terça-feira, 27 de julho de 2010
tu-do!!!
Descobri que eu e meus cachos estamos suuper na moda, tá?
Ultra mega tendência. Confirmada pela... ehr... Ti-ti-ti.
Não sou de novelas, mas, num dia horrível, sem tv a cabo sucumbi ao apelo de assistir a esse clássico global e... tcharam! Tooodas de cachos, tooodas elas!!!
Se eu tivesse 17 anos, acharia ainda mais o máximo, (aquela idade terrível em que a gente sem saber e sem dar o braço a torcer quer mais é se parecer com a moda mesmo).
Mas ó, hoje... nem ligo, viu?!?!?
E de quebra, estou na moda.
Isso não é in-crí-vel?!?!?!!?
ps: estou tão bem e tão confortável com essa cabeleira ao natural que... até parece que já nasci assim! :)
segunda-feira, 26 de julho de 2010
sobre quem você ama de verdade
Não importa há quantos séculos a fulana não se esforce pra ver sua cara, ou quanto vocês já se desentenderam e não fazem questão uma da outra. Não importa que você não esteja nem aí pra figura, ou que ela jamais te daria uma mãozinha num dia deprê.
Não importa mesmo, pois, nas teias virtuais sociais, todo mundo ama todo mundo.
Já percebeu? Dá uma reparada então em como as pessoas pesam a mão na hora de digitar elogios e declarações.
E por que? Eu me pergunto.
Por que diabos, pessoas que sei que não me amam (com certeza) escrevem melosamente que sou linda, incrível, que morrem de saudades de mim, e claro, ô! Me amam, como sou amada!
E tenho certeza que é assim com um monte de gente também.
Pra quê mentir, exagerar, dissimular? Pra manter grande a lista de amigos que na verdade nem são tão amigos assim? Pra mostrar o quê pra quem? Quando na verdade, na real, não somos tão intensos, tão presente, tão felizes e nem tão apaixonados assim. Quando nunca, nunca mesmo seríamos capazes de tal demonstração de afeto cara a cara.
Na minha infância tinha o tal do correio elegante (das antiga). Eu nunca entendi pra que servia aquilo. Você já tava ali no mesmo ambiente que a pessoa. Pra que mandar recadinho? Se não fosse pra falar pessoalmente eu simplesmente achava que o recado era dispensável. E se a figura era desafeto, era melhor nem olhar pra ela, quanto menos mandar bilhetinho discorrendo sobre meu desprazer em respirar o mesmo ar que ela. Vez ou outra recebia um de alguma amiguinha, (já antecedendo scraps): "Amiga, te adoro, + q D+! ". Lembro da preguiça em responder, pois, era óbvio, se eu não gostasse dela da mesma forma não seríamos amigas... dã! Mas, educadamente, eu retribuía outro confirmando. Aiai...
Mas voltando às redes embaraçosas...
Essa artificialidade de intenções, de exibicionismo barato, essa dissimulação pra manter o outro interessado na sua vida (à distância), essa necessidade de se sentir cercado, observado, seguido...
Isso não tem nada de relacionamento.
Pra mim, é só uma forma de manter o distanciamento sem se sentir só.
Uma enganação, que muitos, ávidos, aceitam de bom grado e retribuem da mesma forma.
Quando existem formas tão mais sinceras de expressarmos o que é inerente, verdadeiro, essencial. Não é digitando, garanto.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
um ano
Como soprar o alpiste das gaiolas, tirando só as cascas
Como quebrar o caroço da ameixa pra comer a amêndoa que tem dentro
Como montar a cavalo
Como derreter queijo minas no microondas e fazer ficar crocante
Como escolher geléia de mocotó
Como dar apelidos a todo mundo da família
Mas o que você me ensinou de mais valioso, talvez eu nem consiga escrever, talvez minha pouca idade (em relação aos seus anos vividos) ainda nem me possibilite perceber.
Só o que sei é da saudade enorme que você deixou.

Maria
sábado, 17 de julho de 2010
deixa enrolar
"Ô Nat, aqui, vou te falar numa boa... num alisa seu cabelo não, sô!"
Eu: "O quê ?"
"É sério, falo de coração, você é uma moça tão bonita, mas quando você alisa o cabelo fica um negócio assim, meio esquisito, num sei explicar. Fiquei meio com receio de falar, porque achei que o maridão gostasse..."
E o maridão do lado, sem dó: "Eu já cansei de falar, tá vendo? Eu gosto é do jeito que ele é."
E o amigo, empolgado, continuou.
