Eu fiz um trato com ela, de que se ela continuasse ali sem sair do lugar, eu a deixaria morrer até o Rodrigo chegar e dar um fim nela. Eu nem iria tentar persegui-la com o spray até ela (e eu) nos intoxicarmos. Ela cumpriu o trato e ficou (arrrgh) se contorcendo na mesma posição.
Eu e Amélia continuamos na faxina, um olho na vassoura, outro na barata.
Piedade nada, é nojo, aflição mesmo! Não suporto ouvir o "crec" e sempre acho que vou errar a mira, ela vai se esconder e eu não vou conseguir pegá-la e ainda vai colocar as patas imundas por todo o lugar! Não, não consigo suportar a idéia!!!
Nas minhas confabulações, o capeta é dono de uma fábrica de dedetizantes mata-barata.
Veja bem: Deus as criou e se arrependeu (Eva no paraíso já dava chiliques quando elas apareciam). Elas foram então expulsas de lá (antes da história da maçã); o purgatório não tinha espaço suficiente e não deu conta; lá no inferno o tinhoso resolveu fazer dinheiro com elas, mandando as malditas de volta pra cá. Até hoje não há remédio de vez que acabe com todas (todas eu disse) elas, mas todo mundo continua comprando os sprays e afins. Por causa disso o capeta deve estar usando a grana pra atrair mais fiéis e o inferno, e... há, aposto como está cada dia mais bacana por lá.
Em troca, ele prometeu às baratas - que no final, quando tudo se acabar em samba, suor, pizza e radioatividade - aí sim, só sobrarão elas (e o Keith Richards, claro, que também nenhum veneno conseguiu matar).

Com muito, muito medo de ter mais delas...

Nat

sábado, 31 de janeiro de 2009

Eu sou lerda

Sim, eu sou.
Basta conviver comigo por poucos segundos. Quem me conhece desde pequeniniha sabe. Quem me atende na fila do supermercado também. Meu pai me apelidou de "zé pêra" por isso. Meu marido se diverte às custas disso. E eu sei, como sei, a proporção dantesca que isso toma às vezes.
Não que eu ache "bonitinho"assumir que sou lerda. Não, não acho, nem me promovo às custas disso fazendo graça.
Mas é engraçado? Sim, às vezes, depende. A desgraça pode sempre carregar um quê de graça. Mas quando a lerdeza se aplica em situações cruciais, eu me envolvo em ódio por essa pessoa que não presta atenção nas coisas como deveria. Sim, sou eu, muito prazer.

