terça-feira, 18 de maio de 2010

os números


Tá.
A maior concorrência da história. O número é bizarro.
Prefiro brincar dizendo que erraram o lugar da vírgula.
Assisti, no domingo, o Federer perder pro Nadal. O leão inseguro diante da hiena. A hiena ciente de suas garras. Os olhos do melhor do mundo, perdidos e cheios de medo.
O melhor do mundo era só medo. Se perdeu de tanto pensar no oponente.
O medo consome a gente. De uma maneira que a gente não se encontra. A gente deixa de ser o que é, pra ser medo.
Eu sou tudo que tenho agora e não posso me perder. Não posso me desconcentrar olhando para os lados.
Tenho que olhar para o caminho à minha frente.
Posso ser hiena, mas posso ser leão também.

vamos rir. Porque se for pra chorar...


Lula morreu.
Fizeram, então uma reunião em Brasília para decidir onde ele seria enterrado.
Um sem-terra sugeriu:
- Vamos enterrá-lo em Guaranhuns.
Então um bêbado, que não se sabe como entrou na reunião, disse com aquela entonação típica dos bebuns:
- Em Guaranhus pode.... Só não pode em Jerusalém.
Ninguém
deu bola para o que ele disse.

Um petista falou:
- O companheiro deve ser enterrado em São Bernardo. Foi lá junto com a gente, que ele viveu e fez sua carreira sindical e política.
O bêbado mais uma vez interveio:

- Em São Bernardo pode... Só não pode em Jerusalém!!!
Novamente, ninguém lhe deu ouvidos.
Nem em Guaranhuns, nem em São Bernardo , interveio um pemedebista:
- Deve ser enterrado em Brasília, pois era Presidente da República e todos os presidentes devem ser enterrados na Capital Federal.
E o bêbado novamente:

- Em Brasília pode... Só não pode em Jerusalém!!!

Aí, perderam a paciência e resolveram interpelar o bebum:

- Por que esse medo de que o Lula seja enterrado em Jerusalém?
E o bêbado respondeu:
- Porque uma vez enterraram um cara lá, e ele RESSUSCITOU !!!!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

foco

Hoje tinha aula de química. E depois geografia. E por último física, ou biologia.
Mas às 5:30 da manhã teve gripe. E garganta doendo. E tosse de cachorro. E um frião ouropretano neblínico lá fora.
Nada disso combina com aula de química, de geografia...
Gripe combina com ficar em casa...
E estudar mais do que teria estudado se tivesse ido à aula, claro.
Tá achando o quê?
Corpo mole é a vovozinha.

terça-feira, 27 de abril de 2010

toc toc

ãnh?
ah, sim, eu tô bem sim.
Sem tempo, mas bem.
ãnh? se alguma coisa anda me incomodando?
Fora a Dilma Rouseff e o meu cabelo que anda rebelde...
Tá tudo bem, obrigada!

quarta-feira, 24 de março de 2010

eu vejo o futuro repetir o passado

Na Veja dessa semana, Diogo Mainard escreveu:

"A biografia de Lula será escrita nos tribunais. O julgamento histórico de seus oito anos de poder estará estampado numa série de inquéritos penais. (...)
No futuro, quando alguém quiser relatar os fatos deste período, terá de recorrer necessariamente aos processos judiciais, que detalharam o modo lulista de se organizar, de se acumpliciar, de se infiltrar e de fazer negócios. (...)

"A história em inquéritos, Veja, 24/03/2010"

Aí, o Exmo. manda essa, hoje num discurso:

"É triste quando a pessoa tem dois olhos bons e não quer enxergar, tem a chance de escrever a coisa certa e não quer. É triste, é melancólico (...) Vou ficando triste porque fico imaginando daqui a 30 anos um estudante que tiver que fazer uma pesquisa e ficar lendo determinados talóides. Esse estudante vai estudar uma grande mentira nesse País(...) Se (os veículos de imprensa) não quiserem saber pelos seus olhos, poderiam saber pelas pesquisas de opinião pública"

(no Terra.com.br)

Conclusão:
Suas idéias (as dele) não correspondem aos fatos.

A tua piscina tá cheia de ratos.
E eu, não voto em nenhum deles.


segunda-feira, 22 de março de 2010

coisa mais triste


nada mais triste que a impotência, que ver e nada poder fazer.
A impossibilidade de nossas mãos tirarem o sofrimento de alguém.
Sensação mais ingrata essa de a dor não ser palpável, de não podermos pulverizá-la.
Incompetente que a gente se sente por ser pequeno e incapaz contra algo tão cruel.
Dói ver a dor e não saber o que fazer pra ela ir embora.
Angústia essa que a gente sente por não saber o que fazer.
Justo nós, humanos, que deveríamos saber de tudo.
Ainda não chegamos lá. Que triste.
A gente toca o coração de quem ama. Mas nem sempre pode curar a ferida que existe nele.
A gente é parte desse coração. O que quer que ele abrigue, nos abrigará também.
Lembro de você me dizer "se eu pudesse, tirava de você e colocava em mim", algumas vezes em que chorei.
Eu aprendi com você que amar é isso, ainda que seja impossível cambiarmos o sofrimento praquele que é mais forte. É a possibilidade de enfrentar para o outro aquilo que o machuca. Essa coragem, que só você tem, sempre foi meu porto seguro.

Como eu te amo. Como eu queria tirar isso com as minhas mãos.
Eu enfrentaria qualquer coisa pra você não sofrer.

Tatá

quinta-feira, 18 de março de 2010

que coisa mais doida

Olha, eu nunca estive tão sem tempo.
Unhas por fazer há quinze dias.
Casa zoneada, urrando por Amélia.
O carro daqui a pouco vai se dirigir (pegou?rsrs) ao lavajato sozinho.
Os cabelos pedem a tinta.
E eu, algumas horas de sono a mais.
E nada do que me impulsiona na batalha chega perto do conceito de facilidade.
Mas sabe de uma coisa?
De verdade, olha, do fundo do meu coração.
Vou ser bem honesta, tá?

Nunca estive tão feliz.

