"Ô Nat, aqui, vou te falar numa boa... num alisa seu cabelo não, sô!"
Eu: "O quê ?"
"É sério, falo de coração, você é uma moça tão bonita, mas quando você alisa o cabelo fica um negócio assim, meio esquisito, num sei explicar. Fiquei meio com receio de falar, porque achei que o maridão gostasse..."
E o maridão do lado, sem dó: "Eu já cansei de falar, tá vendo? Eu gosto é do jeito que ele é."
E o amigo, empolgado, continuou.
"Olha, a gente é o que é. E é legal ser o que a gente é, de verdade."
E claro, meu cabelo tava num dia assim... japonês!
Fui pra casa pensativa.
As fotos são só parte do projeto, de aceitação da cabeleira que nasce na minha cabeça. Elas estão aí prá... me darem um apoio, uma forcinha, incentivos.
Por todo o lado, em qualquer página da internet, só vejo as mais variadas modalidades de... lisos!!!
A era das madeixas lisas pela chapinha está acabando, mas, na verdade, já estava ficando farta dela (desde os 16 anos, aff!!!) e de todas as complicações de manter uma coisa artificial.
Embora tenha feito a tal escova progressiva uma vez (e gostei, óbeveo), fico com muito receio do formol e tals.
Eu gosto das minhas ondas, juro. E várias vezes fico felicíssima com elas.
O único problema é que nem sempre elas me obedecem, têm vontade própria mesmo. Aí ao invés de parecer Maria Fernanda Cândido, pareço Gal, com toda sua potência.
Mas enfim, estou disposta a procurar conselhos de especialistas, cremezinhos, mousses e macumba, por que não????
Enquanto isso vou me desintoxicando do vício do liso, da chapa, não importa os apelos.
O maridão já apóia, e muito. Mas é um hábito de anos, é difícil, sério. Fico fora da minha confort zone, é muito estranho.
Na verdade, é uma nova fase na vida. E eu quero que seja o que é, de verdade, como meu amigo disse.
