Mas vamos falar do tempo.
Quando se vive em uma cidade onde as temperaturas atingem impiedosos 43 graus (centígrados), não tem como não falar sobre o tempo. Quando o vento sopra, você sente que um imenso secador de cabelo está sobrevoando a cidade e baforando aquele vento seco e insuportavelmente quente. Aí você se pergunta: "Mas quando é que o vento fresco vai bater?". Nunca. O vento da Antártida tira férias no verão. Ele mata a gente de frio no resto do ano, mal deixa as pessoas andarem na rua sem serem "ventadas" pra longe. Mas ele não aparece no verão, não senhor. "Mas e se a gente for pra sombra? E se fizer o caminho de volta pela beira da praia?". "Uma hora vai ter uma brisa", a gente presume... Não não, mesmo assim, nada de vento fresco, nem na janela do carro em movimento.
Quando os metrôs e bondes pararam de circular durante o dia porque os trilhos dilataram muito, comecei a pensar que a coisa tava ficando mais séria do que esperava. E isso aconteceu todos os dias dessa semana. Colocaram ônibus pra repor, mas Murphy tratou de fazer com que eles não tivessem ar condicionado, salvo raras exceções. Falando em desgraça, 22 pessoas morreram essa semana por causa da tal onda de calor, essa que dilatou os trilhos e tal. Sair de casa é tarefa pra corajosos (ou desafortunados) que inevitavelmente precisam trabalhar e coisas do tipo. Ou idiotas, como falarei a seguir.
Quinta-feira, minha supervisora (idiota número 1) tava toda empolgada porque ia tirar sexta de folga pra ir a um tal festival de música ao ar livre, chamado "The Big Day Off". Bom pra ela, pensei.
Acordei na sexta, começava a trabalhar ao meio-dia. Sabia que o bonde não ia funcionar. Caminhei até onde peguei o ônibus substituto no dia anterior, cheguei lá com os miolos bem-passados. Escutava iPod (alto). O motorista, na porta do ônibus, gritava alguma coisa pra qual não dei idéia. "Claro que ele tá dizendo que é o ônibus pro centro", pensei eu, sempre assumindo os fatos da vida como certos. Entrei no ônibus, seguida por um bando de adolescentes, todos de chapéu, óculos escuros, roupas bem "praianas", parecia uma excursão. Estranho, pensei.
"Será que esse ônibus é de alguma excursão desses hotéis aqui perto? Não, não ia estar aqui no mesmo lugar dos ônibus comuns".
Partiu o busão, fazendo o mesmo caminho do de ontem. "Mas estranho, já estamos na metade do caminho pro centro e ele ainda não parou em ponto nenhum..."
Mas ele de repente virou numa rua, onde vi pela janela vários outro idio... digo, adolescentes de chapéu, todos caminhando numa mesma direção, a mesma por onde o ônibus seguia.
"Ops, peguei o ônibus pra algum outro lugar..."
"unh... adolescentes...festival... Big Day Off!"
"Ahn... Eu peguei o ônibus especial pro festival ao invés do ônibus substituto."
"Mas que idiota coloca especiais pra lugares diferentes sem plaquinha, saindo do mesmo lugar?"
"Que idiota sou EU, pra não perguntar antes de entrar?"
"Era isso que o motorista gritava na porta quando entrei no ônibus, era isso!!!!"
...
Eu tinha que falar do tempo, eu tinha que explicar sobre a lerdeza que me acomete.
Porque andar a pé e esperar15 minutos outro ônibus vir no sol de 43 graus sem poder culpar ninguém além de mim mesma... é revoltante!!!!!!!

Com calor, muito calor

Nat

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Existe coisa pior...

do que a falta de assunto?
Ainda mais aqui, acho péssimo. Ultimamente ando mais lendo e matutando do que escrevendo.
Eu amo escrever. Escrevo compulsivamente, pelo menos duas linhas, nem que seja uma vez no dia.
Então ando com meias linhas mal-escritas e desconexas que não quero postar aqui, a não ser que haja um contexto, sacou?
Pra não ficar falando do tempo (falando nisso, os temíveis 40 graus já estão ensaiando aqui), vou contar novidades e amenidades da transição 2008-2009 e desses últimos dias.

*Tivemos um Reveillon bacanésimo na casa de amigos tupiniquins bacanésimos, com direito a cachaça, lentilhas, fogos na praia, pular ondas e ihc! Apareceu um bando de uns 30 caras pelados na praia, correndo pro mar na hora dos fogos, ninguém entendeu nada, mas todo mundo se divertiu, hehe!

(acima) Rodrigo, eu, Sheila (com a Mel a bordo), Carlos, Renata, Elton e Iná.
Tava friiio!!!


Olha a Seleta!!!


Ooops!

*Resoluções de ano novo? Compramos cadeiras de praia, sombreiro e máscaras de mergulho. Praia todo fim-de-semana! To gastando horrores com filtro solar e ainda assim estamos ficando encardidos...
E ainda insistimos levar cerveja pra praia mesmo sendo proibido beber em alguns lugares (todo mundo leva!). Eita o tal jeitinho brasileiro!

Petisco de tubarão! Nham!

Notícias? Estou trabalhando menos horas, vamos passear em Sydney no meu níver (tá chegando!), minha mãe voltou a pintar mesmo (ela me mandou essa aí embaixo, que ela tá fazendo pra presentear uma amiga) e esse foi a notícia do ano até agora!


Bom, atualizei! Enfim!

Beijos!

Nat

domingo, 7 de dezembro de 2008

Cheers !!!