"Olha, a gente é o que é. E é legal ser o que a gente é, de verdade."
E claro, meu cabelo tava num dia assim... japonês!
Fui pra casa pensativa.
As fotos são só parte do projeto, de aceitação da cabeleira que nasce na minha cabeça. Elas estão aí prá... me darem um apoio, uma forcinha, incentivos.
Por todo o lado, em qualquer página da internet, só vejo as mais variadas modalidades de... lisos!!!
A era das madeixas lisas pela chapinha está acabando, mas, na verdade, já estava ficando farta dela (desde os 16 anos, aff!!!) e de todas as complicações de manter uma coisa artificial.
Embora tenha feito a tal escova progressiva uma vez (e gostei, óbeveo), fico com muito receio do formol e tals.
Eu gosto das minhas ondas, juro. E várias vezes fico felicíssima com elas.
O único problema é que nem sempre elas me obedecem, têm vontade própria mesmo. Aí ao invés de parecer Maria Fernanda Cândido, pareço Gal, com toda sua potência.
Mas enfim, estou disposta a procurar conselhos de especialistas, cremezinhos, mousses e macumba, por que não????
Enquanto isso vou me desintoxicando do vício do liso, da chapa, não importa os apelos.
O maridão já apóia, e muito. Mas é um hábito de anos, é difícil, sério. Fico fora da minha confort zone, é muito estranho.
Na verdade, é uma nova fase na vida. E eu quero que seja o que é, de verdade, como meu amigo disse.





sexta-feira, 16 de julho de 2010
aleatórias
independente de ser bom, vai tocar assim mesmo.
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Dilma está apelando pro apelo apeladíssimo batidíssimo manjadíssimo do voto feminino, tipo mulher vota em mulher.
Mal sabe ela que as mulheres se odeiam.
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Ah, e ela se esqueceu de que a Marina é mulher também... gafe!
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Estamos todos pagando pela tal campanha. Aquela pra eleger o pessoal do bolsa isso bolsa aquilo.
Enquanto isso vamos ganhando bolsa banana.
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Quando me dá aquela angústia (anual) se corto ou não o cabelo, me lembro que cortava os cabelos das minha Barbies, chanelzinho.
Ficava uma bosta.
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Meu cachorro emite sons estranhos tentando chamar atenção.
O pior é que eu fico respondendo, tipo "Jura? Mesmo? Que coisa, hein?"
domingo, 4 de julho de 2010
sobre a bola
Vencedores são os legítimos merecedores, não um timinho de fachada.
Mas antes agora do que depois.
Porque um alemão no argentino dos outros é refresco!!!
Já pensou, que desgraça?!?
sábado, 19 de junho de 2010
sexta-feira, 11 de junho de 2010
segunda-feira, 7 de junho de 2010
mantra II
Amém.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
terça-feira, 18 de maio de 2010
os números

A maior concorrência da história. O número é bizarro.
Prefiro brincar dizendo que erraram o lugar da vírgula.
Assisti, no domingo, o Federer perder pro Nadal. O leão inseguro diante da hiena. A hiena ciente de suas garras. Os olhos do melhor do mundo, perdidos e cheios de medo.
O melhor do mundo era só medo. Se perdeu de tanto pensar no oponente.
O medo consome a gente. De uma maneira que a gente não se encontra. A gente deixa de ser o que é, pra ser medo.
Eu sou tudo que tenho agora e não posso me perder. Não posso me desconcentrar olhando para os lados.
Tenho que olhar para o caminho à minha frente.
Posso ser hiena, mas posso ser leão também.
vamos rir. Porque se for pra chorar...
Lula morreu.
Fizeram, então uma reunião em Brasília para decidir onde ele seria enterrado.
Um sem-terra sugeriu:
- Vamos enterrá-lo em Guaranhuns.
Então um bêbado, que não se sabe como entrou na reunião, disse com aquela entonação típica dos bebuns:
- Em Guaranhus pode.... Só não pode em Jerusalém.
Ninguém deu bola para o que ele disse.
Um petista falou:
- O companheiro deve ser enterrado em São Bernardo. Foi lá junto com a gente, que ele viveu e fez sua carreira sindical e política.
O bêbado mais uma vez interveio:
- Em São Bernardo pode... Só não pode em Jerusalém!!!
Novamente, ninguém lhe deu ouvidos.
Nem em Guaranhuns, nem em São Bernardo , interveio um pemedebista:
- Deve ser enterrado em Brasília, pois era Presidente da República e todos os presidentes devem ser enterrados na Capital Federal.
