terça-feira, 7 de junho de 2011
aos leitores
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
eu viajo
Mas enfim, tenho outras cositas pra dizer sobre a viagem, mas, como ainda to meio de ressaca da estrada, quero fazer um post express só pra enumerar:
Coisa triste:
praias maravilhosas e sujas
Coisa feliz:
sol tinindo todos os dias
Coisa fodástica:
Bronze sem arder e sem torrar? Pergunte-me como.
Coisa bizarra:
Uma clínica psiquiátrica no meio da estrada, no meio do nada. Pensei em mil coisas (tipo quick drop?) rsrs. Mente maligna...
Coisa assustadora:
Caminhoneiro = serial killer. Duvida? Eu não.
Coisa que só brasileiro entende:
Serra de Petrópolis, uma queda d´dágua na beira da estrada. A placa em frente dizia: "Proibido deixar oferendas". Ps: Vou montar uma empresa e criar ebós biodegradáveis... Aposto que vende.
Coisa insuportável:
Estacionamos na rua da badalação. Chega um cara com um papelzinho escrito: R$5,00. A gente ri sem entender. Ele diz, sarcástico: "quando o criente chega e ri eu só posso rir também. É isso aí, cinco conto adiantado pra estacionar."
Odeio ser palhaço pra fazer vagabundo rir às minhas custas...
Coisa estranha:
Carioca jura que na lata escrito "Itaipava" tem cerveja. E paga caro ainda. Devo contar a verdade? Não, xáprálá...
Coisa-fato:
Mineiros compram guarda-sol e fincam na areia? Use capacete. Expertise zero. O cara foi sortudo. Ninguém se feriu. "Trem mais doido esse vento. Forte, hein?"
Quando eu viajo, eu viajo...
Depois tem mais.
sábado, 29 de janeiro de 2011
2010, o ano que não terminou?
Tomara que não.
Porque o ano começou, mas eu não.
Eu tive que parar (e ainda estou parada) pra repensar estratégias para que meu plano aconteça.
E meu plano, sem demagogia, é foda. Foda de acontecer e foda de levar adiante.
E mais foda ainda porque outro dia completei trinta anos.
E a situação "casada-estudante-30anos" não é moleza não. A não ser que você seja a mais tranquila ou a mais encostada da década. Me cobro por não trabalhar, e muito.
Foda? Foda!
Mas o escolhi pra ser meu plano porque acho que me dará um FUTURO. Não um futuro de fotos na Caras, nem de milhões no banco, nem de vencer o BBB nem dar um golpe na Receita.
Decidi ser médica.
...
Pausa para os médicos desiludidos se mijarem de rir.
...
Pronto, chega.
Passei 2010 estudando. Tentei um vestibular em julho e, agora, o Enem (ou "ah, nem"). Não deu. Passou perto, mas não deu.
Ps:
Sinta-se ofendido se, por ironia (ou felicidade minha), você, leitor, é o cretino insolente que corrigiu minha redação e me deu uma nota mais cretina que a vaca que te colocou no mundo. Seu pai deve ter dado a ela a mesma nota, na noite em que copularam e o mundo provou o amargor de ver você surgir e se tornar um professorzinho recalcado xumbrega, querendo descontar suas desilusões em alguém.
Gostaria de explicações para a nota que me derrubou, mas jamais vou encontrá-las, então... ema ema, né? Logo... tenho o direito de ser desaforada, e pronto.
Voltando ao plano.
Me formei em turismo, sempre trabalhei na área. Mas, pausa.
Me formei em turismo depois de ter cursado um ano de jornalismo. Ninguém merece ser jornalista, eu muito menos (por vááárias razões), embora tenha paixão por ler e escrever.
Larguei o curso pra fazer psicologia, mas caí na besteira que todos fazemos algum dia: dar ouvidos demais à conversas do tipo: "Faz isso não minha filha, olha o tanto de psicólogo desempregado, fudido que tem por aí...".
Pra colocar a cereja no sundae da idiotice, fiz turismo. Por números motivos que nem vou listar, mas certamente, $$$ não era um deles. Até porque os caras (a maioria!) que mais ganham no turismo não passaram nem na porta da universidade... Mas alisaram a careca, ou a bunda de alguém. E viva a meritocracia!
Mas não porque era o que queria fazer o resto da vida. Não tinha noção do que era isso.