Felicidade não é conforto. É outra coisa que qualquer dia explico, tomara.
Trem mais doido esse.

quarta-feira, 10 de março de 2010

eu não faço poesia

"Quando chegar o momento
Esse meu sofrimento
Vou cobrar com juros. Juro!
Todo esse amor reprimido,
Esse grito contido,
Esse samba no escuro

Você que inventou a tristeza
Ora tenha a fineza
de "desinventar"
Você vai pagar, e é dobrado,
Cada lágrima rolada
Nesse meu penar

Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia."


eu estava certa, mais uma vez. E foi a última.

domingo, 7 de março de 2010

Mensurável

Andava pelo corredor do instituto de ciências exatas e biológicas, a caminho da biblioteca, com a mochila cheia de apostilas do cursinho. Imaginava, esperançosa, que iria fazer parte daquilo, dentro de não sei quanto tempo.

Tinha umas garotas vendendo jalecos no caminho.

-" Jaleco, moça?"
...

- "Não, ainda não." Seguido de um sorriso resignado e um olhar confuso da menina.

Tudo vem no tempo certo, na medida do esforço dedicado.

Torcendo pra que o tempo e o vento estejam a meu favor.

terça-feira, 2 de março de 2010

se

se eu fosse beeeeeem baranga eu colocava aqui uma foto do meu guarda-roupa cheinho, com todas aquelas roupas que estavam longe de mim e que chegaram na semana passada.
Igual aquele povo (barango) que cozinha uma lasanha, ou que vai no buteco/restaurante/casa da vó e fica tirando foto da comida pra colocar no orkut com os dizeres: "tava bom demais!".
Aff, é o ó! Ô baranguice!

Mas como eu não sou assim TÃO baranga, não vou fazer isso não.
Então fiquem sabendo que meu guarda-roupa está (quase) lotado, que passei horas lavando e passando tudo com muuuito carinho, achando lindo cada pedacinho de pano. Depois me deliciei pendurando nos cabides, separando por cores e tals.
E ainda tem um tanto pra lavar e guardar, assim que a chuva der trégua aqui no buraco fundo onde eu moro.

Eu estou agora me sentindo uma pessoa tão arrumadinha, tão bunitinha, que dá até gosto.
Minha diversão vai ser garantida nas próximas semanas.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

sobre o feriado

Então...
Lá não tinha trio, mas tinha carro-pancadão tocando aquelas coisas que aff... só alcoolizado mesmo pra se divertir. Mas tinha um bloco caricato com banda e aquelas musiquinhas bacanas de outros carnavais.
Vi a cabeleira do zezé váárias vezes, me disseram que birita num era água outras tantas, nem sei mais como era aquela história (argh!) de rebolation (vide billboards do carnaval tupiniquim).
Comi empada a r$1.50 todos os dias, finíssima!
Teve um dia que fiz cara feia e recusei a cerveja (depois de tentar empurrar a primeira goela abaixo, óbeveo).
Esse foi o segundo dia. Nos demais isso não ocorreu.
Num outro uma amiga me passou vodca com deus-nos-acuda e todo mundo se divertiu (as nossas custas, claro). Não satisfeitos, fomos pular do meio-fio pro meio da rua enquanto um outro amigo tentava capturar o momento com sua camera indiscreta.

No último dia, abstemio, achei que tudo tinha se acabado, inclusive eu.
O meu amigo não mandou as fotos até hoje. Acho que a censura pegou.
Ou ele se arrependeu e vai tentar procurar amigos normais.
Ah, o meu cachorro foi, viu e curtiu também.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

apego

Gente, a carga foi LIBERADA!

Pelo Skype...
- Deu tudo certo, então? Nenhum problema com a RECEITA?
- Não, nada, tudo correu bem.

Logo, brindamos ontem à noite.
- Vida longa ao FISCAL!


Descobrimos que, provavelmente, o caminhão venha do Rio no sábado e que talvez por isso tenhamos que viajar no final da tarde desse dia, ao invés de ir na sexta de manhã como combinado.
Tá, não é o ideal perder um dia de entrudo, mas se não tiver outro jeito, vai ter que ser esse mesmo.
GENTE, VOCÊS NÃO ENTENDEM, EU QUERO AS MINHAS COISAS!

E então hoje, tomando café cedo, me veio na cabeça...
- Acho que vai até ser bom receber as coisas e viajar depois...
- É? Você acha?
- É, olha só... Vou ter todas as minhas roupas pra levar no carnaval, vou poder fazer várias combinações, isso NAO É FANTASTICO?!?!?
...
Nada comovido, ele me olha com sarcasmo, dá uma risadinha e diz...
- Você ta tão preocupada com isso. Nem lembro direito quais roupas eu mandei.

Ai, os homens e o seu desapego vestuário.
Será que ninguém entende como é sofrido ficar órfão do próprio guarda-roupa, por CINCO MESES?

Todas aquelas blusas, os vestidos, as sandálias!!! Ah! Ja imagino todos os outfits!!!

Olha, isso já tava me incomodando, MESMO. Sem noção.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

a pergunta do ano

Você mora em Ouro Preto e o carnaval se aproxima.
A pergunta que mais ouvi na última semana foi...


Você fica... ou você corre?


Poisintão....
Sexta que vem estarei num interior ainda mais interiorano, numa casa do lado do cemitério, um lugar esquisito. Lá não tem trio elétrico (ufa!), tem kombi com som, homens travestidos...

Sobrevivendo, contarei mais detalhes.

alalaô.
Nat

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

calendário luliano

Sim, semana passada eu vi na Globonews.
A repórter tava dizendo que o presidente (aquele...) irá acompanhar de perto pra que não aconteça em 2010 a farra das horas extras no congresso como foi em 2009.
Aí logo em seguida ela disse que ele iria se reunir com xyzabcd na terça-feira, quando os deputados e congressistas voltariam ao trabalho.
Entendeu?
Logo depois passou uma reportagem dizendo sobre o aumento pornográfico de impostos sobre efgh no ano passado.
Conclusão?
A gente tem que ralar muito pra pagar as horas extras da moçada, uma vez que os dias úteis deles vão de terça a quinta. E olhe lá.
Assim até eu que sou mais besta...