E o bêbado novamente:
- Em Brasília pode... Só não pode em Jerusalém!!!
Aí, perderam a paciência e resolveram interpelar o bebum:
- Por que esse medo de que o Lula seja enterrado em Jerusalém?
E o bêbado respondeu:
- Porque uma vez enterraram um cara lá, e ele RESSUSCITOU !!!!
quinta-feira, 6 de maio de 2010
foco
Mas às 5:30 da manhã teve gripe. E garganta doendo. E tosse de cachorro. E um frião ouropretano neblínico lá fora.
Nada disso combina com aula de química, de geografia...
Gripe combina com ficar em casa...
E estudar mais do que teria estudado se tivesse ido à aula, claro.
Tá achando o quê?
Corpo mole é a vovozinha.
terça-feira, 27 de abril de 2010
toc toc
quarta-feira, 24 de março de 2010
eu vejo o futuro repetir o passado
"A biografia de Lula será escrita nos tribunais. O julgamento histórico de seus oito anos de poder estará estampado numa série de inquéritos penais. (...)
No futuro, quando alguém quiser relatar os fatos deste período, terá de recorrer necessariamente aos processos judiciais, que detalharam o modo lulista de se organizar, de se acumpliciar, de se infiltrar e de fazer negócios. (...)
Aí, o Exmo. manda essa, hoje num discurso:
"É triste quando a pessoa tem dois olhos bons e não quer enxergar, tem a chance de escrever a coisa certa e não quer. É triste, é melancólico (...) Vou ficando triste porque fico imaginando daqui a 30 anos um estudante que tiver que fazer uma pesquisa e ficar lendo determinados talóides. Esse estudante vai estudar uma grande mentira nesse País(...) Se (os veículos de imprensa) não quiserem saber pelos seus olhos, poderiam saber pelas pesquisas de opinião pública"
Conclusão:
Suas idéias (as dele) não correspondem aos fatos.
A tua piscina tá cheia de ratos.
E eu, não voto em nenhum deles.
segunda-feira, 22 de março de 2010
coisa mais triste

A impossibilidade de nossas mãos tirarem o sofrimento de alguém.
Sensação mais ingrata essa de a dor não ser palpável, de não podermos pulverizá-la.
Incompetente que a gente se sente por ser pequeno e incapaz contra algo tão cruel.
Dói ver a dor e não saber o que fazer pra ela ir embora.
Angústia essa que a gente sente por não saber o que fazer.
Justo nós, humanos, que deveríamos saber de tudo.
Ainda não chegamos lá. Que triste.
A gente toca o coração de quem ama. Mas nem sempre pode curar a ferida que existe nele.
A gente é parte desse coração. O que quer que ele abrigue, nos abrigará também.
Lembro de você me dizer "se eu pudesse, tirava de você e colocava em mim", algumas vezes em que chorei.
Eu aprendi com você que amar é isso, ainda que seja impossível cambiarmos o sofrimento praquele que é mais forte. É a possibilidade de enfrentar para o outro aquilo que o machuca. Essa coragem, que só você tem, sempre foi meu porto seguro.
Como eu te amo. Como eu queria tirar isso com as minhas mãos.
Eu enfrentaria qualquer coisa pra você não sofrer.
Tatá
quinta-feira, 18 de março de 2010
que coisa mais doida
Unhas por fazer há quinze dias.
Casa zoneada, urrando por Amélia.
O carro daqui a pouco vai se dirigir (pegou?rsrs) ao lavajato sozinho.
Os cabelos pedem a tinta.
E eu, algumas horas de sono a mais.
E nada do que me impulsiona na batalha chega perto do conceito de facilidade.
Mas sabe de uma coisa?
De verdade, olha, do fundo do meu coração.
Vou ser bem honesta, tá?
Nunca estive tão feliz.
Felicidade não é conforto. É outra coisa que qualquer dia explico, tomara.
Trem mais doido esse.
quarta-feira, 10 de março de 2010
eu não faço poesia
"Quando chegar o momento
Esse meu sofrimento
Vou cobrar com juros. Juro!
Todo esse amor reprimido,
Esse grito contido,
Esse samba no escuro
Você que inventou a tristeza
Ora tenha a fineza
de "desinventar"
Você vai pagar, e é dobrado,
Cada lágrima rolada
Nesse meu penar
Amanhã há de ser outro dia."
eu estava certa, mais uma vez. E foi a última.
domingo, 7 de março de 2010
Mensurável
Tinha umas garotas vendendo jalecos no caminho.
-" Jaleco, moça?"
...
- "Não, ainda não." Seguido de um sorriso resignado e um olhar confuso da menina.