E eu era boa. Se me esforçasse, era ótima. Mas tinha preguiça, os problemas não me comoviam, não pareciam desafios. Pareciam A COISA MAIS CHATA DO MUNDO.
Consegui bons empregos. E péssimos empregos também, quando o cinto apertou. Mas sempre conseguia. E depois pedia demissão, já partindo pra outro.
Uma vez foi por estresse. Outra, fui demitida.
Mas a verdade é que tinha data de validade curta, sempre.
Eu me sabotava, chegava atrasada, era rebelde com ordens restritas demais e com procedimentos que a meu ver não passavam de idiotices banais, formalidades imbecis.
Ou era a grana ruim, ou era a gerente mal-amada que infernizava minha vida, ou a empresa era uma pocilga que tratava os funcionários a chibatadas.
Mas o mais óbvio eu levei anos pra descobrir:
Eu não gostava do que fazia. Não importava em qual área.
Mas não é assim? Tem horas que o óbvio é tão estarrecedor que a gente se recusa a aceitar e põe a culpa nos pormenores.
Mas no turismo fiz grandes amizades e isso me segurava nos lugares. A amarga segunda-feira era menos amarga porque eu tinha amigos (e tive até namorado) no trabalho. Eu me protegia naquele círculo e ia levando.
E, sinceramente, na vida, nada que se "vai levando" é algo bom. Não mesmo.
E eu só me dei conta disso quando morei na Austrália por dois anos.
Lá, comecei como camareira e fui logo promovida ao setor de reservas de uma rede de hotéis (essa aqui). Fui fazer o que já fazia aqui no Brasil. Sem novidades no geral, mas com muito mais rigidez de processos, metas, avaliações, controles, burocracias e toda sorte de chatices que uma rede de hotéis pode inventar.
E o pior, sem amigos. As minhas colegas eram umas chatas de galochas e eu me sentia muito só. Era só eu e o trabalho, que, sinceramente, era de bater com a cabeça na parede. Pra completar, era o maior stress.
Eu só queria bater cartão. Só queria ver a grana na mão, não queria saber de mais nada. Tipo: "Não me enche. Eu só trabalho aqui".
Era calada, na minha, fazia o que tinha que ser feito e pronto. Era uma máquina vestida de uniforme, olhando pra tela do computador e atendendo telefone o dia todo. Chato? Nem te conto.
Feliz era terminar o dia, entrar no bonde rumo ao meu apê na beira da praia. Todo o resto era lindo!
E descobri como essa rotina é infeliz e o quanto ela faz nos sentirmos vazios. E o quanto é triste viver assim. E vi que o problema não eram os lugares.
O problema era eu.
E tive que reinventar a roda, repensar, ir no começo, reavaliar as escolhas burras pra não cometê-las de novo.
Psicologia não. Quero ir mais fundo.
Medicina. Psiquiatria.
Gosto de ouvir os outros, gosto de entender, analisar, de trabalho dinâmico, de ver gente, de lidar com gente (sou boa nisso), gosto de saber o que se passa no organismo que torna a cabeça refém dele.
É isso que quero pra mim.
Tenho náuseas de pensar em escritório, cliente, hóspede, tarifa, passagem aéreas, pacotes, vender, emails, uniformes, treinamento, telefone... Minhas têmporas vibram de pensar na vida que eu levava.
Acho que quando a gente é menos do que pode ser a gente é incompleto, infeliz, sempre parece ter algo faltando.
E descobri que nosso lugar verdadeiro é perto do que a gente gosta.
Tem seu preço (sei bem disso) mas estou disposta a pagar.
Vai valer a pena.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
foi assim
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
modernim
De demodê já basta eu.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
as coisas mudam, enfim!
Quando eu vivia no bem bão da casa de mamys, lá tinha faxineira toda semana, que, docemente também passava minhas roupitchas e as deixava dobradinhas na minha cama pra eu cuidar da tarefa árdua de guardá-las.
Casei, fui pra Austrália e depois de dois anos, quando voltamos, achei que de cara poderíamos ter uma Claudinete pra cuidar da agrura doméstica. Mas a grana apertou e o crachá de Irineuza quem colocou fui eu. (Tá, maridão dobrava as meias e cuecas, tirava poeira e carregava o balde também. Não tiremos o mérito dele...)