Comemoramos ontem um ano de Austrália, com uma festinha aqui em casa - com direito a marido bêbado no final, fazendo a alegria dos convidados - falando embolado, misturando inglês com portugês, babando cerveja na camisa, repetindo frases, oferecendo bebida toda hora pra quem já tinha dito que não ia beber mais "Beeebe mais, tem certezzzza? Essssse vinho é muito bom, hic!"

É o que eu sempre digo: De que adianta ele ficar bêbado se eu não posso me divertir às custas dele no dia seguinte?????




















sábado, 18 de outubro de 2008

Bêbado é foda

Conto nos dedos as vezes que tomei porres.
Ocasiões memoráveis como o porre inaugural, formaturas, términos de namoro e afins.
Ontem foi outra. O laboratório do Rodrigo ganhou mais uma grana boa pra pesquisa, essa semana foi aniversário dele e eu fui promovida... Motivos em bônus culminaram em uma bebedeira fenomenal.
Se a comemoração é boa, nem penso em comer e aí a coisa vai descendo a ladeira igual caminhão sem freio... como foi ontem...
O problema é que eu sou o tipo bêbada emotiva, sabe? Quando a vaca vai pro brejo (e eu pro banheiro abraçar a "Celite") esqueço a comemoração e abro o bué, por qualquer motivo que seja. Também me encaixo no tipo bêbada educada - peço desculpas se dou trabalho pra alguém um milhão e meio de vezes, agradeço agradeço, agradeço... Não existe bêbado que foge do ridículo, né?
Outro pobrema ainda mais sério é que eu não devolvo ao mundo o álcool que aflige meu sangue - explicando, eu tenho problemas sérios, somáticos e inexplicáveis com a palavra "vomitar" e a coisa simplesmente não acontece. Eu fico ali sentada naquele chão frio, arrependida e amargando cada miligrama etílico passeando enlouquecido nas minhas veias. Até que chega uma hora que tudo pára de rodar eu eu vou dormir (o que pode levar horas, dependendo da amplitude do desbunde).
De repente, depois de um bocado de vinho (uns bons outros detestáveis, que só se toma em conseqüência da seqüência) e sem nenhuma comida, me vi ortodoxamente bêbada, a caminho de um restaurante tailandês (acredite, sóbria eu jamais toparia essa aventura gastronômica). As curvas que o carro fazia estavam longas, estranhas, a estrada balançava que nem navio... Uhn... nada bom. Me sentei por trinta segundos à mesa, olhei rapidamente aquele cardápio estranho, e parti determinada mas em direção ao banheiro. E lá fiquei, achando que ia morrer (sim, nesse estado eu sempre acho que vou morrer). A namorada do nosso amigo foi lá me ver, não consegui explicar direito o que tava sentindo (como falar inglês é difícil nessas horas!), depois foi o Rodrigo e eu supliquei "Amor, chama a ambulância, chchahama a ambulância."
Ele me levou até lá fora (só de pensar em sentar pra jantar eu me contorcia) e lá fiquei o resto da noite. Fui socorrida também por uma amiga que levou água, conversou comigo, e eu, claro chorei (aiaiai). Aí todo mundo te dá uma dica caseira de cura-bebedeira "Bebe bastante água, blá blá blá..." Básico.
Voltei pra casa, levei uma tigela da cozinha pro quarto (vai que num dá tempo de correr pro banheiro...), mas que nada, nada acontece. Mais alguns minutos no banheiro e depois voltei pra cama (com a tigela). Sigo a dica de um amigo bebum - se você deita e a cama roda, não deite, fique recostado e coloque um dos pés no chão. Complexo, requer alguma concentração no início, mas funciona. Dormi de roupão, toda torta, com a luz acesa... uma lástima.
O saldo nunca é positivo... minha ressaca é sempre moral e começa antes do dia seguinte. Me sinto um lixo, uma vergonha, um traste, lamentável.

Ah, mas já passou.

Irc,

Nat

terça-feira, 14 de outubro de 2008

"Os meus sonhos"


"Eu procuro acordar e perseguir meus sonhos (...)"

Sempre, sempre.