Tudo vem no tempo certo, na medida do esforço dedicado.
Torcendo pra que o tempo e o vento estejam a meu favor.
terça-feira, 2 de março de 2010
se
Igual aquele povo (barango) que cozinha uma lasanha, ou que vai no buteco/restaurante/casa da vó e fica tirando foto da comida pra colocar no orkut com os dizeres: "tava bom demais!".
Aff, é o ó! Ô baranguice!
Mas como eu não sou assim TÃO baranga, não vou fazer isso não.
Então fiquem sabendo que meu guarda-roupa está (quase) lotado, que passei horas lavando e passando tudo com muuuito carinho, achando lindo cada pedacinho de pano. Depois me deliciei pendurando nos cabides, separando por cores e tals.
E ainda tem um tanto pra lavar e guardar, assim que a chuva der trégua aqui no buraco fundo onde eu moro.
Eu estou agora me sentindo uma pessoa tão arrumadinha, tão bunitinha, que dá até gosto.
Minha diversão vai ser garantida nas próximas semanas.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
sobre o feriado
Lá não tinha trio, mas tinha carro-pancadão tocando aquelas coisas que aff... só alcoolizado mesmo pra se divertir. Mas tinha um bloco caricato com banda e aquelas musiquinhas bacanas de outros carnavais.
Vi a cabeleira do zezé váárias vezes, me disseram que birita num era água outras tantas, nem sei mais como era aquela história (argh!) de rebolation (vide billboards do carnaval tupiniquim).
Comi empada a r$1.50 todos os dias, finíssima!
Teve um dia que fiz cara feia e recusei a cerveja (depois de tentar empurrar a primeira goela abaixo, óbeveo).
Esse foi o segundo dia. Nos demais isso não ocorreu.
Num outro uma amiga me passou vodca com deus-nos-acuda e todo mundo se divertiu (as nossas custas, claro). Não satisfeitos, fomos pular do meio-fio pro meio da rua enquanto um outro amigo tentava capturar o momento com sua camera indiscreta.
No último dia, abstemio, achei que tudo tinha se acabado, inclusive eu.
O meu amigo não mandou as fotos até hoje. Acho que a censura pegou.
Ou ele se arrependeu e vai tentar procurar amigos normais.
Ah, o meu cachorro foi, viu e curtiu também.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
apego
Pelo Skype...
- Deu tudo certo, então? Nenhum problema com a RECEITA?
- Não, nada, tudo correu bem.
Logo, brindamos ontem à noite.
- Vida longa ao FISCAL!
Descobrimos que, provavelmente, o caminhão venha do Rio no sábado e que talvez por isso tenhamos que viajar no final da tarde desse dia, ao invés de ir na sexta de manhã como combinado.
Tá, não é o ideal perder um dia de entrudo, mas se não tiver outro jeito, vai ter que ser esse mesmo.
GENTE, VOCÊS NÃO ENTENDEM, EU QUERO AS MINHAS COISAS!
E então hoje, tomando café cedo, me veio na cabeça...
- Acho que vai até ser bom receber as coisas e viajar depois...
- É? Você acha?
- É, olha só... Vou ter todas as minhas roupas pra levar no carnaval, vou poder fazer várias combinações, isso NAO É FANTASTICO?!?!?
...
Nada comovido, ele me olha com sarcasmo, dá uma risadinha e diz...
- Você ta tão preocupada com isso. Nem lembro direito quais roupas eu mandei.
Ai, os homens e o seu desapego vestuário.
Será que ninguém entende como é sofrido ficar órfão do próprio guarda-roupa, por CINCO MESES?
Todas aquelas blusas, os vestidos, as sandálias!!! Ah! Ja imagino todos os outfits!!!
Olha, isso já tava me incomodando, MESMO. Sem noção.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
a pergunta do ano
A pergunta que mais ouvi na última semana foi...
Você fica... ou você corre?Poisintão....
Sexta que vem estarei num interior ainda mais interiorano, numa casa do lado do cemitério, um lugar esquisito. Lá não tem trio elétrico (ufa!), tem kombi com som, homens travestidos...
Sobrevivendo, contarei mais detalhes.
alalaô.
Nat
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
calendário luliano
A repórter tava dizendo que o presidente (aquele...) irá acompanhar de perto pra que não aconteça em 2010 a farra das horas extras no congresso como foi em 2009.
Aí logo em seguida ela disse que ele iria se reunir com xyzabcd na terça-feira, quando os deputados e congressistas voltariam ao trabalho.
Entendeu?