Isso até essa semana!!! A grana ficou mais frouxinha e a iminência do vestibular me empurrou pra procurar Kleuziane o quanto antes, porque não consegui a proeza de pilotar o rodo com a mão direita e segurar o livro com a outra.
Consegui uma Marineuza e ela começa semana que vem. Conversamos e botei fé na moça, ela parece bacana. Engraçado é que nunca tive essa incumbência de orientar uma faxineira. Mais estranho ainda, é que depois da minha experiência na Austrália - onde cada um arruma o seu, pois as Lucineides cobram muito caro por lá - passei a achar meio esquisito ter alguém que vai limpar a minha sujeira.
Não que esteja achando ruim, mas que é esquisito é. Você pode estar achando estranho, pois ter alguém pra arrumar nossa bagunça é o que há. Mas quando a gente sai dessa realidade, em que isso é normal e vivencia uma outra totalmente diferente, você vê essas pequenas coisas com outros olhos. Acho que por isso estou achando essa história um luxo!!!
Vai ser interessante. Atualizarei notícias a respeito, após a primeira empreitada.
To be continued...
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
"Se Deus quiser, um dia eu quero ser índio..."
Simplificando...
A poeira que se acumula dentro de casa contém dezenas de substâncias tóxicas, causadoras de diversas mazelas à nossa saúde. Das mais simples (alergias) às mais escabrosas (câncer, infertilidade).
Aí eu reflito...
Nossa condição humanóide urbanóide é assutadoramente artificial.
Criaram-se conveniências ao nosso dia-a-dia, tais como os citados na pesquisa: desinfetantes, dedetizadores, plásticos mil, combustíveis; com os quais dividimos, meio desavisados, a nossa existência, entre as paredinhas apertadas das moradias urbanas.
Sei não, mas parece que nossa condição humana se afasta, galopando, do natural. Ou pelo menos, o conceito de humano deve estar mudando (porque evoluindo não está).
Já é sabido que somos subproduto do meio. Comparando grosseiramente: o caranguejo, que vive na lama, se mistura a ela; as abelhas envoltas em pólen e mel, os pinguins no gelo...
Me invejam todos eles. Todos trafegam, livres e tranquilos, sem medo de haver sujeira, bactérias, neuras. Ou já se viu o pinguim de meias? Luvas pra caranguejo?
Um dia, andando pela cidade, observei um mendigo que passava e me assustei ao perceber que ele tinha a cor da poeira do asfalto "incorporada". Seus pés, mãos e unhas estavam impregnados daquele pó grosseiro. A sujeira por si não me assustou, mas fiquei triste, com essa história na cabeça... Produto do meio.
E nós, que não vivemos nos viadutos, na colméia, no mangue ou no gelo?
Que produto somos nós? Do quê?
Mais engraçado é pensar que somos, paradoxalmente, inadaptados ao ambiente que construímos, às condições que criamos e que se estabeleceram. Desinfetados, perfumados, medicados, mas frágeis!
Porque nos cercamos de facilidades mais complicadoras do que propriamente facilitadoras?
Esse não é um manifesto pró-sujeira, ou abaixo o Pinho Sol, ok? E não venha dizer que estou almejando vaga na comunidade hippie mais próxima.
É uma pergunta que não sai da minha cabeça. Que bem-estar é esse que almejamos e como nos esforçamos para obtê-lo? Abrimos portas a conseqüências que desconhecíamos e nos tornamos vítimas ignorantes, no meio dessa poeira incerta, repleta de inimigos nada naturais.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
tá na hora
Alguém que não tem escolhas e tem que aceitar o inaceitável ou o razoável, é alguém triste, penso eu.
Mas nada é mais ridículo do que ter escolha e não conseguir escolher.
É simplesmente ridículo. E é também sacanagem, ironia de verdade.
A gente pensa que quando as escolhas pipocarem nas nossas mãos, teremos adultescência (âhn?) suficiente pra apontar e dizer sem pestanejar: "é isso aqui mesmo".
Mas adultescência é um estado de espírito, tipo um espirro, ou seja, às vezes...
Vou pular a parte das respostas e caminhos, nhénhénhé.
Frustrante pensar que deveria estar um tantão feliz agora mas não dá tempo pra isso.