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

o navio, as caixas e a arte de combinar roupas

Pois bem.
Lembram da história do container?
Sim, sim. Juntamos nossos trapinhos e bagulhos mais estimados, colocamos em 40 caixas e pagamos uma pequena fortuna pra serem trazidos ao Brasil de navio.
Deixamos a Austrália no final de setembro com uma mala de 20Kg cada um, contendo uma apuradíssima seleção de roupas supostamente suficiente pra dois meses, até a mudança chegar.
Enquanto isso eu me divertia horrores gastando mais algumas centenas de reais em cartório, autenticando tudo que se pode imaginar que existe de documentos e declarações de toda sorte. Tudo pra garantir que a gente não se enrolasse na balela burocrática da alfândega quando a carga chegasse.
A lenda do contrato dizia que chegaria aqui na segunda quinzena de NOVEMBRO, no porto do RJ e que tudo (tudo=total, certo?) ja estava incluso no valor que pagamos a cia transportadora.
Mas a fábula do não-acredite-em-tudo-que está-escrito confirmou que o bendito navio só chegou quase UM MÊS DEPOIS em Santos e com ele a cobrança de mais alguns milhares de dinheiros para custear coisas inimagináveis que se cobra pra tramitar um container num porto, além de mais algumas autenticaçõezinhas e documentozinhos pra liberar a carga de Santos pro RJ.
Enquanto isso, eu ja gastei meu repertório de combinações das roupas, e já nem lembro mais das coisas que estão pra chegar. Me pego frequentemente saudosa, lembrando de uma panela, uma blusa ou daquele jogo de toalha...
A família ajuda com doações e a gente monta a casa, eu peço dinheiro de presente aos meus familiares pra comprar roupas, lavo roupa três vezes por semana e fico felicíssima porque ganho uma baby look usada.
Aí a carga fica presa um mês em Santos, pois no inventário constavam CAIXAS, mas o que chegou é uma grande armação de madeira (com as caixas dentro!). Até explicar isso...
Semana passada a fdp*&^%$@#@!$^& carga chega no RJ. Eu esboço alguma felicidade.
Mas agora tem a alfândega = quinze dias ÚTEIS pra liberar.
Aí agora depende do fiscal.
Ninguém quer ouvir essa frase - depende do fiscal.

Não aqui, nesse Brasil varonil. A terra da eficiência.
(e em fevereiro, tem carnaval.)
Um calafrio me percorre a espinha e minhas pálpebras vibram descontroladamente.
Sacou o drama?

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

29

Estréia hoje!
Primeiro dia de 29.
Igual vestir roupa nova.
Muita coisa começa hoje... Muita!!!


E viva eu!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

isso aqui, ôô...

Esqueci de contar esse caso. Aconteceu mês passado.
Fui levar o cachorro ao veterinário. Dirigia por uma ladeira estreita (em curva) de mão única, quando chegando no final da rua, imaginei:
-Já pensou se vem algum idiota na contra mão?
...
Gentem, queria eu que fossem os números da mega-sena que tivessem passado pela minha cabeça.
Vem o próprio idiota. Despretensiosamente, e ainda falando ao celular. Freia, olha pra minha cara mas continua no celular.
Não passam dois, então ALGUÉM TEM QUE VOLTAR DE RÉ! O manual diz que quem tá na contra mão, se não bateu, que se vire pra voltar.
Eu paro, olho pro céu, faço batuque no volante, ajeito o cabelo olhando no retrovisor e, cansada de esperar que ele engate a ré, olho fundo na cara do sujeito.
Ele enfim dá ré no carro, falando ao celular.
Avancei à medida que ele saía da minha frente e segui.
Ele espera no cruzamento, travando todo mundo, desliga o celular e faz cara feia.
Quando passo ao lado dele, ele manda essa de dentro do carro:
- Por nada viu??
...
Vi pelo retrovisor que ele voltou e seguiu pela mesma contramão.

Olha, eu nem perco mais meu tempo pensando porque é que temos que viver nesse trânsito adorável...

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

não se deprima

Aquele bichinho que morde a gente na véspera do aniversário não me pega, mesmo.
Ainda faltam alguns dias pro 25 de janeiro chegar com os meus 29, então resolvi falar disso.
Não sinto nada diferente não. Calafrios, zonzeira, confusão mental, icterícia, espinha no nariz, visão turva... Essas coisas das quais reclamam 99% das pessoas quando a data querida se aproxima. A tal crise dos aniversários...
Penso que o tempo passa igual pra todo mundo, que estamos TODOS envelhecendo, inclusive seu sobrinho guti-guti que nasceu no fim-de-semana. Sim, inclusive ele, está aí à mercê do passar das horas, igualzinho a mim e a você.
Ainda não conheci ninguém que estivesse rejuvenescendo, alguém que andasse pra trás na linha da vida até você trombar com ele por aí, compartilhando a experiência de reaprender a fazer xixi na fralda e meses depois um embrião... Deixa pra lá.
Enfim, acho uma imensa baboseira essa reflexão pra lá de cansativa do "é, estou ficando velho". A humanidade não muda esse disco. É a reclamação mor da vida, acho. É tão inútil e vazio quanto reclamar que a chuva vem de cima.
E me cansam essas reflexões inúteis. O pior é que, como tudo, a gente aprende isso por repetição, porque crescemos vendo as pessoas ao nosso redor repetindo a mesma bobagem.
Eu penso, na véspera do meu aniversário, em como aproveitar cada vez melhor o tempo.
Porque fora o fato de que meus cabelos estão ficando brancos num ritmo galopante, por mim tá tudo bem que o tempo passe.
Eu não consigo mais dar cambalhotas nem colocar os pés atrás da cabeça, mas aprendi a usar melhor meus neurônios. É de mais utilidade que as cambalhotas, garanto. Não tenho esses saudosismos não... E se todos fôssemos contabilizar, a lista dos "aprendi a" seria infinitamente maior do que a dos "não consigo mais".
Mas ninguém pensa nisso, pois todo mundo prefere reclamar.
A maior tolice é acreditar que vamos morrer de velhice, e por isso vamos vivendo a vida de maneira tão comedida, pequena, reclamando mais que realizando.
E acho mesmo que muita gente por aí deveria se ocupar de preencher seus dias com mais feitos positivos do que com lamentos. É o que eu me desejo sempre no meu aniversário.
Porque do tempo que nos resta, sabemos muito pouco.