Logo depois passou uma reportagem dizendo sobre o aumento pornográfico de impostos sobre efgh no ano passado.
Conclusão?
A gente tem que ralar muito pra pagar as horas extras da moçada, uma vez que os dias úteis deles vão de terça a quinta. E olhe lá.
Assim até eu que sou mais besta...
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
o navio, as caixas e a arte de combinar roupas
Lembram da história do container?
Sim, sim. Juntamos nossos trapinhos e bagulhos mais estimados, colocamos em 40 caixas e pagamos uma pequena fortuna pra serem trazidos ao Brasil de navio.
Deixamos a Austrália no final de setembro com uma mala de 20Kg cada um, contendo uma apuradíssima seleção de roupas supostamente suficiente pra dois meses, até a mudança chegar.
Enquanto isso eu me divertia horrores gastando mais algumas centenas de reais em cartório, autenticando tudo que se pode imaginar que existe de documentos e declarações de toda sorte. Tudo pra garantir que a gente não se enrolasse na balela burocrática da alfândega quando a carga chegasse.

A lenda do contrato dizia que chegaria aqui na segunda quinzena de NOVEMBRO, no porto do RJ e que tudo (tudo=total, certo?) ja estava incluso no valor que pagamos a cia transportadora.
Mas a fábula do não-acredite-em-tudo-que está-escrito confirmou que o bendito navio só chegou quase UM MÊS DEPOIS em Santos e com ele a cobrança de mais alguns milhares de dinheiros para custear coisas inimagináveis que se cobra pra tramitar um container num porto, além de mais algumas autenticaçõezinhas e documentozinhos pra liberar a carga de Santos pro RJ.
Enquanto isso, eu ja gastei meu repertório de combinações das roupas, e já nem lembro mais das coisas que estão pra chegar. Me pego frequentemente saudosa, lembrando de uma panela, uma blusa ou daquele jogo de toalha...
A família ajuda com doações e a gente monta a casa, eu peço dinheiro de presente aos meus familiares pra comprar roupas, lavo roupa três vezes por semana e fico felicíssima porque ganho uma baby look usada.
Aí a carga fica presa um mês em Santos, pois no inventário constavam CAIXAS, mas o que chegou é uma grande armação de madeira (com as caixas dentro!). Até explicar isso...
Semana passada a fdp*&^%$@#@!$^& carga chega no RJ. Eu esboço alguma felicidade.
Mas agora tem a alfândega = quinze dias ÚTEIS pra liberar.
Aí agora depende do fiscal.
Ninguém quer ouvir essa frase - depende do fiscal.
(e em fevereiro, tem carnaval.)
Um calafrio me percorre a espinha e minhas pálpebras vibram descontroladamente.
Sacou o drama?
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
29
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
isso aqui, ôô...
Fui levar o cachorro ao veterinário. Dirigia por uma ladeira estreita (em curva) de mão única, quando chegando no final da rua, imaginei:
-Já pensou se vem algum idiota na contra mão?
...
Gentem, queria eu que fossem os números da mega-sena que tivessem passado pela minha cabeça.
Vem o próprio idiota. Despretensiosamente, e ainda falando ao celular. Freia, olha pra minha cara mas continua no celular.
Não passam dois, então ALGUÉM TEM QUE VOLTAR DE RÉ! O manual diz que quem tá na contra mão, se não bateu, que se vire pra voltar.
Eu paro, olho pro céu, faço batuque no volante, ajeito o cabelo olhando no retrovisor e, cansada de esperar que ele engate a ré, olho fundo na cara do sujeito.
Ele enfim dá ré no carro, falando ao celular.
Avancei à medida que ele saía da minha frente e segui.
Ele espera no cruzamento, travando todo mundo, desliga o celular e faz cara feia.
Quando passo ao lado dele, ele manda essa de dentro do carro:
- Por nada viu??
...
Vi pelo retrovisor que ele voltou e seguiu pela mesma contramão.
Olha, eu nem perco mais meu tempo pensando porque é que temos que viver nesse trânsito adorável...
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
não se deprima
Por seres tão inventivo
Que sejas ainda mais vivo
Peço-te o prazer legítimo
De modo que o meu espírito
O que usaremos prá isso
E quando eu tiver saído
Ainda assim acredito
Portanto peço-te aquilo
:) aquela que envelhece sem pestanejar
Nat
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
a idade das calças
Acho que vai acontecer da mesma forma que se deu com os espartilhos, as ciroulas, os vestidões armados, as toucas pra dormir e as peruconas brancas.