Porque não se encontra satisfação no meio de incertezas.
A gente não se encontra no meio de incertezas.
E quando a gente não se encontra, a gente encontra quase nada.
Quase tudo parece errado e a gente parece tão errado quanto vazio.
Tem coisa na vida que devia vir com manual, placas, calculadoras, simuladores 3d.
Eu não estaria à beira da minha beira, sem eira.
E não é a primeira vez.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
eu disse que ia mudar!
Mas eu tava cansada do título e tudo mais, então resolvi sacudir a poeira. Até porque agora me viro bem melhor na tradução, hehe!
Vamos à luta sobre essa mudança toda: Eu tinha em mente um outro nome (que não vou dizer, senão vai chover de engraçadinho dizendo: "ah, mas esse seria bem mais legal." De jeito nenhum!).
Acabei optando por esse nome porque além de adorar essa música, eu acho que também tem mais a ver com o momento que eu tô vivendo.
Eu não ia DE MANEIRA NENHUMA procurar uma foto na net. Afinal de contas o mundo aí fora tá cheio de coisa interessante pra gente mesmo descobrir e fotografar. Então, se virem essa foto em outro lugar, estejam certíssimos que ela saiu daqui, viu???
Essa viagem ácida é um muro grafitado aqui perto de casa. (A foto anterior também fui eu quem tirei, também aqui no bairro, numa rua movimentada e bacana.) Eu sempre passava pelo muro (naquela mesma rua, por sinal) e olhava admirada esse desenho. Além disso, eu adoro arte urbana (peraí, eu disse arte, ok?)!
terça-feira, 5 de maio de 2009
Falando nisso e...
Ele muda, minha casa não
No campo, em minas, terras gerais, ou qualquer lugar
Onde estou, minha casa está
Meu endereço é no sítio estrelado de norte a sul
Ele muda a cada estação
Na boca do sertão, na varanda do seu olhar
Onde estou, a minha casa está
A minha carne é feita de tudo que vai e vem
Tempo, nuvem, aflição também
Encontro e perda ao mesmo tempo, eu não vou parar
Onde estou, a minha casa está
Porque sou apenas movimento
Sou do mundo, sou do vento
Nômade
Porque quando paro sou ninguém
Não declaro onde ou quem
Nômade
Porque sou apenas movimento
Sou do mundo, sou do vento
Nômade
Porque quando passo sou alguém
Sou do espaço, sou do bem
Nômade"
nômade - Samuel Rosa e Chico Amaral
*Adoro quando falam por mim*
sexta-feira, 6 de março de 2009
Transfiguração
Se me virem por aí e acharem estranho, tá tudo bem. Não estou manchando, nem desbotando.

Resenha do post:
A autora se vê em momentos de escrever amenidades idiotas como essa quando:
a) está sem tempo pra escrever coisas interessantes
b) ela até tem tempo, mas está com preguiça de gastar o tempo pra escrever as tais coisas interessantes
c) está com tédio
d) todas as opções acima, já que ela exagera dizendo que num tem tempo, quando na verdade tem
e) nenhuma das opções acima, ela tá sem assunto mesmo
Confira o gabarito no próximo post.
Dã
Nat
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Coço, coças, coçais, coçam

Hoje é dia de folga, amanhã também.
Peguei a bicicleta de manhã, fui pra academia. Os planos para o dia? Malhar, voltar pra casa, almoçar, inventar alguma coisa pra escrever no blog, fazer as unhas, aspirar o (iarc!) carpete dos quartos, fazer as contas da semana.
Sim, planos. Meus dias de folga têm planos. Porque se eu ficar completamente sem nada pra fazer eu piro. Tem que ter alguma coisa (que não seja pagar conta em banco), senão eu começo a dar tiques, choro de tédio, como chocolate além da conta pra afogar as mágoas, troco os móveis de lugar.
Então vamos falar do ócio, santo ócio.
Há um tempo (3 anos atrás), eu tinha TAG - transtorno de ansiedade generalizada. Mas estou curada há mais de um ano, depois de uns remedinhos e muita terapia. Ainda posso me revelar uma ansiosa insuportável em determinadas ocasiões, mas só às vezes.
Num gosto nem de lembrar que naquela época eu tinha seríssimos problemas com o tal do ócio.