"(...)Compositor de destinos
Tambor de todos os rítmos
Tempo tempo tempo tempo
Entro num acordo contigo
Tempo tempo tempo tempo...
Por seres tão inventivo
E pareceres contínuo
Tempo tempo tempo tempo
És um dos deuses mais lindos
Tempo tempo tempo tempo...
Que sejas ainda mais vivo
No som do meu estribilho
Tempo tempo tempo tempo
Ouve bem o que te digo
Tempo tempo tempo tempo...
Peço-te o prazer legítimo
E o movimento preciso
Tempo tempo tempo tempo
Quando o tempo for propício
Tempo tempo tempo tempo...
De modo que o meu espírito
Ganhe um brilho definido
Tempo tempo tempo tempo
E eu espalhe benefícios
Tempo tempo tempo tempo...
O que usaremos prá isso
Fica guardado em sigilo
Tempo tempo tempo tempo
Apenas contigo e comigo
Tempo tempo tempo tempo...
E quando eu tiver saído
Para fora do teu círculo
Tempo tempo tempo tempo
Não serei nem terás sido
Tempo tempo tempo tempo...
Ainda assim acredito
Ser possível reunirmo-nos
Tempo tempo tempo tempo
Num outro nível de vínculo
Tempo tempo tempo tempo...
Portanto peço-te aquilo
E te ofereço elogios
Tempo tempo tempo tempo
Nas rimas do meu estilo
Tempo tempo tempo tempo..."
Oração ao Tempo. Caetano Veloso

:) aquela que envelhece sem pestanejar

Nat

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

a idade das calças

Olha, hoje estava tão calor, mas tão insuportavelmente alto forno mode on, que comecei a delirar.
...
Imaginei que daqui a alguns poucos anos os professores ensinarão nas aulas de geografia que nesta década atual as pessoas ainda saíam de casa usando calças em pleno verão, que essa ainda era a época das calças, dos ternos e afins, que ainda era comum o sacrifício de usar tais vestimentas.

Acho que vai acontecer da mesma forma que se deu com os espartilhos, as ciroulas, os vestidões armados, as toucas pra dormir e as peruconas brancas.
Falta pouco (na verdade tá quase!) pra chegar o dia em que se tornará tarefa impossível trajar calças nesse calor insano.
Assim, não vai ter mais sentido, entende?

Por isso começo já a trocar meu guarda-roupa. Corto as pernas das calças, moleton vai virar flanela de tirar pó, meias pra quê?

Eu estava de calça jeans e regata enquanto tentava, meio zonza, dirigir.
Mas eu juro, eu sentia como se vestisse moleton e pantufas enquanto tomava uma canja quente.

Pode ir anotando aí que você vai contar ao seu neto, diante dos olhos esbugalhados dele que na sua época você ia trabalhar de calças.
E que terno na versão shortinho era coisa i-ni-ma-gi-ná-vel.



Me abana!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

feliz ano velho!

Um champagne estourou antes da hora, por descuido nosso. E foi uma salva de -
uuuuuu, êêê mané!Ainda nem deu meia-noite!!! Desperdiçando aê!
Mas logo a seguir todos aderiram a minha ideia de brindar 2009. E não houve quem não quis erguer as taças em nome de qualquer coisa boa que veio do ano velho!
Teve assunto o brinde! Teve conteúdo, demorou!
Foi bem melhor que brindar o que ainda ia começar...

Meu ano velho foi FELIZ!!!

Meu ano novo começou com uma caganeira sem fim. Isso significa alguma coisa? Ai, nem quero pensar...

Sem muitas previsões, prefiro ir à luta!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

já começou


Noite passada sonhei que fui prestar vestibular.
Cheguei meia hora atrasada, ainda na tolerância do horário (!!!), consegui entrar pra fazer a prova (hein?). Mas por causa do atraso, meu tempo ficou ainda mais curto que os demais candidatos (como punição pelo atraso, eu tinha só uma hora pra fazer tudo!).
Mas fiquei tão nervosa que não consegui fazer nada, nem a ridícula prova de inglês.
Brigaram comigo, tomaram minha prova, me mandaram embora.

Fiquei indignada, segurei a cabeça com as duas mãos e repetia desesperada que estava fudida, chorei, esperneei, apelei pro sentimentalismo...

- Mas moço se eu perder essa chance, só ANO QUE VEEEEMMMM!!!! Deixa eu terminar a prova, PELOAMORDEDEUS!!!


...

Isso é só o começo, pessoal!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

disfunções natalinas

Alguém aí desse lado ta acostumado a ter o tal Feliz Natal igual os capítulos natalinos das novelas, ou o da propaganda de fim de ano da Globo?
Isso me deixa encucada... Porque pra mim Natal nem sempre foi isso.
Passada a infância, em que Natal é seeeempre bom, com todos aqueles brinquedos (nunca pude reclamar disso, Papai Noel sempre foi legal comigo nesse ponto), esta data deixava cada vez mais a marca chata de separação.

Explico.

Ser filha de pais separados (e filha única também), significa que nessas datas é necessario escolher entre estar com uma família ou com a outra. Por isso, o almejado Feliz Natal não é regra pra mim.
Escolho estar com uma família, aí a outra reclama, faz drama, chantagem emocional (cada qual a sua maneira) e te pregam na cruz. E você nem tem um irmão pra te ajudar no discurso dos porquês. A carga pra manter a diplomacia é sua, só sua.

Durante muitos anos dividi minha noite de Natal em duas. Chegava uma determinada hora, eu deixava uma família e ia ceiar com a outra. Resultado? Família A chateada, porque não fiquei até o final da festa/ família B aborrecida porque a ceia já tava quase fria.
Ah, eu, sim, eu - indignada de ter que sair no meio pra pegar outra festa no final.

Além disso, já dirigiram pela cidade no meio da noite de Natal? Existe uma enhaca no ar que emana uma depressão /sensação de abandono qualquer.
Acho que era eu.

Ja tentei viajar na noite de Natal, também não funcionou direito. Menti dizendo que tinha que trabalhar (era recepcionista de hotel na época). Mas passei tanto tempo no telefone ouvindo “que chato, hein? Mas que coisa!“, que acabei me aborrecendo por igual.
Passei dois natais na Austrália que não tiveram cara de Natal (a cara que sempre teve pra mim), aí foi ótimo.