Falta pouco (na verdade tá quase!) pra chegar o dia em que se tornará tarefa impossível trajar calças nesse calor insano.
Assim, não vai ter mais sentido, entende?
Por isso começo já a trocar meu guarda-roupa. Corto as pernas das calças, moleton vai virar flanela de tirar pó, meias pra quê?
Eu estava de calça jeans e regata enquanto tentava, meio zonza, dirigir.
Mas eu juro, eu sentia como se vestisse moleton e pantufas enquanto tomava uma canja quente.
Pode ir anotando aí que você vai contar ao seu neto, diante dos olhos esbugalhados dele que na sua época você ia trabalhar de calças.
E que terno na versão shortinho era coisa i-ni-ma-gi-ná-vel.

Me abana!
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
feliz ano velho!
uuuuuu, êêê mané!Ainda nem deu meia-noite!!! Desperdiçando aê!
Mas logo a seguir todos aderiram a minha ideia de brindar 2009. E não houve quem não quis erguer as taças em nome de qualquer coisa boa que veio do ano velho!
Teve assunto o brinde! Teve conteúdo, demorou!
Foi bem melhor que brindar o que ainda ia começar...
Meu ano velho foi FELIZ!!!
Meu ano novo começou com uma caganeira sem fim. Isso significa alguma coisa? Ai, nem quero pensar...
Sem muitas previsões, prefiro ir à luta!
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
já começou

Cheguei meia hora atrasada, ainda na tolerância do horário (!!!), consegui entrar pra fazer a prova (hein?). Mas por causa do atraso, meu tempo ficou ainda mais curto que os demais candidatos (como punição pelo atraso, eu tinha só uma hora pra fazer tudo!).
Mas fiquei tão nervosa que não consegui fazer nada, nem a ridícula prova de inglês.
Brigaram comigo, tomaram minha prova, me mandaram embora.
Fiquei indignada, segurei a cabeça com as duas mãos e repetia desesperada que estava fudida, chorei, esperneei, apelei pro sentimentalismo...
- Mas moço se eu perder essa chance, só ANO QUE VEEEEMMMM!!!! Deixa eu terminar a prova, PELOAMORDEDEUS!!!
...
Isso é só o começo, pessoal!
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
disfunções natalinas
Passada a infância, em que Natal é seeeempre bom, com todos aqueles brinquedos (nunca pude reclamar disso, Papai Noel sempre foi legal comigo nesse ponto), esta data deixava cada vez mais a marca chata de separação.
Explico.
Ser filha de pais separados (e filha única também), significa que nessas datas é necessario escolher entre estar com uma família ou com a outra. Por isso, o almejado Feliz Natal não é regra pra mim.
Escolho estar com uma família, aí a outra reclama, faz drama, chantagem emocional (cada qual a sua maneira) e te pregam na cruz. E você nem tem um irmão pra te ajudar no discurso dos porquês. A carga pra manter a diplomacia é sua, só sua.
Durante muitos anos dividi minha noite de Natal em duas. Chegava uma determinada hora, eu deixava uma família e ia ceiar com a outra. Resultado? Família A chateada, porque não fiquei até o final da festa/ família B aborrecida porque a ceia já tava quase fria.
Ah, eu, sim, eu - indignada de ter que sair no meio pra pegar outra festa no final.
Além disso, já dirigiram pela cidade no meio da noite de Natal? Existe uma enhaca no ar que emana uma depressão /sensação de abandono qualquer. Acho que era eu.
Ja tentei viajar na noite de Natal, também não funcionou direito. Menti dizendo que tinha que trabalhar (era recepcionista de hotel na época). Mas passei tanto tempo no telefone ouvindo “que chato, hein? Mas que coisa!“, que acabei me aborrecendo por igual.
Passei dois natais na Austrália que não tiveram cara de Natal (a cara que sempre teve pra mim), aí foi ótimo.
Então estou de volta, e decidi que a onda agora é simplificar a MINHA VIDA.
Por isso esse ano eu vou ficar com minha mãe (leia-se com a família da minha mãe também).
E por quê? Ora bolas, porque é minha mãe e pronto! Simples.
O problema do Natal (além da maionese estragada e das canções natalinas insuportáveis) é que a gente fica angustiado por não poder se dividir igual ameba pra atender a todos que nos requisitam e puto porque tem que explicar mil vezes que não ama menos aquelas pessoas com quem a gente não está.
Fora isso, é legal.
Adoro as comidinhas, as decorações, os presentes! Quem não gosta?