Eu ralava que nem camelo e por mais cansada que estivesse, ainda parecia ligada no 220. Isso é bom quando se tem trabalhos estressantes , que exigem muita dinâmica (como os que tive naquela época), além da faculdade à noite.
Mas isso é uma porcaria quando você precisa desligar - sua cabeça não entende que é hora de dormir, hora de descansar e por aí vai. Eu tinha uma relação de culpa com o ócio, não conseguia aproveitar, não relaxava, não desligava. Acordava cansada, voltava do feriado acabada, nunca passava o tal cansaço. Como eu disse - terapia e remedinhos por dois anos - pimba! Sarei!
Mas quando cheguei aqui, levei seis meses pra conseguir meu primeiro trabalho e por isso, claro, pirei. Foi osso, fez com que eu demorasse muito pra me adaptar aqui, fiquei bem deprê, mas sem maiores consequências.
Dezembro passado, me vi caindo na malha fina de novo, depois de ser promovida em outubro. Cenário? Trabalho chato (que eu faço muito bem, obrigada, mas odeio) em ritmo frenético. Eu até conseguia desligar, mas sentia que havia um dreno na minha cabeça que acabava com as minhas energias. Estranho é que eu tinha trabalhado como camareira antes e nem assim ficava tão podre de cansada! E comecei a ver aquele filme repetido na minha memória.
Ôpa, peraí! De novo não!
E fui dizer diretamente (aqui é assim, preto no branco) pro meu chefe que eu tava sobrecarregada e que queria trabalhar em meio horário. E eles toparam (fica mais barato pra eles, já que eu recebo por hora). E agora eu trabalho quatro dias por semana só, entre 6 e oito horas por dia. O trabalho continua o mesmo, claro. E enquanto eu estou lá tenho que me concentrar pra não matar alguém sem querer. Mas pelo menos agora sinto que minha vida não é só isso.
Eu vou mudar de profissão assim que puder voltar pra faculdade, mas isso é história pra outro dia...
E enquanto isso, estou em paz com o ócio, em paz com as horas!
Naquela época (da ansiedade) eu iria encher meu dia com tarefas homéricas e exaustivas, (tipo faxina geral com direito a limpar rodapés e armários) e óbvio, estaria um caco no fim do dia.
Hoje meus dias de folga são preenchidos sim. Mas neles, faço: 50% do que precisa ser feito e 90% do que eu estiver a fim de fazer.
Aiai!
Nat
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Novos olhos
Que coisa mais batida essa de fazer o tal balanço final, né?Que treco mais besta ficar vendo o que passou, o saldo, os próximos planos pro ano novo, a agenda nova, as resoluções e tals.
Vou fazer o tal balanço aqui e chatear vocês.
2008 foi pra mim um ano e tanto. Muita coisa mudou, passei maus bocados, bons bocados e tal tal tal. Mas o que mais ta me agradando nessa história toda é que me sinto hoje outra pessoa. Hoje quem olha pra trás é alguém completamente diferente daquela pessoa que olhou pra frente em dezembro passado.
Isso é o máximo!
Resolvi preencher as seguintes questões que perguntei a mim mesma:
.Eu não mais... Desperdiço tempo ou grana com coisas popuco importantes, nem durmo mais até meio-dia aos domingos e nem chego atrasada a compromissos.
. Eu passei a ver... Que dificuldades e desafios estão aí pra nos fazerem melhores e mais fortes e que fugir deles é bobagem.
. Passei a valorizar... Momentos meus, quando posso ficar sossegada e fazer o que estiver a fim, não me obrigo mais a dar conta de tudo ao mesmo tempo.
.Eu passei a fazer... Quase não uso o carro, me preocupo e me empenho mais em guardar grana, levo a malhação mais a sério (ainda não tá bom, mas tá indo, rs!)
. Eu ainda... Quero ter gatos mesmo sendo alérgica. Ainda tenho medo de avião.
. Eu cheguei à conclusão... Que tudo na vida leva tempo, mas que não existe espera quando usamos o tempo a nosso favor.
. Eu esto a caminho... De ser menos ansiosa, menos distraída, mais tranquila.
. Eu aprendi a... A ter mais paciência, a enxergar na frente, a antecipar problemas, a resolver logo as coisas chatas.
E aí, e vc?
Ah! Feliz Ano Novo, que nada!