Então estou de volta, e decidi que a onda agora é simplificar a MINHA VIDA.
Por isso esse ano eu vou ficar com minha mãe (leia-se com a família da minha mãe também).
E por quê? Ora bolas, porque é minha mãe e pronto! Simples.

O problema do Natal (além da maionese estragada e das canções natalinas insuportáveis) é que a gente fica angustiado por não poder se dividir igual ameba pra atender a todos que nos requisitam e puto porque tem que explicar mil vezes que não ama menos aquelas pessoas com quem a gente não está.


Fora isso, é legal.
Adoro as comidinhas, as decorações, os presentes! Quem não gosta?



domingo, 6 de dezembro de 2009

que país é este? é a p... do Brasil

Nenhuma outra palavra do nosso dicionário esteve tão em baixa quanto a palavra absurdo. Assim como qualquer outra que se menciona em demasia, ela soa, sei lá, desbotada, sem impacto, insosa.
Então, não vamos falar em absurdo. Vamos falar em esdrúxulo. Pra mim essa soa mal, muito mal, soa tambem vergonhoso, horrendo, nojento.
Isso eu me pergunto após os tais vídeos, em qualidade HD diga-se de passagem, daqueles senhores arrecadando (?) todo aquele dinheiro, se absurdo é suficiente pra qualificar o que se passa na nossa realidade. Absurdo virou uma palavra fraquinha, debilitada no Brasil, de tanto que a gente a utiliza corriqueiramente.
Mas corrupção é uma outra desconfortável de se ouvir, ainda mais sabendo quem trabalhou pra gerar aqueles bolos gordos de notas nas mãos daqueles senhores. Porque é para as mãos deles que o nosso esforço vai.
Piora o desconforto sabendo quantos meses o brasileiro trabalha em média pra pagar impostos europeus e ter que se virar pra viver no terceiro mundo.
Sim, terceiro mundo, é onde posiciono o Brasil, nos meus conceitos. Pois não adianta nossa economia despontar, nossa indústria ser forte, nossas exportações se espalharem mundo afora, nosso PIB aumentar, o pré sal... e tudo mais. Terceiro mundo é onde o interesse da tirania política sobrepõe o respeito a população. Então nessas horas eu me sinto sim, no terceiro mundo. E ponto final. Pesquisa nenhuma me convence do contrário.
Porque no terceiro mundo, é salve-se quem puder. E aqui no terceiro mundo, a gente tem que se virar pra nos proporcionarmos o que aquela grana deveria nos proporcionar. Então, sorte de quem pode pagar o que o governo nåo nos dá de volta em troca pelos impostos que pagamos. Sorte de quem pode viver com alguma segurança, sorte poder pagar plano de saúde e educação de qualidade, sorte poder morar em rua asfaltada ou em bairro com saneamento.
Aqui no terceiro mundo, eu me sinto largada à minha própria sorte.


E sabe, depois de termos aquela cena invadindo nossa televisão e ceifando o que resta da nossa confiança, temos aquela amarga e nítida sensação de que vai dar em NADA, que daqui a pouco já se esqueceu a respeito, ou que o escandalo será sobreposto por outro ainda pior.
Aqui, no terceiro mundo, tudo que o governo tem a nos dizer, figura numa grande piada de mal gosto.
Votei nulo nas ultimas eleições, e claro, fui criticada. Me disseram que quem não participa nåo pode reclamar depois (como se fosse vantagem ou se adiantasse), entornaram nos meus ouvidos uma lorota qualquer de que o voto é o poder do povo...
Mas não nesse país, certo, companheiro?

Pra mim a equação é simples. Quem não respeita meu trabalho não merece meu voto.
E passados esses anos, vejo, entristecida, que não me arrependo dos votos anulados.
Porque eu continuo não concordando em sustentar bandido. Nem os do presídio, nem os do planalto.
Eu tenho vergonha desse país.

(...) sujeira pra todo lado
Ninguém respeita a Constituição
mas todos acreditam no futuro da nação.
Que país é este? (...)

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

divagações desacertadas sobre aleatoriedades espinhentas que te acordam na segunda de manhã

Interessante como resoluções dolorosas podem mesmo ser necessárias.
Como as mais importantes movimentações são polêmicas, sempre.Pois o apoio vem de diferentes maneiras, de cantos inesperados, ou talvez não venha. E que esperar por ele é uma grande bobagem que a gente faz.

Como as descobertas nunca vêm com estrela na testa. Elas parecem um bicho camuflado à primeira vista.

E que não há nada que não mude nunca. E que por isso não vale a pena contar que as coisas, por melhores ou piores que sejam permanecerão as mesmas. E que por isso, a gente não se apavore e nem se acomode demais.

Aprendi que ser capaz de compreender é privilégio de quem sabe amar de verdade.
Pois todos dizem amar, mas nem todos sabem fazê-lo. A música estava errada quando dizia que "qualquer maneira de amor vale a pena".
Então para alguns tipos de amor, prescreve-se o silêncio, a distância, os ouvidos mais atentos, escudos ou armaduras. Isso porque algumas pessoas machucam sem ver quando dizem amar. Outras, amam sem dizer e machucam igualmente.

E que o que a gente quer às vezes é diferente do que a gente precisa. E do que a gente diz precisar nem sempre a gente precisa mesmo.

Ando pensando que o nosso lugar no mundo é o nosso lugar dentro de nós mesmos. Este lugar sim, deve ser construído cuidadosamente, pra que sempre que olharmos pra dentro a gente se encontre.

E em todos os outros lugares que a gente ocupa, é bom que saibamos que estamos sempre de passagem, pra que isso não nos cause dor.
Por isso ser forte é o que há. Vou dizer por aí que tá na moda.

"Don't tell me that I won't
I can
Don't tell me that I'm not
I am
Don't tell me that my masterplan
Ain't coming through
Don't tell me that I won't
I can
Don’t tell me how to think
I fell
Don't tell me cause I know what's real
What I can do

Something that you don''t see every day
A little girl who has found her way
In a world that tries to take away
All of your dreams
(...)
And when we're singing it out our voice
We can make that choice to be free"
Free me - Joss Stone

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

zona rural

O fixo ja foi, o celular, acabou de ser parido.
Por enquanto, a gente se comunica como pode.