domingo, 6 de dezembro de 2009
que país é este? é a p... do Brasil
Então, não vamos falar em absurdo. Vamos falar em esdrúxulo. Pra mim essa soa mal, muito mal, soa tambem vergonhoso, horrendo, nojento.
Isso eu me pergunto após os tais vídeos, em qualidade HD diga-se de passagem, daqueles senhores arrecadando (?) todo aquele dinheiro, se absurdo é suficiente pra qualificar o que se passa na nossa realidade. Absurdo virou uma palavra fraquinha, debilitada no Brasil, de tanto que a gente a utiliza corriqueiramente.
Mas corrupção é uma outra desconfortável de se ouvir, ainda mais sabendo quem trabalhou pra gerar aqueles bolos gordos de notas nas mãos daqueles senhores. Porque é para as mãos deles que o nosso esforço vai.
Piora o desconforto sabendo quantos meses o brasileiro trabalha em média pra pagar impostos europeus e ter que se virar pra viver no terceiro mundo.
Sim, terceiro mundo, é onde posiciono o Brasil, nos meus conceitos. Pois não adianta nossa economia despontar, nossa indústria ser forte, nossas exportações se espalharem mundo afora, nosso PIB aumentar, o pré sal... e tudo mais. Terceiro mundo é onde o interesse da tirania política sobrepõe o respeito a população. Então nessas horas eu me sinto sim, no terceiro mundo. E ponto final. Pesquisa nenhuma me convence do contrário.
Porque no terceiro mundo, é salve-se quem puder. E aqui no terceiro mundo, a gente tem que se virar pra nos proporcionarmos o que aquela grana deveria nos proporcionar. Então, sorte de quem pode pagar o que o governo nåo nos dá de volta em troca pelos impostos que pagamos. Sorte de quem pode viver com alguma segurança, sorte poder pagar plano de saúde e educação de qualidade, sorte poder morar em rua asfaltada ou em bairro com saneamento.
Aqui no terceiro mundo, eu me sinto largada à minha própria sorte.
E sabe, depois de termos aquela cena invadindo nossa televisão e ceifando o que resta da nossa confiança, temos aquela amarga e nítida sensação de que vai dar em NADA, que daqui a pouco já se esqueceu a respeito, ou que o escandalo será sobreposto por outro ainda pior.
Aqui, no terceiro mundo, tudo que o governo tem a nos dizer, figura numa grande piada de mal gosto.
Votei nulo nas ultimas eleições, e claro, fui criticada. Me disseram que quem não participa nåo pode reclamar depois (como se fosse vantagem ou se adiantasse), entornaram nos meus ouvidos uma lorota qualquer de que o voto é o poder do povo...
Mas não nesse país, certo, companheiro?
Pra mim a equação é simples. Quem não respeita meu trabalho não merece meu voto.
E passados esses anos, vejo, entristecida, que não me arrependo dos votos anulados.
Porque eu continuo não concordando em sustentar bandido. Nem os do presídio, nem os do planalto.
Eu tenho vergonha desse país.
(...) sujeira pra todo lado
Ninguém respeita a Constituição
mas todos acreditam no futuro da nação.
Que país é este? (...)
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
divagações desacertadas sobre aleatoriedades espinhentas que te acordam na segunda de manhã
"Don't tell me that I won't
Don't tell me that I won't
Something that you don''t see every day
(...)
And when we're singing it out our voice
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
zona rural
sábado, 31 de outubro de 2009
torto

Não há nada que justifique o que é errado.
Existe aquele errado relativo, que sempre depende disso ou daquilo.
Mas existe um errado puro, igual a um tumor. Não existe um tumor bom, benéfico. Ainda que seja benigno, é errado, não pertence àquilo ali, vai contra a natureza, é um erro do funcionamento normal da coisa. Torna a coisa inteira errada.
E porque é que temos que aceitar esse errado?
Tenho que aceitar porque não tem remédio? Isso não torna o errado certo, muito menos bom, sequer razoável.
Aquele de tão errado que não dá nem pra quebrar um galho. Bicicleta sem rodas.
Esses errados nos dão o direito de estarmos insatisfeitos, tristes, putos, frustrados. Eles nos dão o direito de repensar a nossa tolerância.
Então me dá licença. Eu estou no meu direito.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
eu, robô
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
me erra
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
tá na hora
Alguém que não tem escolhas e tem que aceitar o inaceitável ou o razoável, é alguém triste, penso eu.
Mas nada é mais ridículo do que ter escolha e não conseguir escolher.
É simplesmente ridículo. E é também sacanagem, ironia de verdade.