A missão Quartos de Hotel I foi encerrada e dei início à outra nessa semana.
Essa missão foi desejada desde antes de chegar aqui, foi planejada, perseguida e alcançada.
Eu não poderia estar mais satisfeita com um resultado alcançado.
Tá sendo desafiador e enriquecedor, como a primeira também foi.


Muito ainda há de ser feito e vou levar até onde quero chegar.
Desafios fazem a gente crescer, planos fazem a gente evoluir.

Pela primeira vez sei pra onde ir e não vou parar.

Hoje olho no espelho nada além dessa música me vem à cabeça:

"Eu quero sempre mais
Eu espero sempre mais
De ti (...)"

Nasi

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Abstinência



Machuquei a mão segunda-feira, arrumando uma cama idiota qualquer. Não dei importância. Terça-feira acordei e todas as minhas juntas rangeram de desespero. Tomei café e voltei pra cama, decidida a não mover a minha pobre carcaça dali, pensando: o que direi à chefe-mor-louca?
Maridão (incrível!): "Sua mão não tá meio doendo? Então, diz que vc vai ao médico, que vc machucou". Genial!
Mais genial ainda é o médico dizer que preciso dar descanso ao músculo pra que ele melhore.
Foi a frase do ano, não?!?!?
Estou de licença desde terça, volto a trabalhar só na segunda.
Meu corpo tá desacostumado a não correr uma maratona todo dia, logo, tudo ainda dói. Abstinência, só pode ser.
Mas tá tudo lindo, tô achando tudo uma maravilha!

Nat,

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Celebrate we will!

Vamos por partes, tem um bocado de coisa pra contar!

Parte I - tirando a auto-estima da cova
Se Deus existe mesmo e se é que ele tem um tempinho na agenda dele pra mim, acredito que foi ele quem me mandou essa, depois de ter me visto tristinha dias atrás (pelo evento do último post). Escuta só:
Quarta-feira passada participei de um treinamento lá no hotel, só para as camareiras. Simplificando, a coisa era pra que a gente não ficasse boiando a respeito dos pacotes de lazer que o hotel oferece (na verdade, só pra não dizer que a gente não sabe!). Lá estava eu, entendiada e blá blá blá, chato e blá blá, inútil e blá blá... No fim do treinamento tínhamos que simular como se fôssemos o agente de reservas do hotel, numa situação sobre a qual deveríamos decidir qual dos pacotes seria o mais aconselhado para um hóspede fictício e etc. Pimba! Caiu no meu colo a aportunidade de (finalmente!) mostrar pra gerente de treinamentos que eu não sou qualquer mané não! Lá fui eu, até ser interrompida por ela, com surpresa e olhos arregalados: "Você já fez isso antes, tenho certeza!" Enfim...
Seguiu-se naquela tarde um telefonema do RH deles me convidando a participar da seleção interna para agente de reservas. No dia seguinte lá estava eu, preenchendo o formulário de inscrição pra entrevista. E cá estou eu, hoje, aguardando a entrevista ser marcada.
Não tô muito empolgada não, pois não sei quais são minahs chances e não quero me frustrar caso não dê certo. Mas vou tentar, óbeveo!
O que realmente me deixou feliz foi sentir pela primeira vez, desde que cheguei aqui, algo chamado reconhecimento profissional. Finalmente alguém viu com os próprios olhos e acreditou que eu realmente já fiz tudo aquilo que tá lá no meu currículo. Talvez desta vez eles até tenham o conferido com um pouco mais de cuidado e interesse.
Vamos ver no que dá. E mesmo que não dê certo agora, quem sabe numa outra oportunidade.
Minha vó diz que tudo na vida tem sua hora. Que venha na hora certa, é só o que eu quero!

Parte II - Bodas de Papel
Um ano de casados jáááá! Passou rapidim, igual qualquer coisa boa que passa sem que a gente se dê conta!
Pra comemorar, passamos o fim-de-semana em Kangaroo Island, a 1h de carro e mais 1h de ferry daqui. Foi tudo lindo lindo lindo lindo! Tudo no lugar prende a visão e dá vontade de voltar!