Ah!A Internet? Ta quase, gente, quase!
Aceito mandingas, rezas... to fazendo qualquer negocio!!!

sábado, 31 de outubro de 2009

torto


Não há nada que justifique o que é errado.
O errado que sempre será errado, em qualquer época, tribo, latitude, partido político.
Existe aquele errado relativo, que sempre depende disso ou daquilo.

Mas existe um errado puro, igual a um tumor. Não existe um tumor bom, benéfico. Ainda que seja benigno, é errado, não pertence àquilo ali, vai contra a natureza, é um erro do funcionamento normal da coisa. Torna a coisa inteira errada.

E porque é que temos que aceitar esse errado?

Tenho que aceitar porque não tem remédio? Isso não torna o errado certo, muito menos bom, sequer razoável.
Aquele de tão errado que não dá nem pra quebrar um galho. Bicicleta sem rodas.
Esses errados nos dão o direito de estarmos insatisfeitos, tristes, putos, frustrados. Eles nos dão o direito de repensar a nossa tolerância.

Então me dá licença. Eu estou no meu direito.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

eu, robô

Olha, eu não entendo.
Tava passando essa propaganda com umas imagens lindas, de pessoas tomando chuva no rosto, brincando num balanço, tomando vento nos cabelos e tals...
E os seguintes dizeres apareciam (mais ou menos assim):
"Você já imaginou... se a tecnologia... fizesse com que você... se sentisse mais humano?
Conheça VAIO"
°°
Perái gente, páratudosocorro!
Existe uma gradação, mais humano, menos humano?
Não existe e prontoacabou! (pausa pro chilique)
Eles querem me convencer de que eu poderia ser mais humana? Com a ajuda da tecnologia???
Você conhece alguém 72% humano??? Seu vizinho é só 56%? Você está lutando pra chegar nos 87%? Aquela sua amiga atingiu 92% em um mês?
Tipo assim igual azeite, água destilada, lençóis de algodão, extrato de baunilha, bebida alcoólica, essas coisas com uma porcentagem de pureza ou concentração?
Eu não entendo, juro que não.
Entenderam meu ponto?
Eu to confusa, desculpa aí o mal jeito.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

me erra

Não importa que você já esteja quase nos trinta.

Pra algumas pessoas não há limites. Elas sempre se sentirão no direito (ou no dever) de te dizer o que fazer, como quando você tinha dez ou quinze.

E elas despejam isso sem pestanejar; e te cobram, como se você realmente tivesse que fazer (e fosse fazer!) o que elas dizem.

Não me venha com esse papo de que "eu falo pro seu bem". Isso não é amor, é falta de respeito.

Já passei também da fase de perder meu tempo explicando meus porquês, até porque ninguém está disposto a entender. Então que se dane.

A gente só cresce quando assume os riscos de assumir suas posições, doa a quem doer. Porque quem não é forte pra isso não vive a própria vida, vive a vida que os outros querem pra gente.

Ainda bem que não vim ao mundo pra agradar.
Foi mal aí, mas não vai dar não.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

tá na hora

Nada mais injusto do que não ter escolha. Sacanagem, ironia de verdade.
Alguém que não tem escolhas e tem que aceitar o inaceitável ou o razoável, é alguém triste, penso eu.
Mas nada é mais ridículo do que ter escolha e não conseguir escolher.
É simplesmente ridículo. E é também sacanagem, ironia de verdade.
A gente pensa que quando as escolhas pipocarem nas nossas mãos, teremos adultescência (âhn?) suficiente pra apontar e dizer sem pestanejar: "é isso aqui mesmo".
Mas adultescência é um estado de espírito, tipo um espirro, ou seja, às vezes...
Vou pular a parte das respostas e caminhos, nhénhénhé.
Frustrante pensar que deveria estar um tantão feliz agora mas não dá tempo pra isso.
Porque não se encontra satisfação no meio de incertezas.
A gente não se encontra no meio de incertezas.
E quando a gente não se encontra, a gente encontra quase nada.
Quase tudo parece errado e a gente parece tão errado quanto vazio.
Tem coisa na vida que devia vir com manual, placas, calculadoras, simuladores 3d.
Eu não estaria à beira da minha beira, sem eira.
E não é a primeira vez.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

ando-se

No início a gente não entende.
Por que mesmo que o céu esteja nublado a gente ganha um bronzeado gringo-camarão
Por que trânsito é sinônimo de insanidade
Pra que existem quebra-molas nas ruas de pedra off-road
Ou por que é mesmo necessário (ou divertido) lavar a calçada com a mangueira durante horas
Por que tudo demora tanto mesmo com 255 funcionários trabalhando debaixo do mesmo teto
Por que existe tanto cachorro abandonado na rua
Por que (mas por que mesmo????) que o Lula ainda lula-lá
Pra que é que servem mais 8000 novos cargos pra vereadores que não servem a niguém
Por que as pessoas ainda se ocupam em me perguntar surpresas (como se não soubessem meeesmo) porque é que não quero filhos
Pra que se marcam horários que nunca são cumpridos
Pra que mesmo serve o Sarney? Nem o Lula votou nele...
Por que todo mundo acha que quem volta do exterior volta rico?

Me disseram que tenho seis meses pra reclamar do Brasil.
Mas eu já sei porque amo isso aqui, afinal...


domingo, 20 de setembro de 2009

Beautiful!!!

É o que os australianos dizem quando algo é muuuito bom, além das expectativas.
Eles fazem uma entonação que fica tipo: "biiiiutiful", única e engraçada por sinal.

Foi só o que eu consegui dizer, espotaneamente, quando o avião ganhou altura e eu olhei emocionada o mar azul turquesa de Adelaide.

Tudo e todas as lembranças agora cabem e se adequam direitinho nessa palavra
:)


A caminho do Patropi

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Nos bastidores

Noite passada sonhei que estava numa praia e eu tinha que seguir caminhando pela areia. Era frio, muito frio. Mas tava sol. E as algas que estavam na areia, de verde, passavam a ficar brancas, congeladas. Aí não tinha como eu sair da praia atravessando a areia, só voltar pela beirada mesmo. Mas aí o caminho de volta passava por dentro de um negócio de ferro, que parecia um vagão de trem, todo vermelho. E eu não conseguia sair de lá mais.