Prefiro esse aqui:
"(...) todo amor que houver nessa vida
e algum trocado pra dar garantia(...)
Nat
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Pimpolhos e eu
Olha, não dá.Eu não tenho a mesma reação que 99% das mulheres têm ao ver um bebê ou criança pequena. Eu não me comporto de maneira maternal, não fico babando em cima, eu não vou lá, não pego no colo, não fico balbuciando guti-guti bilu-bilu e tolices afins. Eu não acho a coisa mais linda do mundo e nem quero um pra mim!!! Pronto, falei.
Na minha infância eu curtia cuidar dos meus primos mais novos... Mas eu era criança então não conta, afinal, eu também gostava de mais um tanto de coisa que não gosto mais (tipo comer sabonete, usar franjinha e assistir Xou da Xuxa). Enfim... esssas coisas passam e meu apreço por crianças ficou no passado.
Fato oportuno é que eles não se simpatizam com minha pessoa também.
Sempre acho que me olham encarando, de um jeito estranho (alguns até choram em seguida, sem que eu nem faça caretas) e eu fico incomodada. Fico sem saber o que dizer pra eles nessas horas. Inevitavelmente eu penso comigo: "Pára de encarar moleque, desiste, não vou te dar idéia não!"
Me senti um ET lá no escritório essa semana, quando tudo ficou às moscas por uns minutos porque uma ex-funcionária chegou lá com a cria recém-nascida dela e eu continuei lá entretida com meus formulários.
Mas eu sou uma pessoa legal apesar disso, juro.
Não assusto as criancinhas,
Nat
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Aleatórias
Não espere nada demais desse post. Vá para o próximo blog se não quiser ler amenidades. Escrevi no bonde a caminho do trabalho e finalizei no ônibus a caminho do supermercado.
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Acordei, tomei café e fiz chapinha às pressas. Calcei uma rasteirinha ao invés do all star. Tava chuviscando lá fora, então peguei o guarda-chuva. Mas os chuviscos vieram de todos os lados. Inferno! Como pode?
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Tenho tido sonhos estranhos ultimamente. Sonhei com papéis de carta noite passada. Daqueles que a gente colecionava. Sinistro.
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Ele nunca sabe onde tá nada. Onde deixou, largou, jogou, esqueceu. Toda noite é o short de dormir. Essa manhã foi a carteira. Amar é... sugerir onde possam estar as coisas pra ele procurar!
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Em breve, no bonde, vão me cobrar passagem pela bolsa gigante que carrego pro trabalho. Tem marmita, livros, caderno, canetas, nescessáire, etc. A bolsa quase ocupa todo o assento do meu lado no bonde. Mas ainda assim as pessoas insistem em sentar-se do meu lado, mesmo com lugares vagos. O que eu faço? Diminuo ou aumento a bolsa?
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Estou usando minha franja de lado ao invés de partida no meio. Tem dia que fica bom, fico até feliz, achando que meu cabelo é bom. Mas tem dia que fica um ebó, um boi lambeu. Tipo hoje.
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O que vou escutar no iPod? Tem dia que é difícil escolher, né? Pulei Led porque é muito rockn'roll pra segunda de manhã. Cássia Eller é tupiniquim demais pra antes do trabalho. Pearl Jam é pau pra toda obra. Não resisti a "Daughter" quando começou a tocar. O vozeirão dele me deixa feliz também.
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Combinei com o Rodrigo que vou comprar enfeites de Natal. Eu não gosto de Natal, mas adoro os enfeites! Ele tá com medo que a casa fique parecendo uma vitrine de shopping. Xá comigo!
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Tive ânsia de roubar o gato (fofo) da vizinha hoje cedo. Mas passou. Ele me olhou com aquela cara de gato (irresistível).
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Na segunda-feira o inglês tem que ser parido. Enferruja por causa do fim-de-semana e o português quer sair como que num soluço. Ê lasquera!
Foi-se a segunda-feira.
Beijos,
Nat
sábado, 6 de setembro de 2008
Adaptar-se

Não somos um pedaço só, não somos planície. Somos montanhas com vales e picos, estradas que cortam e rios que seguem.
Cliché? Verdade, eu diria. Verdades são clichés, estão por toda parte. A gente é que tem que se virar com elas.