Os nativos da ilha! Quase embrulhei e levei pra casa!

Todo o azul do mar
Azul azul como nunca vi!

Todo amor que houver nessa vida!

Te amo, lindeza!!!

O cabelo mais embaraçado da década!

Inventei a expressão: "Dormir como uma foca"!
Olha isso!


Planejando a próxima,

Nat


segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Terceirizar Amélia


Assim que for possível, se Deus quiser e as condições permitirem.
Olho a casa e penso que Amélia não passou por aqui.
E se toda mulher tem um pouco dela, o que tenho é uma prima de terceiro grau dela, bem fajuta.
Ela habita meu lado de prendas domésticas. E ela é bem mais ou menos.
Logo, a casa tá como tá.
Varrida pra não dizer que tá suja.
Cama esticada pra não dar aquela impressão horrorosa de alguém que tá chegando nos trinta sem gostar de arrumar a cama (o que é verdade) até hoje.
Vasilhas lavadas pra eu não me perder na cozinha.
Roupa lavada pra que a gente não nade nelas, transbordando do cesto quando entramos no banheiro.
Se arrumação tem estilo, o meu é básico. Aquele despretensioso "num repara não!"
E não suporto a espressão "dia de faxina", a não ser que seja feita pela Amélia terceirizada (aí é legal!).
Faço a prestações o que o tempo me permite e meu humor também, na hora que quero e do jeito que me der na telha no momento.
O Sr. Meu Marido não liga que bichos grandes comecem a brotar dos tufos de poeira ou qualquer coisa que se acumule conviva debaixo do mesmo teto que ele. Ainda não sei se isso é bom... unh, talvez.
Tudo isso porque prefiro viver numa arrumação mais ou menos do não ter tempo pro resto que é mais divertido na vida.
Porque nem Cinderela gostava de ser abóbora...

Amélia se revira no caixão depois dessa. E eu num tô nem aí!

Nat

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

O adeus ao caderninho

Meus caderninhos onde anoto as sandices que coloco aqui (ou não, hehe!) são companheiríssimos. Fico triste quando algum deles chega ao fim. É bom começar um caderninho novo, eles são como "novas fases".
Então esta é uma postagem póstuma (hihi) ao caderninho verde que chegou ao fim semana passada.
Ele agora descansa no gaveteiro do lado da cama, junto com seus outros colegas. Servirá sempre para consultas rápidas, recordações, etc.


domingo, 10 de agosto de 2008

Eu bem que merecia ganhar mais


quando trabalho com gente que tem:
- Mau hálito bomba (você até fecha os olhos na iminência da onda que invade o local)
- Cecê estilo marcante (sabe-se da presença ou aproximação do sujeito a uma distância considerável)
Não vou dizer a nacionalidades responsáveis pela nhaca, senão vou ser chamada de preconceituosa e blá blá blá blá... Mas são sempre os mesmos (no lugar onde eu trabalho).
E eu me pergunto:
QUAL É O PROBLEMA dessas pessoas com higiene, cuidados pessoais, cheirar bem, escovar os dentes PELOAMORDEDEUS!!!!.
Bendita a hora em que os índios (da terra das palmeiras onde canta o sabiá...) ensinaram aos forasteiros o quanto era legal tomar banho todos os dias, etc etc etc...
Nós é pobre mas é limpim!
E tenho dito!

Nat

terça-feira, 22 de julho de 2008

A culpa é dela

"Acho que estou virando chocólatra"... pensei comigo essa semana.
Não porque aqui tem os melhores chocolates do mundo a preços módicos (e muitos deles estão no armário da cozinha, me chamando para o lado negro da força) não...
Li uma vez que "adotamos" manias de pessoas que gostamos mas que estão longe de nós, como uma forma de deixá-las não tão longe da gente.
Logo... minha mãe... chocólatra... unnhnnn...
Sim, estou virando chocólatra mesmo.

Ê saudade imensa. Te amo, lindinha.

Tatá (é assim que ela me chama, gente...)