Pronto, acabou.
Entendeu? Nem eu.
Adoro sonhos malucos. É a única hora em que ninguém liga se fizermos coisas estúpidas que não levam a nada.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Eu descobri que

a gente só constrói quando aprende a desapegar.

Depois de chegar no auge da chateação com a mudança, resolvi que o que for será e vai ser bom. Mas só vai ser bom se eu me concentrar no que precisa ser feito agora, não no que não posso resolver.

Tem esse cara que diz que a vida é igual uma aposta. Às vezes a gente ganha aqui, depois perde ali. E assim vai. Não dá pra ter tudo sempre.
Eu invejo a capacidade dele de gastar o tempo e a energia apenas com o que o momento pede.
Ando aprendendo a fazer isso, devagar, mas vou indo.
Eu amo esse cara, muito!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Avista

Assisti Ensaio sobre a cegueira e passei o resto da tarde meio o zonza, de tanto que as rodinhas na minha cabeca giraram e giraram.
Eu nao li o livro nao, provavel que leia, mas certamente Saramago esta agora na minha lista de genios. Ja tem um outro dele aqui na estante pra ler.
Pra mim alguem capaz de nos atentar pra coisas obvias e genio mesmo. Aquelas de tao obvias que a gente nao percebe. E alguem que o faz com tanta sutileza e criatividade nao pode ser menos que genio, nao mesmo.
Nao to dizendo do obvio se voce e cego voce nao enxerga, que vai ter que se readaptar, que vai precisar de ajuda.
Digo o obvio que nos somos frageis, que nossa civilizacao e sustentada por fios fraquinhos entrelacados que a gente tem como pilastras. Digo (na verdade ele disse) que inevitavelmente precisamos uns dos outros mesmo negando o fato, por mais que nos reafirmamos cada dia mais como super-ultra-independentes, nos distanciamos nao so daqueles que ja estao proximos inevitavelmente, mas nos mantemos distantes " cada um com seus problemas" (a frase do seculo?), cada um na sua, tendendo sempre a sermos mais e mais centrados em nos mesmos.
Entao a hipotese: E se todos perdessem algo de igual valor (essencial) pra todos, ao mesmo tempo, incapacitando a todos igualmente? No final das contas, eles so teriam uns aos outros. E os que nao se atentasse pra isso teriam ainda menos. E entao eles percebem que a nova ordem naquele meio e movida por solidariedade mutua. Nao devido a piedade ou compaixao. Por necessidade, o que muda tudo.

E o que e mais obvio nisso tudo? Que o que mais precisamos sao as coisas que nosso olhos estao desaprendendo a enxergar. E que se nao acordarmos pra isso nosso fim vai ser muito triste. A guerra de pau e pedras que Einstein falou.
(esse post nao tem acentos. Usei o computador burro)

domingo, 30 de agosto de 2009

As andorinhas voltaaram!

Então, a caminho (das Índias?) não; do matão, da terrinha, do bananal, do país tropical, ame-o ou deixe-o.

Aí tem que levar a tralha, estimada tralha.
Aluga um container, não dá pra levar a casa na mala.
Nem as roupas e sapatos de frio. Nem a cama king size, nem as 198 panelas, meus 67 cremes...
Mas um container é caro. Tá bom, meio container então dá.
Mas meio container demora pra chegar. Oito semanas!



Mas será que chega mesmo?

Chega! Olha, só não dá pra levar mais nada! Recém-chegados, recém-fudidos?
Pára de olhar coisas bacanas pra comprar. Pára de querer levar mais vinho!
Ah, vai, mais uma garrafinha, não vai fazer diferença!
Já vai inteirar 119 mesmo...!

Só mais uns negocinhos, vai!

Ocupadíssima com essa mexida toda!

Nat

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Olha as minhas fotos

Eu já queria escrever esse post há vários dias. Mas bastou uma passeada pelas atualizações dos meus amigos no Orkut pra que eu me decidisse.
De todas as invenções modernas, a que mais me irrita é a fotografia digital. Não é nostalgia barata por causa do filme, nem por causa do "clique" que as máquinas convencionais faziam. Até porque o maldito filme era caro pra revelar e eu odiava esperar pra ficar pronto, ir buscar, etc. Mas sabe o que me irrita, de verdade? É que o descompromisso de desperdiçar uma foto no filme faz com que as pessoas tirem foto de tudo, o tempo todo!
Nunca reparou? Então comece. Pegue o Orkut ou o Flickr de qualquer um dos seus amigos. Te garanto que 90% deles vão ter lá fotos de tudo. Da comida que comeram no restaurante fim-de-semana passado, dos próprios pés, de qualquer coisa estranha que viram na rua, de ingressos de show, da própria cama bagunçada, do ultra-som do bebê, do copo de cerveja... e claro... 2.598.952 fotos de si mesmo (aquelas clássicas no espelho, que se tira 125 até escolher a melhor pose, a que não entrega o nariz grande ou as olheiras).
Devo confessar que eu também já fui assim, já sofri disso. Mas ó, cansei, viu?
Banalizou total, ficou chato, patológico. Sabe porque? Às vezes me dá a impressão de que as pessoas vivem hoje pra tirar foto pra colocar nos orkut da vida. Elas ajuntam os amigos, viajam, sentam pra almoçar ou beber, se arrumam... tudo pra tirar foto. E se a maquiagem ficou boa, o cabelo tava bom então, aff! Nem fala! Dá-lhe foto no espelho!
Não importa quando ou onde. Vai ter sempre alguém que vai sacar o celular ou a câmera pra fotografar aqueles momentos que deveriam ser autênticos... Parece que tudo é cenário pra foto perfeita, aquela que vai mostrar no Orkut que você tá bem, num lugar bacana, rodeado de pessoas felizes e se divertindo.
Essa facilidade high-tech não seria pra tornar as fotos menos "pose", mais espontâneas? Mas não, acontece o contrário. As fotos ultimamente se parecem, as poses se parecem. Me impressiona como todo mundo já tá ensaiado pra ficar bem na foto.
Outra coisa são as fotos de viagens. Ando ultimamente tirando o mínimo possível, só quando acho que realmente vale a pena. E juro, não me arrependi ainda, tipo "deveria ter tirado mais, que pena". Se não tem aquele monte absurdo de fotos, significa que você não viu,não curtiu?
Quando vejo as 350 fotos de viagens desses maníacos-fotográficos, fico me segurando pra não perguntar: "Mas você conseguiu aproveitar mesmo? Você realmente viu esse lugar? Porque me parece que você foi lá só pra tirar foto."