A gente pensa que quando as escolhas pipocarem nas nossas mãos, teremos adultescência (âhn?) suficiente pra apontar e dizer sem pestanejar: "é isso aqui mesmo".
Mas adultescência é um estado de espírito, tipo um espirro, ou seja, às vezes...
Vou pular a parte das respostas e caminhos, nhénhénhé.
Frustrante pensar que deveria estar um tantão feliz agora mas não dá tempo pra isso.
Porque não se encontra satisfação no meio de incertezas.
A gente não se encontra no meio de incertezas.
E quando a gente não se encontra, a gente encontra quase nada.
Quase tudo parece errado e a gente parece tão errado quanto vazio.
Tem coisa na vida que devia vir com manual, placas, calculadoras, simuladores 3d.
Eu não estaria à beira da minha beira, sem eira.
E não é a primeira vez.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
ando-se
Por que mesmo que o céu esteja nublado a gente ganha um bronzeado gringo-camarão
Por que trânsito é sinônimo de insanidade
Pra que existem quebra-molas nas ruas de pedra off-road
Ou por que é mesmo necessário (ou divertido) lavar a calçada com a mangueira durante horas
Por que tudo demora tanto mesmo com 255 funcionários trabalhando debaixo do mesmo teto
Por que existe tanto cachorro abandonado na rua
Por que (mas por que mesmo????) que o Lula ainda lula-lá
Pra que é que servem mais 8000 novos cargos pra vereadores que não servem a niguém
Por que as pessoas ainda se ocupam em me perguntar surpresas (como se não soubessem meeesmo) porque é que não quero filhos
Pra que se marcam horários que nunca são cumpridos
Pra que mesmo serve o Sarney? Nem o Lula votou nele...
Por que todo mundo acha que quem volta do exterior volta rico?
Me disseram que tenho seis meses pra reclamar do Brasil.
Mas eu já sei porque amo isso aqui, afinal...

domingo, 20 de setembro de 2009
Beautiful!!!
Eles fazem uma entonação que fica tipo: "biiiiutiful", única e engraçada por sinal.
Foi só o que eu consegui dizer, espotaneamente, quando o avião ganhou altura e eu olhei emocionada o mar azul turquesa de Adelaide.
Tudo e todas as lembranças agora cabem e se adequam direitinho nessa palavra :)
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Nos bastidores
Pronto, acabou.
Entendeu? Nem eu.
Adoro sonhos malucos. É a única hora em que ninguém liga se fizermos coisas estúpidas que não levam a nada.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Eu descobri que
Depois de chegar no auge da chateação com a mudança, resolvi que o que for será e vai ser bom. Mas só vai ser bom se eu me concentrar no que precisa ser feito agora, não no que não posso resolver.
Tem esse cara que diz que a vida é igual uma aposta. Às vezes a gente ganha aqui, depois perde ali. E assim vai. Não dá pra ter tudo sempre.
Eu invejo a capacidade dele de gastar o tempo e a energia apenas com o que o momento pede.
Ando aprendendo a fazer isso, devagar, mas vou indo.
Eu amo esse cara, muito!
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Avista
Eu nao li o livro nao, provavel que leia, mas certamente Saramago esta agora na minha lista de genios. Ja tem um outro dele aqui na estante pra ler.
Nao to dizendo do obvio se voce e cego voce nao enxerga, que vai ter que se readaptar, que vai precisar de ajuda.
Digo o obvio que nos somos frageis, que nossa civilizacao e sustentada por fios fraquinhos entrelacados que a gente tem como pilastras. Digo (na verdade ele disse) que inevitavelmente precisamos uns dos outros mesmo negando o fato, por mais que nos reafirmamos cada dia mais como super-ultra-independentes, nos distanciamos nao so daqueles que ja estao proximos inevitavelmente, mas nos mantemos distantes " cada um com seus problemas" (a frase do seculo?), cada um na sua, tendendo sempre a sermos mais e mais centrados em nos mesmos.
Entao a hipotese: E se todos perdessem algo de igual valor (essencial) pra todos, ao mesmo tempo, incapacitando a todos igualmente? No final das contas, eles so teriam uns aos outros. E os que nao se atentasse pra isso teriam ainda menos. E entao eles percebem que a nova ordem naquele meio e movida por solidariedade mutua. Nao devido a piedade ou compaixao. Por necessidade, o que muda tudo.
E o que e mais obvio nisso tudo? Que o que mais precisamos sao as coisas que nosso olhos estao desaprendendo a enxergar. E que se nao acordarmos pra isso nosso fim vai ser muito triste. A guerra de pau e pedras que Einstein falou.