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Não é legal


Nada legal... Chegar em casa mais cedo do trabalho, depois de uma semana frenética-alucinante, feliz da vida porque ia ter a tarde inteira pra DORMIR! Adormecer em segundos e... sonhar com o maldito trabalho!!!!
Num dos momentos, sonhei que num quarto que eu tava arrumando apareceu um rato e ele queria me pegar...
Eu num mereço isso não, gente!!!!!!
Tô mais calma agora...


Nat

sábado, 12 de julho de 2008

"Eu tive fora uns dias, numa onda diferente"

Estou envergonhadíssima, pelo tempo que passou sem que eu escrevesse aqui. Péssimo, péssimo, mas me perdoem, por favor! Eu juro que não vou deixar acontecer de novo, tá? Meu caderninho tá lotado de coisas que escrevo todos os dias, no bonde a caminho do trabalho. Vou colocar tudo aqui, prometo!
Esse post ficou grandinho, pois compilei uma lista de coisinhas a respeito dessa terra aqui, esquisitices locais, manias, coisas impossíveis de não serem notadas. Lá vai.

*"Você tem sede de quê?"- bebe-se mais vinho que cerveja. O preço do vinho, comparado com o Brasil é mais baixo e a cerveja, mais cara. Beber na rua é caro (os preços dobram). Não se vende bebidas em supermercado e nem em lojas de conveniência. Em um dos estados fizeram um teste recentemente, colocando bebidas à venda num supermercado e as pessoas estão escandalizadas, porque "vai ficar mais fácil comprar bebida" e eles já tem muitos problemas com execssos de álcool aqui (porque o povo bebe muito meeeesmo!).
"Você tem fome de quê?" - comer na rua aqui é um suplício. A comida é a mesma praticamente em todos os lugares (frutos do mar com batatas fritas - ou "fish and chips", como eles chamam,) massas, pizzas, comida chinesa, tailandesa, indiana) e tudo, sempre com muita pimenta, argh! Além disso, não se gasta menos do que 15-20 dólares por pessoa num restaurante mediano. Comer barato é sinônimo de junk food (que tem aos montes) e não há nada sequer parecido com self-service. Comparada aos EUA (proporcionalmente), a Austrália possui mais obesos. Eles se alimentam muito mal.
"Vou pedir um café pra nós dois" - cafeterias pipocam por todos os lados, milhares. O café daqui é fraco e eles tomam sempre com leite (depois do almoço inclusive, eca) em variações conhecidas como "latte", (um café e leite na mesma proporção), "chai latte" (chá com café, argh) e "flat"( um pingado de café no leite) e por aí vai.
"É proibido fumar, diz o aviso que eu li"- em todos os lugares - bares, restaurantes, pubs, tudo. Se você quiser fumar, vá pra fora, ou será multado. Só se vê pessoas fumando nas ruas, o cigarro mais barato custa 9 dólares e as campanhias anti-tabagismo são visceralmente curtas e grossas. Isso eu acho o máximo!!
"Era uma casa muito engraçada" eles têm mania de carpete (em todo lugar -casas de praia e salas de aula na academia também não escapam) não são chegados em limpeza, não ligam mesmo, e as janelas estão sempre fechadas, não importa a hora ou o clima.
"A gente é pobre mas é limpinho"- não se escova os dentes depois do almoço! Precisa falar mais? Até parece que dentista aqui é barato...
O batente-
fazer compras na Austrália significa ter tempo entre 9h da manhã e 6h da tarde, porque (pasmem) até shopping center fecha nesse horário (com exceção de quinta-feira quando fecha às 21h). Mas esqueçam farmácias ou supermercados 24h. Aqui ele não vêem nenhuma utilidade nisso!
Feriados cara-de-pau-
pensei que o Brasil fosse um país "folgado" até ver isso aqui: tem feriado na corrida de cavalos, no aniversário da rainha, dias 2 de janeiro, 26 de dezembro e até pra comemorar o dia em que o exército voltou da II Guerra. Mas isso não é tudo: se o feriado cair no sábado ou no domingo, ele é "automaticamente" transferido pra segunda-feira. Tá bom ou quer mais?
Os uniformes escolares - são todos à moda antiga, com saias xadrez enormes, meias até o joelho, gravatinhas, cabelo preso com laço de fita... ridículo!
"Beijinhos e carinhos sem ter fim" - aqui os casais não se beijam ou "demonstram afeto" em público. Eita povo besta, sô!
Bolinhas e Luluzinhas - solteiros não saem em turmas misturadas. Homens para um lado, mulheres para o outro. Esse povo ainda tem muito que aprender...
"I'm a Barbie girl, in a Barbie world" - as mulheres são espalhafatosamente ridículas, de tão na moda. Tudo que elas usam é exatamente igual ao que está nas revistas, mas igual mesmo. A Barbie é uma hippie amadora perto delas. Elas são peruésimas! Nem precisa dizer que são todas cópias umas das outras, aff, monotonia total!
Made in China
- tudo, dos móveis às roupas. Os alimentos são a única exceção em que a maioria é produzida aqui. A coisa é tão séria, que quando o produto é fabricado aqui, ou se a marca é daqui, vem um selo "Australian owned and made" ou "Proudly Australian".
Made in Brasil - castanha-do-Pará (ou "Brazil nuts"), Havaianas (aqui todo mundo usa mesmo!) e sandálias Melissa (carésimas, como no Brasil).
As piores propagandas de Tv do mundo -
são daqui, sem dúvida. Chegam a ser irritantes.
"Dumb generation"- é assim que são chamados os muitos jovens que desistem do estudo e nem chegam a fazer faculdade. Eles são maioria. Por dois motivos: faculdade é extremamente caro (na maioria das vezes) e qualquer trabalho mais braçal tem melhor remuneração do que uma carreira de nível superior. Por isso a Austrália hoje "importa" médicos, engenheiros, etc.
O médico é o monstro - são uns imbecis, incompetentes, arrogantes. E tenho dito.
Cidadãos do mundo - aqui tem gente de todo lugar, mesmo. Acrescente as grandes cidades australianas na lista das mais cosmopolitas. Indianos, chineses (milhares), japoneses, koreanos, malasianos, filipinos, vietnamitas, gregos, italianos, alemães, peruanos, árabes, russos. E claro, uma renca de brasileiros, escrevendo asneiras na net, como eu, hehe!