Ultimamente, naquelas ocasiões em que todo mundo tá lá numa boa e de repente aparece a figura: "Junta aê, gente, vamo tirar uma foto!", ando com vontade de tomar a máquina da mão da pessoa e jogar longe!
Sei lá, cara, vive o momento. Dá um descanso, vai. A sua vida pessoal não é novela. Ninguém quer te acompanhar assim não.

Tenho um desafio:
Quando você tiver num lugar muito legal, se divertindo muito, quando tudo aquilo for o cenário perfeito pra uma foto... Não tire foto nenhuma. Viva o momento.

Vira essa câmera pra lá.

Nat

nem tanto assim

Os hospedes foram embora.
Amélia, de folga do trabalho hoje, faxinou geral. Lavou as paredes do banheiro, não se esqueceu dos rodapés, em cima da geladeira, os parapeitos das janelas e aspirou com capricho os quartos.
Tudo acabado, até que o reflexo da luz no piso preto entregou o que ela menos esperava...
"Ah não! Manchas!
Como pode?? Ainda parece encebado!!!"
Saiu indignada em direção ao armário de produtos de limpeza.
"Vai ser com água sanitária. Quero só ver se não sai!"
E enquanto calçava as luvas rosa choque, de repente, um insight...
"Ahn? Quê?
Blah, que esfregar mais o quê!"
Luvas e água sanitária de volta no armário.

Tenho mais o que fazer... Mesmo que não saiba exatamente o que fazer agora.
Aí começam as argumentações mentais. Vide abaixo:
"Ahn.. eu bem podia ir pra academia malhar..."
"Quê? Tá doida? Nesse frio???
"

Já foi. Amélia cansa a minha beleza.

domingo, 9 de agosto de 2009

compro

Algumas coisas deviam sim ter preço.
Porque mesmo que alto, eu usaria meu Mastercard e tava resolvido
.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Deviam proibir isso

Olha, eu ja não to boa, né?
Então, pra ficar ainda mais legal, essa mulher senta do meu lado no bonde de manhã cedo.
O perfume da sujeita era tão insuportável que eu tinha certeza que:

1) ela o herdou da bisavó
2) ela o herdou da bisavó e diluiu em alfazema extra-forte pra render
3) pra dar uma textura, ela adicionou talco de rosas
4) ela usa sem miséria e vai pegar o bonde pra castigar pessoas inocentes

35 minutos de infusão (eu) naquela névoa.
E eu não cheguei nada feliz no trabalho.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

a little less conversation

Eu vou me juntar ao grupo daqueles que observam mais que falam. Juro que vou tentar.
Porque ha coisas na vida que vem mesmo a calhar pra que todo mundo tire da gaveta as filosofias que dao solucao pra tudo.
Mas sim, aquele grupo pelo menos nao se desgasta tanto.
Estatísticas provam.


E tenho dito.

reza a cartilha dos infernos

Hoje chegou um email de uma fulana que senta na cabeca meia duzia de coitados la no hotel dizendo que era pra todos se lembrarem de sempre carregar consigo o livrinho do " credo". Os senhores da picagrossa la de Singapura devem estar fiscalizando o hotel nessa semana e por isso querem saber se ta todo mundo craque no catecismo.

Deviam mesmo vir aqui na minha masmorra, passar um dia respirando carpete sujo com odores de estacionamento que vem pelo ar condicionado, enquanto arrotam um servico cinco estrelas.

Sim, mas o livrinho... Uma praga do apocalipse, na figura de uma brochura de bolso, onde se estabelece a (va) filosofia de um mundinho ridiculo e desimportante chamado: hoteis de rede. Eles ate colocam em topicos, pra ficar facinho de decorar. Nele hospede eh a figura maxima do momento e merece toda a sua atencao e devocao...

Gente, me poupem...

Ninguem mandou voce se formar em turismo. Agora fica ai furando o livrinho com a caneta, igual vudu, enquanto le artigos sobre Freud na net depois que a supervisora foram embora.

E escreve no blog, porque alguém precisa ouvir suas reclamacoes.


Ps: esse post nao tem acento mesmo. O computador daqui e burro e nao sabe portugues.



terça-feira, 21 de julho de 2009

Pra sempre

"Senhor, já é tempo: foi tão longo o verão
Estende as tuas sombras sobre as horas solares
E solta os ventos sobre os campos
Ordena aos últimos frutos que se completem"
Dia de Outono - Rilke

Hoje eu vou ver o mar, como ele me levou pra ver pela primeira vez
Ele vai estar nas minhas memórias mais doces
Sempre comigo enquanto aqui eu existir
Nossa condição humana é frágil, mas o amor que reside nas lembranças é eterno
Desejo que você fique em paz, Vô

Maria (como ele me apelidou)

quarta-feira, 15 de julho de 2009

A soma dos fatores

Situação equacional atual

Colegas de trabalho mal-amadas
Colegas de trabalho mal-amadas + excesso de trabalho
Colegas de trabalho mal-amadas + excesso de trabalho + plantão de vendas até 10 da noite
_________________________________________
= Minha vida está um inferno com upgrade

Some o resultado a:

Nada que planejei fazer essa semana deu certo
Sem tempo pra fazer as unhas, há mais de uma semana
A casa está um pandemônio
Os hóspedes chegam amanhã, mas ainda não arranjei cama pra eles dormirem, coitados
TPM com bônus extra
Tá frio demais, não estou com vontade de fazer nada que me exija pôr meu nariz pra fora de casa
__________________________________
= Se piorar eu surto

Nat

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Aqui

Já me preguntaram se parei de escrever de vez aqui. Não, não parei. E tem um bocado de coisa acontecendo. Faria uma lista, mas o tempo anda curto.

Tenho uns trecos pra resolver/fazer/procurar saber/pensar, além de (argh) mais trabalho que o normal.

Entedeu, né?
Isso, que bom. Adoro gente esperta, que capta a mensagem com facilidade.

Nat

sábado, 4 de julho de 2009

Roxa




De saudade.
E nada mais a declarar.