Me chateia não estar sempre numa boa, numa ótima. Porque a saudade me espreita na esquina, a caminho de qualquer lugar.
Não posso negar o isolamento, a solidão que às vezes sopram na minha cara como vento desavisado. Isso me coloca em momentos, subindo e descendo os morros.
Não tenho paciência pra eles, fico irritada como criança que luta contra o sono. Tempo perdido, eu sinto.
Ou talvez se eu me cobrasse menos de estar sempre nos picos e nunca nas descidas, o próximo pico não pareça tão distante. Mas tenho raiva desses momentos, queria controlá-los, evitá-los. Ansiedade para que passem, para que se resolvam por si mesmo. Não há nada além de esperar, na maior parte das vezes, para que os pedacinhos se juntem e eu me sinta mais forte, menos despedaçada.
Motivos para sorrir e concluir que sou feliz, sim, tenho vários. Mas os pedacinhos estúpidos que se soltaram nesse momento são cegos a isso.
Um pedaço aqui, outro aí.
Não tô a fim de dizer que não.
É assim que estou.
Nat
quinta-feira, 5 de junho de 2008
5 Momentos
5 Coisas que eu estava fazendo há...
Dez anos:
* Estava em crise (17 anos, já viu, né?)
* Estudava como louca (pra passar em Jornalismo, aff)
* Fazia escova no cabelo todo dia (escravidão)
* Queria me parecer uma adolescente normal (até descobrir que nenhum adolescente o é)
* Escrevia na minha agenda, todo dia, tuuudo que me acontecia, mesmo que nada acontecesse
Cinco anos:
* Saí de um estágio sofrível, pra me tornar "escravagiária" em hotelaria, ganhava uma miséria e achava bom
* Coloquei fim a um namoro argh, bleargh, chato e complicado
* Fiz a primeira tatuagem
* Conheci o Rodrigo (hoje, exmo. Maridão)
* Estudava, trabalhava (seis dias/semana) e era um bagaço humano
Dois anos:
* Larguei um trabalho bacana pra começar em outro não tão bacana (mas...$$$)
* Comecei a tratar a depressão
* Ganhei um carro de presente (mamys lindinhaaaa me deu!!!)
* Cheguei à conclusão de que precisava mesmo ficar sozinha
* Era muito muito muito ansiosa
Um ano:
* Tomava multas de trânsito, uma atrás da outra
* Fui despedida do emprego "não tão bacana", o que me fez bem
* Tive que encarar um trabalho que não gostava por causa de grana
* Fase baladeira, mesmo devendo R$1.000 pro cheque especial
* Saía com o Rodrigo cinco dias por semana, pelo menos
Ontem:
* Acordei junto com o Rodrigo e fiquei na net a manhã toda
* Conversei com minha mãe pelo msn
* Malhei
* Olhei meu cabelo no espelho e pensei se devo meeeesmo cortá-lo
* Fui ao shopping e me joguei na liquidação 50% off
Hoje:
* Acordei tardeeee (dia de folga, pô!)
* Li um monte de blogs, comentei um monte também!
* Saí pra comprar verduras e bobagens e demorei mais que devia
* Decidi cortar o cabelo e marquei pra amanhã
* Estou atrasada (pra variar) pra encontrar a Sheila (coleguinha brasileira que mora no meu bairro)
Beijossssssssss!!!!!
Nat
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Euzinha
Normalmente acho estes posts meio narcisísticos, mas acho que hoje ele (Narciso) baixou em mim... então resolvi me deixar levar e responder, rsrs!
Espero que vocês não achem (tão) chato ler até o fim. E para os que não me conhecem pessoalmente, é uma chance
de eu me apresentar melhor...1)Qual a sua lembrança de infância mais remota? Eu tinha 3 anos e no jardim de infância tinha uma menina chamada Rúbia, que era chata, briguenta e cuspia em todo mundo. Até hoje não suporto esse nome. Me lembro na hora das cusparadas...
2)Qual seu maior ídolo na adolescência? Madonna
3) Onde você passou as suas férias inesquecíveis? Governador Valadares, mês de Julho, casa da Tia Nadir, eu tinha 10 anos... colônia de férias e muita bagunça!
4) Qual a sua ideia de um domingo perfeito? Vareia com o humor, posso ser gaivota ou tartaruga, querer me esconder ou sair por aí.