Beijos, queridos!

Espero que tenham se divertido com as peculiaridades da terra dos cangurus

Encoste seu canguru na sombra aqui


Na
t

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Presente dos Deuses

É aquele presente que você recebe, só por estar ali naquele lugar, naquela hora... Ele vem simplesmente.
Estava eu caminhando de volta pra casa hoje quando olhei pro mar e vi... golfinhos! Ja é a segunda vez que vejo golfinhos aqui, mas dessa vez tinha o pôr-do-sol também... que não se cansa de me arrancar suspiros (e fotos, que já devem ser umas duzentas guardadas!). Tava friiiiiio, mas aguentei firme e tirei um monte de fotos, pra variar. Pena que não dá pra ver os golfinhos, mas o sol se pondo, por si só, é meu cartão-postal favorito!
Não tem como não querer compratilhar isso. Olha que lindo, gente!!!!


Beijinhos,

Nat

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Saldos

Saldos do fim-de-semana:
- Barossa Valey - Região de vinícolas -
Mordomias de carro alugado e uma casinha colonial aconchegante, com hidro e lareira
Muitas degustações 0800
10 garrafas de vinhos
4 tipos de queijos
3 chocolates exóticos
1 garrafa de azeite artesanal
2 almoços ma-ra-vi-lho-sos
2 gatos na beirada da lareira (que não resisti em amassá-los)
1 pacote de tomates orgânicos divinos
2 pães caseiros
24 garrafas de cerveja artesanal
2 cochilos "de colherinha" na beirada da lareira
2 noites de sono impagáveis
paisagens lindas
ver coisas que nunca tinha visto (ao vivo): lavandas, oliveiras, ovelhas e vinhedos
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Além de todas as calorias e da preguiça que estou agora, ficou a vontade de não deixar de viajar nunca mais!









Beijos,

Nat