5) O que você faz para espantar a tristeza? Desabafo, converso.
6) Que som acalma você? Turn your lights downlow - Lauryn Hill e Bob Marley
7) O que dispara seu lado consumista? Cremes, shampoos, cremes, condicionadores, cremes, óleos de banho, cremes...
8) Qual a palavra mais bonita da língua portuguesa? Compreensão
9) Que livro você mais cita? Perdas Necessárias - Judith Viorst (não é auto-ajuda, é psicologia!)
10) Que filme você sempre quer rever? Terapia do Amor, Orgulho e Preconceito, Frida
11) Que música não sai da sua cabeça? Crash in to me - Dave Mathews Band
12) Um gosto inusitado - Arroz com banana
13) Um hábito de que você não abre mão - Tomar café da manhã
14) Um hábito de que você quer se livrar: Atrasos, (me fazem odiar a mim mesma)
15) Um elogio: você me fez ver vida com outros olhos (by mamãe! :)
16) Em que situação vale a pena mentir? Se fosse pra salvar a vida de alguém
17) Em que situação você perde a elegância? Quando tenho meus direitos desrespeitados
18) Em que outra profissão consegue se imaginar? Psicólogaaaaa!!!!!
19) O que você estará fazendo daqui a 10 anos? Trabalhando e estudando (muito) como psicóloga, viajando pelo mundo com o maridão.
20) Eu sou... Ah, num deu prá perceber até agora? (isso, alguém que não tem paciência com perguntas generalistas)
Eu acrescentei essa última daqui...
21) O que você gostaria de dizer a alguém nesse momento? "A leitura de um texto é a ocasião de um encontro." (Eduardo Zanetti) - Se eu e você (que me lê), nos encontramos aqui nesse post, então fiquei feliz!
Beijos!
Nat
sexta-feira, 16 de maio de 2008
Punch list

Lá vão-se os rounds...
Fidel, o Pinel - não, eu não quero discutir política... mas, pô, peraí caceta! Tirar as liberdades individuais do povo é o cúmulo da sandice! Não importa que ele tenha feito "maravilhas" pela educação e pela saúde dos cubanos. Ninguém me convence de que viver numa ditadura é bom, não senhor!!!!! Se não fosse pelo dito duro da ditadura, duvido que ele tinha ficado lá até se aposentar (e já vai tarde, convenhamos!).
O vizinho mafioso - que mora no prédio da minha mãe. Chuta que é macumba, gente! Sujeitinho desagradável, baixo-nível, mal-educado e ainda por cima, covarde! Se você bate na porta dele pra reclamar que a zona dele (em plena noite de domingo) tá te incomodando, ele não abre a porta e ainda joga ovo no seu carro. Joga a galinha da tua mãe, cretino! Pode uma coisa dessa?
Paris, made in Hilton - figurinha intragável, não? Essa daí cresceu ouvindo: "Que lindo, que graça!!" a cada cagada (literal ou não) que ela fazia. E assim continua, até hoje... A bisca não faz nada que presta da vida e é assunto em todo canto. E alguém diz pra ela que ela é ridícula, peloamordedeus, que penteados são aqueles? E as caras e bocas??? Aff!
Romário, o otário - não me interesso por futebol ou se esse estrupício joga bem ou não, nãoquerosaber! O pior é que o Brasil tá lotado de gentinha como ele, ignorante por convicção, desonesto de nascença, oportunista pró-ativo... precisa falar mais???
A Vanessa que Amargo - como é que pode alguém sem nenhum predicado artístico se intitular artista? Cantora? De quê? De bingo, no máximo. Pegue uma voz ridícula, músicas de estilo sofrível e junte com um visual de gosto duvidoso, tempere com o ápice da falta de personalidade... taí, agora agüenta!
Uff! Cansei de esbofetear!
Ah, uma observação importante: não mencionei o Bush e nem nenhum político brasileiro, porque... óbeveo! Eles entrariam na lista daqueles nos quais eu jogaria um molotov básico...
Beijos!!!
Nó, quase ia me esquecendo...
Repassei, timidamente, esse Meme para:
Nica, do Despautério
Teresa Roberta, do Caneta Vazia
Narinha, do Bulhufas
Espero que as colegas estejam com inspiração pra rabiscar, pois vou adorar ler!
Nat




